27/12/2025
Perdoar não é abrir a porta de novo, é tirar a mão do trinco que te prende ao ontem. É parar de repetir, por dentro, a cena que te feriu, como se o coração precisasse apanhar mais uma vez para acreditar que doeu.
Você pode aceitar o pedido de desculpas sem voltar para o mesmo lugar. Pode desejar paz a alguém e, ainda assim, escolher distância. Porque maturidade não é endurecer, é aprender a se proteger sem perder a delicadeza.
Há pessoas que amam, mas ainda não sabem amar direito. Há pessoas que se arrependem, mas não se transformam. E você não foi chamado para ser morada de quem só aparece quando precisa, nem abrigo de quem some quando deveria ficar.
Às vezes, o seu “não” é a oração mais honesta que você pode fazer por si. Um “não” dito com serenidade é um sim para a sua saúde espiritual, para o seu tempo, para a sua paz, para a vida que você ainda está construindo.
Deus não te pede para carregar de volta quem te deixou em pedaços. Ele te pede para recolher seus cacos com amor, reconstruir sua luz e seguir. E, quando a saudade bater, lembre: saudade não é convite, é lembrança.
Perdoe, sim. Mas não negocie sua paz. Desculpas aceitas, acesso negado, e o coração livre para receber o que vem com respeito, presença e verdade.