Goretti Moreira Psicóloga

Nem tudo o que a violência deixa para trás é imediatamente visível.Muitas vezes, o impacto instala-se de forma silencios...
27/04/2026

Nem tudo o que a violência deixa para trás é imediatamente visível.

Muitas vezes, o impacto instala-se de forma silenciosa e prolongada, aparecendo no corpo em alerta, no medo que não desaparece, na dificuldade em confiar, na culpa que ocupa espaço a mais e naquela sensação estranha de já não se saber bem o que é exagero, o que é defesa e o que é sobrevivência.

Quando uma pessoa vive violência, o sofrimento não f**a limitado ao momento em que tudo aconteceu. Em muitos casos, continua a manifestar-se muito depois, através de respostas psicológicas e físicas que podem ser difíceis de identif**ar, sobretudo quando houve repetição, manipulação, controlo ou desvalorização constante. O sistema nervoso pode permanecer em estado de ameaça, e isso tem impacto real na forma como a pessoa sente, pensa, dorme, reage e se relaciona.

Falar sobre isto também é uma forma de cuidado, porque ajuda a dar nome ao que tantas pessoas vivem em silêncio, sem perceberem que aquilo que sentem pode ser consequência direta do que passaram.

Se este tema tocar em algo seu, ou de alguém próximo, procure apoio.

Em situação de perigo imediato, ligue 112.
CIG: 800 202 148 | SMS 3060 | violencia@cig.gov.pt
| 24h
APAV: 116 006 | dias úteis, das 8h às 23h
Linha Nacional de Emergência Social: 144 | 24h/365 dias

Partilhar este conteúdo pode ser uma forma de chegar a alguém que ainda não conseguiu pedir ajuda.

Hoje fala-se de liberdade.Mas nem toda a liberdade é visível.Há quem viva sem medo por fora e em constante alerta por de...
25/04/2026

Hoje fala-se de liberdade.

Mas nem toda a liberdade é visível.
Há quem viva sem medo por fora e em constante alerta por dentro.
Há quem tenha voz e, ainda assim, não consiga dizer o que sente.

A liberdade emocional não é um dado adquirido.
É algo que se constrói — com segurança, com consciência e, muitas vezes, com ajuda.

Se isto fizer sentido para si, partilhe.
Pode chegar a alguém que ainda não se sente livre.

Os sinais de dificuldades de aprendizagem não costumam aparecer de forma evidente desde o início.Instalam-se em detalhes...
19/04/2026

Os sinais de dificuldades de aprendizagem não costumam aparecer de forma evidente desde o início.

Instalam-se em detalhes pequenos, na leitura que exige mais tempo, nas tarefas que f**am a meio, na forma como a criança se organiza ou responde em contexto escolar. Quando surgem de forma pontual, passam facilmente despercebidos. Quando se repetem, começam a ter impacto.

Ao longo desse processo, muitas crianças ajustam o comportamento sem que isso seja imediatamente compreendido. Algumas afastam-se de determinadas tarefas, outras demoram mais, outras ainda começam a mostrar frustração ou perda de confiança.

Tudo isto faz parte da forma como tentam lidar com aquilo que lhes está a ser mais difícil.

Olhar com atenção para estes sinais permite perceber melhor o que está a acontecer e decidir, com mais segurança, se faz sentido aprofundar através de uma avaliação.

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Partilho alguns destes feedbacks não como forma de me expor, mas porque acredito que podem ajudar quem está deste lado a...
16/04/2026

Partilho alguns destes feedbacks não como forma de me expor, mas porque acredito que podem ajudar quem está deste lado a perceber o que pode encontrar aqui.

O meu trabalho passa, acima de tudo, por criar um espaço seguro, onde cada pessoa se possa sentir acolhida, escutada e compreendida, com o cuidado e o rigor que o acompanhamento psicológico exige.

Saber que isso é sentido por quem já confiou em mim tem um signif**ado muito especial.

Se está a pensar procurar apoio, talvez ler quem já passou por este processo possa ajudar a dar esse primeiro passo.

Estou por aqui. 🌻

Muita gente evita fazer uma avaliação psicológica porque acha que vai ser analisada, julgada ou “diagnosticada” num únic...
13/04/2026

Muita gente evita fazer uma avaliação psicológica porque acha que vai ser analisada, julgada ou “diagnosticada” num único momento.

Como se fosse um teste.

Mas não é.

Não há respostas certas.
Não há um momento único.
E não há uma definição fechada sobre quem tu és.

Uma avaliação é um processo para perceber o que está a acontecer contigo — com base na tua história, no teu contexto e na forma como tens vivido as coisas.

E sim, pode mexer contigo.

Mas isso não signif**a que estás pior.
Signif**a que estás a olhar para algo que já estava lá.

Se tens dúvidas sobre como funciona ou se faz sentido para ti:

envia “AVALIAÇÃO” por mensagem.

𝗚𝘂𝗮𝗿𝗱𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗽𝗼𝘀𝘁 𝗼𝘂 𝗲𝗻𝘃𝗶𝗮 𝗮 𝗮𝗹𝗴𝘂é𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗲𝘃𝗶𝘁𝗮 𝗮 𝗽𝘀𝗶𝗰𝗼𝗹𝗼𝗴𝗶𝗮 𝗽𝗼𝗿 𝗻ã𝗼 𝗽𝗲𝗿𝗰𝗲𝗯𝗲𝗿 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗳𝘂𝗻𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮.

🌻🌻🌻

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Há uma ideia muito comum: se tomas a decisão certa, devias sentir-te bem logo a seguir. Mas isso nem sempre acontece. Há...
08/04/2026

Há uma ideia muito comum: se tomas a decisão certa, devias sentir-te bem logo a seguir. Mas isso nem sempre acontece. Há decisões que fazem sentido (racionalmente), e que, ainda assim, trazem dúvida, inquietação ou uma sensação estranha de desalinhamento.

E isso leva muitas pessoas a questionar tudo outra vez.

A verdade é que mudar implica sair do que é conhecido. Mesmo quando esse “conhecido” já não era o melhor lugar para ti. O teu cérebro está habituado a padrões, a rotinas, a contextos previsíveis. Quando sais disso, é normal que exista um período de adaptação.

Muita gente pensa que é um sinal automático de erro, pensa que é só o processo de ajustamento a uma nova realidade.

Se estás nesse momento, em que sabes que a decisão faz sentido mas ainda não te sentes totalmente confortável com ela, pode não ser altura de voltar atrás.

Pode ser só o tempo necessário para te adaptares ao que escolheste.

Guarda este post para quando começares a duvidar disso.

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Saúde também é:— ter espaço para sentir sem culpa.— conseguir dizer “não” sem te justif**ares mil vezes.— descansar sem ...
07/04/2026

Saúde também é:
— ter espaço para sentir sem culpa.
— conseguir dizer “não” sem te justif**ares mil vezes.
— descansar sem sensação de preguiça.
— pedir ajuda antes de rebentar.
— ter relações onde não precisas de te encolher.
— viver sem estar sempre a tentar provar valor.

Se hoje te reconheces nisto, faz uma pausa e pergunta-te com honestidade:
O que é que eu ando a ignorar que está a pesar em mim?
E se isso tivesse voz… o que é que me estava a pedir?

🌻

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A forma como nos vemos, muitas vezes, não começou em nós.Talvez tenhas crescido a acreditar que havia algo em ti que pre...
03/04/2026

A forma como nos vemos, muitas vezes, não começou em nós.

Talvez tenhas crescido a acreditar que havia algo em ti que precisava de ser ajustado. Que a forma como reagias era “demais”, que a tua intensidade precisava de ser controlada, que sentir profundamente era um exagero que devia ser corrigido. E, sem te aperceberes, foste aprendendo a conter reações, a filtrar o que sentias antes mesmo de perceberes o que era.

Com o tempo, isso deixa de ser consciente. Já não é alguém a dizer-te, és tu a antecipar, a ajustar, a reduzir-te para caber melhor nos lugares onde estás.

Mas há uma coisa importante: a tua sensibilidade nunca foi o problema.

O que marcou foram os contextos onde aquilo que sentias não teve espaço, onde foste levada a duvidar da legitimidade das tuas emoções, onde a tua forma de sentir foi interpretada como excesso em vez de ser reconhecida como parte de quem és.

E quando isso se repete, instala-se uma espécie de vigilância interna. Começas a observar-te por dentro, a questionar reações, a suavizar expressões, a esconder partes tuas para evitares voltar a sentir que estás “a mais”. Só que sentir não é um erro que precise de ser corrigido.

A tua sensibilidade é a forma como te ligas ao mundo, como percebes detalhes que passam despercebidos, como te envolves, como crias signif**ado nas coisas. É também o que te permite estabelecer relações profundas, compreender, cuidar, estar.

O que muitas vezes precisas não é sentir menos.
É estar em espaços onde não tenhas de te explicar por sentir como sentes.

E talvez valha a pena parar um momento e perguntar:
quem te ensinou a esconder o que sentes?

Se este texto te encontrou no momento certo, guarda-o.
Há coisas que precisamos de reler quando nos voltamos a esquecer de nós.

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A forma como nos vemos, muitas vezes, não começou em nós.Talvez tenhas crescido a acreditar que havia algo em ti que pre...
01/04/2026

A forma como nos vemos, muitas vezes, não começou em nós.

Talvez tenhas crescido a acreditar que havia algo em ti que precisava de ser ajustado. Que a forma como reagias era “demais”, que a tua intensidade precisava de ser controlada, que sentir profundamente era um exagero que devia ser corrigido. E, sem te aperceberes, foste aprendendo a conter reações, a filtrar o que sentias antes mesmo de perceberes o que era.

Com o tempo, isso deixa de ser consciente. Já não é alguém a dizer-te, és tu a antecipar, a ajustar, a reduzir-te para caber melhor nos lugares onde estás.

Mas há uma coisa importante: a tua sensibilidade nunca foi o problema.

O que marcou foram os contextos onde aquilo que sentias não teve espaço, onde foste levada a duvidar da legitimidade das tuas emoções, onde a tua forma de sentir foi interpretada como excesso em vez de ser reconhecida como parte de quem és.

E quando isso se repete, instala-se uma espécie de vigilância interna. Começas a observar-te por dentro, a questionar reações, a suavizar expressões, a esconder partes tuas para evitares voltar a sentir que estás “a mais”. Só que sentir não é um erro que precise de ser corrigido.

A tua sensibilidade é a forma como te ligas ao mundo, como percebes detalhes que passam despercebidos, como te envolves, como crias signif**ado nas coisas. É também o que te permite estabelecer relações profundas, compreender, cuidar, estar.

O que muitas vezes precisas não é sentir menos.
É estar em espaços onde não tenhas de te explicar por sentir como sentes.

E talvez valha a pena parar um momento e perguntar:
quem te ensinou a esconder o que sentes?

Se este texto te encontrou no momento certo, guarda-o.
Há coisas que precisamos de reler quando nos voltamos a esquecer de nós.

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Ser compreendida não é um privilégio, é uma base.—Se isto fez sentido para ti, partilha.Pode ajudar alguém a perceber al...
30/03/2026

Ser compreendida não é um privilégio, é uma base.



Se isto fez sentido para ti, partilha.
Pode ajudar alguém a perceber algo que ainda não conseguiu pôr em palavras.

Nem todas as relações continuam por amor, e essa é uma verdade que custa admitir porque fomos ensinados a valorizar quem...
27/03/2026

Nem todas as relações continuam por amor, e essa é uma verdade que custa admitir porque fomos ensinados a valorizar quem f**a, quem insiste e quem não desiste, mesmo quando já não está bem.

O que raramente se diz é que, muitas vezes, essa permanência não nasce de um lugar seguro, mas sim do medo de enfrentar o que vem a seguir, do silêncio, da incerteza e da possibilidade de não voltar a ser escolhido.

Quando esse medo fala mais alto, começa a confundir-se tudo, e aquilo que parece cuidado pode ser apenas necessidade, aquilo que parece vínculo pode ser dependência, e aquilo que parece amor pode ser apenas dificuldade em deixar ir.

Reconhecer isto não invalida o que sentiste, mas ajuda-te a perceber de onde vieram algumas escolhas, e é aí que começa a diferença entre continuar por medo ou escolher f**ar de forma consciente.



Se isto te fez pensar em alguém, partilha.
Este tipo de consciência chega primeiro a quem precisa

Crescemos muitas vezes com a ideia de que amar implica estar sempre disponíveis, dizer sim mesmo quando custa, e não fal...
25/03/2026

Crescemos muitas vezes com a ideia de que amar implica estar sempre disponíveis, dizer sim mesmo quando custa, e não falhar com ninguém, porque no fundo fomos associando cuidado a presença constante, mesmo quando essa presença nos começa a esgotar.

Com o tempo, essa forma de estar torna-se quase automática, e dizer “não” deixa de ser apenas uma escolha: passa a ser algo que pesa, que ativa culpa e que faz parecer que estamos a falhar com alguém.

E é aqui que tudo se confunde, porque o limite começa a ser visto como afastamento, quando na verdade é apenas uma forma de te incluíres também na equação.

Aprender a colocar limites não é um processo leve no início, porque mexe com padrões antigos, com expectativas dos outros e, muitas vezes, com a imagem que construíste de ti própria ao longo dos anos.

Mas aos poucos, começa a existir um espaço diferente, onde já não precisas de te anular para manter relações, e onde o cuidado deixa de signif**ar desgaste.

É um caminho silencioso, mas muito honesto.



Se isto fez sentido para ti, guarda este post.
Pode ajudar-te a lembrar disto nos dias em que a culpa falar mais alto.

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