15/12/2025
A presença — ou a ausência — da figura paterna deixa marcas profundas no cérebro de uma menina. Não porque a falta de um pai a torne “quebrada”, mas porque a presença de um pai atento e afectivo fortalece o cérebro de uma forma silenciosa e decisiva.
Cada vez que um pai abraça a sua filha, o cérebro da menina liberta oxitocina, a hormona da segurança e do vínculo. Esse gesto simples envia uma mensagem poderosa ao sistema nervoso: estou segura, sou valiosa, posso confiar. É assim que a base emocional se constrói.
Quando esses abraços não existem, muitas meninas aprendem a endurecer cedo demais. Nem sempre verbalizam. Nem sempre demonstram. Mas o corpo aprende, e o cérebro regista. Aprende a vigiar, a não esperar, a não depender.
Com afeto constante, o stress diminui, o medo se regula e o cérebro aprende a descansar. Uma menina que se sente protegida pensa com mais clareza, dorme melhor e ousa mais. Ela cresce sem precisar provar o seu valor, porque já o sente.
Com o tempo, esses gestos constroem uma autoestima sólida, silenciosa e profunda. Não a que grita, mas a que sustenta. A menina aprende que merece respeito, que os seus limites importam e que o amor verdadeiro não fere.
Estudos sobre desenvolvimento infantil mostram que meninas com figuras paternas presentes e afectivas tendem a apresentar:
maior segurança emocional
melhor regulação das emoções
menos medo do abandono
mais clareza para estabelecer limites
maior confiança nas suas decisões e relacionamentos
Um pai não forma apenas pagando contas. Forma quando está presente. Quando escuta. Quando acolhe. Quando abraça.
Porque, às vezes, um abraço do pai não transforma apenas um instante. Ele molda a forma como uma criança se vê — e se valoriza — por toda a vida.
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