12/03/2026
Há coisas no marketing em saúde que me tiram anos de vida. E não, não é o algoritmo. 😅
1️⃣ Pessoas a quererem que o conteúdo viralize
Viralizar não é sinónimo de ter mais pacientes. Muitas vezes traz seguidores curiosos… não pacientes qualificados. O objectivo não é viralizar. É criar conteúdo para converter.
2️⃣ “Temos estratégia.”… e depois só publicam nas redes sociais.
E o blog? O SEO local? A indexação no Google? O email marketing? 👀 Redes sociais são uma peça. Não são o ecossistema todo.
3️⃣ “Vale tudo.”
Na saúde, não vale.
Existe legislação. Existe o Regime Jurídico das Práticas Publicitárias em Saúde. Existe o Manual de Boas Práticas da ERS. A publicidade tem de ser lícita, transparente, fidedigna e cientificamente rigorosa. Não é opcional. É responsabilidade. ⚖️
4️⃣ Tratar marketing de saúde como se fossem sapatilhas.
Descontos agressivos. “Últimas vagas.” “Garantimos resultados.” Estamos a falar de saúde. De confiança. De consentimento informado. Não é fast fashion. 🙏
5️⃣ Tratar o Instagram como uma tese académica.
Textos densos. Linguagem técnica. Zero respiração, zero leveza, zero humanidade. Saúde não precisa de parecer um artigo científico para transmitir credibilidade. Precisa de ser compreendida. 🫶
Marketing em saúde não é querer likes. É sobre responsabilidade. Estratégia. Confiança.
E se isto te incomodou um bocadinho… talvez seja exactamente por isso que vale a pena repensar. 💙