Psicóloga Rita Leal

Psicóloga Rita Leal Consultas de Psicologia on-line é um serviço que respeita todos os princípios éticos e deontológicos

16/01/2026

Porque é que “todos” os adolescentes de 15 anos têm dificuldades de concentração?

Porque são adolescentes e têm 15 anos. Porque têm a cabeça a funcionar a uma velocidade estonteante e as hormonais aos saltos. Porque têm a tentação de ser um bocadinho multifunções, e estudam enquanto ouvem música, trocam mensagens, dão uma olhadela ao telefone e às redes sociais, e vão até à cozinha para espreitarem uma série qualquer e, quando dão conta, viram três episódios. Porque procrastinam como ninguém enquanto cultivam a ideia que funcionam melhor sob pressão. Porque não acham graça nenhuma a algumas disciplinas e, ao darem por isso, bloqueiam num teste qualquer, sem perceberem muito bem como é que isso aconteceu. Porque ninguém os ensina a estudar e eles se “matam” a puxar pela cabeça duma forma repetitiva e mecânica. Porque vivem a escola numa espécie de atmosfera do género “quero muito mas tenho medo”, o que faz que estejam tensos nas aulas, tensos nas avaliações e, às vezes, tensos nos recreios. Porque mascaram uma auto-estima um bocadinho frágil com uma infinidade de “eu sou capaz!”. Porque vivem agarrados a ecrãs, redes sociais e videojogos e isso lhes dá, mais do que parece, cabo da cabeça. Porque dormem de fugida e gastam uma parte grande na noite a dar apoio a uma amiga ou a trocar mensagens mais ou menos tolas uns com os outros.

É claro que tudo isso é normal e saudável aos 15! Por mais que lhes traga dores de cabeça e algumas trapalhices com a mãe e com o pai. Daí que eles elejam os défices de atenção e as dificuldades de concentração como um diagnóstico por medida. Como se fosse um “defeito de fabrico” e nele se afunilassem todos os motivos das suas dificuldades, como se não houvesse outros motivos para elas, fazendo com isso um bocadinho de vítimas.

Que os adolescentes, aos 15, façam isso não é preocupante. Que os pais e os educadores não reparem no mau uso que eles fazem das suas inacreditáveis capacidades e na sua bondade dêem cobertura a alguisso, sim, é preocupante.

Por que cuidar da saúde mental importa?Como terapeuta cognitivo-comportamental, observo diariamente que saúde mental não...
16/01/2026

Por que cuidar da saúde mental importa?
Como terapeuta cognitivo-comportamental, observo diariamente que saúde mental não é apenas ausência de sofrimento , é a capacidade de pensar com clareza, regular emoções e agir de forma coerente com nossos valores, mesmo diante de desafios.
Na prática, quando a saúde mental está fragilizada, pensamentos automáticos negativos passam a guiar decisões, relacionamentos e desempenho profissional. Isso impacta diretamente:
A produtividade
A qualidade das relações
A capacidade de resolver problemas
O equilíbrio entre vida pessoal e trabalho
A Terapia Cognitivo Comportamental mostra-nos que pensamentos influenciam emoções, que influenciam comportamentos. Cuidar da saúde mental é aprender a identificar padrões disfuncionais, desenvolver flexibilidade cognitiva e construir estratégias mais saudáveis para lidar com pressão, mudanças e frustrações.

Num mundo corporativo cada vez mais exigente, investir em saúde mental não é luxo é estratégia, prevenção e sustentabilidade humana.

Cuidar da mente é cuidar da base de todas as escolhas.
O que tem feito pela sua saúde mental?

13/01/2026
05/01/2026
05/01/2026

"A voz falha. Engasga…
As palavras ficam presas no peito, apertando a garganta e roubando o ar!

A gente finge que não é nada, respira fundo. Mas, há nós que não aceitam silêncio. Quando apertam demais, exigem verdade!
E então, mesmo com a voz trémula, a gente diz tudo.

Diz o que dói, o que falta, o que transborda!

E, ao dizer, sem defesas, sem máscaras,
desnuda a alma!
Porque há sentimentos que só se curam
quando, finalmente, encontram voz!"

Ester Dalmas

28/12/2025

Psicóloga há 20 anos e investigadora em dor há mais de dez, Rute Sampaio já ouviu centenas de histórias. Diz que a dor é inevitável, mas o sofrimento pode ser atenuado com compreensão de quem escuta.

15/12/2025

A presença — ou a ausência — da figura paterna deixa marcas profundas no cérebro de uma menina. Não porque a falta de um pai a torne “quebrada”, mas porque a presença de um pai atento e afectivo fortalece o cérebro de uma forma silenciosa e decisiva.

Cada vez que um pai abraça a sua filha, o cérebro da menina liberta oxitocina, a hormona da segurança e do vínculo. Esse gesto simples envia uma mensagem poderosa ao sistema nervoso: estou segura, sou valiosa, posso confiar. É assim que a base emocional se constrói.

Quando esses abraços não existem, muitas meninas aprendem a endurecer cedo demais. Nem sempre verbalizam. Nem sempre demonstram. Mas o corpo aprende, e o cérebro regista. Aprende a vigiar, a não esperar, a não depender.

Com afeto constante, o stress diminui, o medo se regula e o cérebro aprende a descansar. Uma menina que se sente protegida pensa com mais clareza, dorme melhor e ousa mais. Ela cresce sem precisar provar o seu valor, porque já o sente.

Com o tempo, esses gestos constroem uma autoestima sólida, silenciosa e profunda. Não a que grita, mas a que sustenta. A menina aprende que merece respeito, que os seus limites importam e que o amor verdadeiro não fere.

Estudos sobre desenvolvimento infantil mostram que meninas com figuras paternas presentes e afectivas tendem a apresentar:

maior segurança emocional

melhor regulação das emoções

menos medo do abandono

mais clareza para estabelecer limites

maior confiança nas suas decisões e relacionamentos

Um pai não forma apenas pagando contas. Forma quando está presente. Quando escuta. Quando acolhe. Quando abraça.

Porque, às vezes, um abraço do pai não transforma apenas um instante. Ele molda a forma como uma criança se vê — e se valoriza — por toda a vida.

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12/12/2025
09/12/2025

O processo de cura é estranho, né? Uma hora você sente que está passando, outra hora você sente como se tivesse acontecido ontem. Mas é sobre isso, sobre você se perceber diante dos seus altos e baixos, e entender que vai chegar o seu melhor momento, o pior só precisa passar.

e vai.

Iandê Albuquerque

05/12/2025

Segundo a OMS, em média, um adolescente precisa de dormir de 8 a 10 horas por dia. São raros os adolescentes com quem trabalho nos vários contextos, que dormem pelo menos 7 horas. Ou por um motivo ou por outro, deitar antes das meia noite é pouco frequente e acordar antes das 7 horas da manhã, começa a ser o mais comum, principalmente entre as meninas que cada vez mais dão importância à skincare e aos rituais de beleza antes de sair de casa. Isto significa que, a maior parte, retira ao sono aquilo que não pode ser retirado - o tempo e a qualidade -, já que é ele O MAIOR RESPONSÁVEL PELA SAÚDE MENTAL.

Podemos cuidar da alimentação, fazer exercícios, ter hábitos para isto ou para aquilo para sermos eficientes, autónomos e capazes, mas se não dormimos o suficiente, alguma função de extrema importância vai ficar comprometida. Quando percebemos as horas que eles dormem e percebemos o aumento tão significativo das perturbações mentais na adolescência, conseguimos perceber que, por muitas outras coisas que lhes estejam a faltar e a não satisfazer as suas necessidades vinculativas, emocionais e relacionais, o sono e o descanso será dos factores mais determinante.

Precisamos de criar uma cultura que premeia o sono e do descanso, principalmente para as fases de vida ainda em crescimento e desenvolvimento. Sem tempo para se descansar, crescer, reorganizar, limpar e reparar, o cérebro e consequentemente o corpo, não vão funcionar bem e de acordo com o necessário para criar saúde física, mental e emocional.

Precisamos de nos responsabilizarmos pelas horas de descanso dos mais novos, de criarmos com eles hábitos que premeiem um crescimento saudável e que não continuar a normalizar a falta de descanso, os telefones dentro dos quatros e as noites com menos de 8 horas diárias de sono.

Diana

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Rua 28 De Maio
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