Dra. Cátia Rodrigues

Dra. Cátia Rodrigues Psicóloga | Psicologia Clínica - Psicoterapia Psicodinâmica do Adulto e do Casal.

Gosto de pensar que não escolhi a psicoterapia psicodinâmica por acaso. Talvez tenha sido ela que me escolheu a mim.Nasc...
14/02/2026

Gosto de pensar que não escolhi a psicoterapia psicodinâmica por acaso. Talvez tenha sido ela que me escolheu a mim.

Nasci em 1990, no Porto — cidade intensa e cheia de carácter. Cresci a observar pessoas e sempre me intrigou aquilo que não se vê de imediato: as entrelinhas, os padrões que se repetem, as emoções que insistem em aparecer mesmo quando tentamos ignorá-las.

Hoje, no meu consultório na Maia, encontro-me com adultos e casais que chegam com perguntas, dores, conflitos ou simplesmente com a sensação de que algo não está a fluir. E o que faço não é dar conselhos rápidos nem soluções mágicas. O que faço é construir, com cada pessoa ou casal, um espaço seguro onde possamos pensar juntos.

Acredito profundamente que a relação terapêutica é a base de qualquer processo psicoterapêutico. É no vínculo, na confiança e na autenticidade do encontro que algo novo pode acontecer. É ali que os padrões podem ser compreendidos. Que as repetições ganham significado. Que o que parecia “sempre igual” começa, finalmente, a fazer sentido.

Trabalho a partir de uma abordagem psicodinâmica porque acredito que muito do que nos move não é totalmente consciente. O inconsciente manifesta-se nas escolhas que repetimos, nas relações que construímos, nos medos que não sabemos explicar e até nos sintomas que nos surpreendem. Muitas vezes, as relações que vivemos hoje — connosco e com os outros — têm raízes nas nossas primeiras relações. A forma como aprendemos a amar, a confiar, a defender-nos ou afastar-nos começou muito antes de termos palavras para o explicar.

O inconsciente é uma parte viva da nossa história que pede para ser escutada e pensada. Quando o inconsciente encontra palavras, algo se transforma. Quando aquilo que estava apenas a ser sentido passa a ser compreendido, ganhamos liberdade para escolher de forma diferente.

Tanto no processo individual como no de casal, o meu foco é o mesmo: criar um espaço onde cada pessoa se sinta verdadeiramente vista, escutada e pensada.
Mais do que técnicas, levo comigo presença. Mais do que respostas, levo perguntas. E, acima de tudo, levo a convicção de que é na relação — e na coragem de olhar para dentro — que começa a mudança.

Consultório remodelado! Mesmo no centro da Maia, por cima do edifício Plaza, ao lado da Câmara e do Fórum da Maia.
19/01/2026

Consultório remodelado! Mesmo no centro da Maia, por cima do edifício Plaza, ao lado da Câmara e do Fórum da Maia.

Enfrentar as emoções negativas, as dores que tentamos manter adormecidas, os pensamentos automáticos e recorrentes sobre...
24/06/2024

Enfrentar as emoções negativas, as dores que tentamos manter adormecidas, os pensamentos automáticos e recorrentes sobre os quais temos pouco controlo, as memórias que ressurgem de forma tão vívida na nossa mente e no espaço físico... é, efetivamente, angustiante e doloroso - nestes momentos, achamos que, estarmos sozinhos não é solução.

A solução imediata, muitas vezes inconsciente, é mantermo-nos ocupados, seja socialmente, no trabalho, ou através do uso excessivo do telemóvel para manter conexões externas, etc.
A procura pela distração, pelo ocupar do espaço fisico e do espaço mental é a forma mais rápida para se evitar lidar com pensamentos, emoções, memórias profundas, etc.

Porquê termos de sofrer deliberadamente? - É a questão que se coloca. Para nos validarmos. Nós não somos só o que sentimos de positivo, as nossas emoções negativas são reais e não as podemos negar - não nos podemos negar. Para nos questionarmos. Para nos descobrimos. Para sermos mais.

Sentir é libertador, doloroso também, mas, acima de tudo, vai permitir um autoconhecimento muito grande de quem somos, de sabermos que conseguimos lidar com os nossos medos e com as nossas emoções - assim não teremos de fugir mais (do nosso eu).

Este é um processo que demanda tempo, acompanhado de sessões de psicoterapia, coragem, muita consciencialização sobre o que sentimos, pensamos e fazemos para evitar a dor (para nos evitarmos!).





A compreensão sempre desempenhou um papel importante na terapia dinâmica e continua a fazê-lo hoje em dia, mas juntament...
24/06/2024

A compreensão sempre desempenhou um papel importante na terapia dinâmica e continua a fazê-lo hoje em dia, mas juntamente com a compreensão - ou talvez o que torna a compreensão significativa - estão estes outros elementos. A compreensão, sem qualquer ressonância afetiva - quer no paciente quer no terapeuta - provavelmente não conseguirá facilitar qualquer mudança duradoura.

Na terapia, além de se promover a compreensão através de intervenções como interpretações, permite-se ao paciente sentir, pensar e considerar comportamentos que, quando criança, podem não ter sido permitidos. Este processo pode levar a um aumento na mentalização - ser capaz de considerar não apenas as intenções da própria mente, mas também da mente de outra pessoa. E posteriormente (ou talvez anteriormente), o sentido de si do paciente pode tornar-se mais plenamente experienciado e aceite, mesmo (especialmente) aquelas partes que, quando criança, tiveram de ser desligadas/dissociadas.







A psicoterapia está a funcionar!
24/06/2024

A psicoterapia está a funcionar!





Em psicanálise, destaca-se a importância da relação entre o paciente e o terapeuta. Ao contrário de algumas abordagens t...
24/06/2024

Em psicanálise, destaca-se a importância da relação entre o paciente e o terapeuta. Ao contrário de algumas abordagens terapêuticas que podem enfatizar predominantemente o indivíduo em tratamento, a psicanálise reconhece a dinâmica única que se desenvolve entre o paciente e o terapeuta como uma parte crucial do processo terapêutico.

A relação terapêutica é considerada um espaço especial, muitas vezes denominado 'terceiro analítico' ou 'espaço analítico', onde ambas as partes contribuem para a criação de um ambiente propício à exploração psíquica. O terapeuta não é apenas um observador neutro, mas desempenha um papel ativo na compreensão e interpretação dos processos mentais do paciente.

A presença do terapeuta é vista como um elemento fundamental para que o paciente possa expressar livremente os seus pensamentos, sentimentos e fantasias. A relação terapêutica, assim, torna-se uma ferramenta valiosa para explorar padrões inconscientes, relações interpessoais passadas e dinâmicas emocionais profundas.

No entanto, é precisamente isso que a terapia analítica procura alcançar. Os pacientes muitas vezes entram na terapia com uma queixa principal, mas ao longo do tempo é comum que esse sintoma passe para segundo plano, ainda importante, mas não o foco. A ideia é que, ao trazer à tona as interações entre o paciente e o terapeuta, é possível analisar e compreender melhor as dinâmicas emocionais e psicológicas subjacentes que podem influenciar o comportamento do paciente. Portanto, na psicanálise, a atenção é voltada não apenas para o indivíduo isolado, mas para a interação complexa e mutuamente influente entre o paciente e o terapeuta. Essa abordagem visa promover a compreensão profunda do funcionamento psíquico do paciente, permitindo a exploração e transformação de aspectos inconscientes.





Quando as emoções não são expressas adequadamente ou são reprimidas, elas não desaparecem, mas permanecem no inconscient...
24/06/2024

Quando as emoções não são expressas adequadamente ou são reprimidas, elas não desaparecem, mas permanecem no inconsciente. O que Freud afirmava é que essas emoções enterradas podem ressurgir mais tarde de maneiras menos óbvias e, muitas vezes, mais problemáticas. Elas podem se manifestar em sintomas físicos, psicológicos ou comportamentais, sendo interpretadas como expressões indiretas daquilo que foi reprimido.

Os pacientes em psicanálise podem experimentar esse processo de várias maneiras. Durante as sessões, o psicanalista procura explorar o inconsciente do paciente, permitindo que emoções reprimidas e pensamentos inconscientes venham à tona. Esse processo pode ser desafiador e emocionalmente intenso para o paciente, pois envolve explorar áreas da psique que foram anteriormente evitadas ou reprimidas.

À medida que as emoções não expressas são trazidas à consciência, os pacientes podem experimentar uma gama de reações, incluindo resistência, desconforto emocional, surpresa ou até mesmo alívio. O objetivo é trazer à luz as emoções reprimidas para que o paciente possa compreendê-las, integrá-las e, eventualmente, lidar de maneira mais saudável com esses aspectos do seu mundo emocional.

Como costumo dizer aos meus pacientes, é necessário sentir as emoções que mais nos doiem, que não compreendemos, que temos medo de as sentir... É necessário para as validarmos, para nos validarmos, para as compreendermos, para nos compreendermos, para sabermos que conseguimos lidar com elas, que somos capazes...🤍 É um processo doloroso, mas muito libertador!





A terapia psicanalítica incorpora períodos de silêncio, eventualmente extensos e profundos, revelando-se, por vezes, com...
24/06/2024

A terapia psicanalítica incorpora períodos de silêncio, eventualmente extensos e profundos, revelando-se, por vezes, como elemento central do processo. No contexto terapêutico, estabelece-se uma espécie de diálogo entre duas pessoas, predominantemente ocorrendo na mente do paciente, simultaneamente com uma interação na mente do terapeuta. Deste modo, duas pessoas estão a ter conversas consigo mesmas, na presença de outra. Esta dinâmica propicia um autoconhecimento através da familiarização com a própria voz. Os silêncios fecundos da psicanálise podem proporcionar um terreno fértil para nos sentirmos confortáveis com a nossa própria voz e descobrirmos as partes mais íntimas de nós mesmos.





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Maia

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