10/01/2026
Vi o documentário Evil Influencer – The Jodie Hildebrandt Story e senti urgência de vir aqui às redes falar sobre ele.
Não para criar medo.
Não para apontar dedos.
Mas para lembrar algo essencial, sobretudo na área da saúde e do bem-estar: informação não validada pode ser perigosa.
Vivemos numa era em que qualquer pessoa pode falar de saúde, comportamento, parentalidade, trauma ou bem-estar com uma câmara à frente e um discurso convincente. Likes, seguidores e uma narrativa emocional não substituem formação, ética, supervisão e enquadramento legal.
E é aqui que entra a responsabilidade de quem consome.
De quem procura ajuda.
De quem confia.
Enquanto pacientes, clientes ou consumidores, temos o direito e o dever de pedir informação legal:
– formação real
– cédula profissional, quando aplicável, ou registo na entidade reguladora da saúde
– enquadramento da prática
– limites claros do que aquela pessoa pode ou não fazer
Isto não é desconfiança.É cuidado.
Quem viu o documentário percebe exatamente como discursos bem construídos, sem base científ**a e sem enquadramento legal, podem causar danos profundos, silenciosos e duradouros.
Na saúde, no bem-estar, na psicologia, na parentalidade, a linha entre ajudar e prejudicar pode ser muito fina quando não há supervisão, ética e responsabilidade.
Para não falar de que o que se vê nas redes, nem sempre é a realidade, que é o que acontece neste caso.
Por isso, este post não é contra as redes sociais.
Nem contra a partilha de conhecimento.
É a favor de consciência, espírito crítico e informação validada.
Escolher bem quem seguimos, quem ouvimos e a quem entregamos a nossa saúde é um ato de autocuidado.
E isso começa por uma pergunta simples, mas poderosa:
“Esta pessoa está legalmente habilitada para me orientar?”
Que este documentário sirva, pelo menos, para nos lembrar disso.