Daniela Silva_Psicóloga Clínica

Daniela Silva_Psicóloga Clínica Licenciei-me em Psicologia na Faculdade de Psicologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

Acredito numa prática centrada na pessoa, integrando escuta ativa, qualidade e proximidade, com o objetivo de promover bem-estar emocional e relações mais saudáveis em cada etapa da vida. O mestrado foi tirado no âmbito de Psicologia Clínica, Aconselhamento e Psicoterapia, na mesma Faculdade. No ISPA ( Instituto Universitário de Ciências Psicológicas Sociais e da Vida) fiz um curso de Terapia de Casal. Durante o meu, percurso profissional, passei pelo Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital São Francisco Xavier, e mais tarde no Centro Hospitalar das Caldas da Rainha. Neste momento encontro-me disponível para efectuar consultas em alguns pontos do pais:
Cano
Costa da Caparica (Clínica São Filinto)
Lisboa ( Consultórios Terra Calma)

Por mais amor que dê.Por mais que explique.Por mais que tente resolver por alguém…Há lutas que são internas.E só a própr...
18/02/2026

Por mais amor que dê.
Por mais que explique.
Por mais que tente resolver por alguém…

Há lutas que são internas.
E só a própria pessoa pode escolher enfrentá-las.

Cada um é responsável pelo seu próprio caminho. 🧡

17/02/2026

🔶“Eu não tinha para onde ir.”🔶

Há dias ouvi uma senhora que esteve casada décadas , dizer-me algo que ficou a ecoar…

Ao longo da conversa, quis perceber como tinha sido, para ela, viver aquele casamento ao longo dos anos. Perguntei-lhe como sentia que tinha sido a relação.

Confesso que esperava uma resposta onde coubessem momentos emocionalmente gratificantes e também as fases mais exigentes próprias de um vínculo construído no tempo, que atravessa tensões, ajustamentos e desafios inevitáveis do ciclo de vida.

Mas ela respondeu com uma frase simples:
“Eu não tinha para onde ir.”

Não descreveu intimidade, crescimento ou parceria. Descreveu ausência de alternativa percebida. Descreveu medo.

Medo da instabilidade.
Medo do julgamento social.
Medo da vulnerabilidade económica.
Medo de não conseguir reorganizar a própria vida.

Permaneceu décadas.

O marido faleceu. E aquilo que hoje a mobiliza emocionalmente não é apenas o luto pela perda do marido. É a culpa!

A culpa de não ter exercido a própria agência quando ainda havia tempo para decidir diferente.

Do ponto de vista clínico, esta narrativa é mais comum do que gostaríamos de admitir.

Muitas relações mantêm-se não por vínculo seguro ou escolha renovada, mas por constrangimentos internos e externos que reduzem a perceção de liberdade.

A dependência financeira, o contexto cultural, os filhos, a vergonha social e o medo do desconhecido activam mecanismos profundos de conservação: o sistema nervoso tende a preferir o sofrimento previsível à incerteza.

Há uma distinção essencial entre permanecer por decisão consciente e permanecer por paralisia.

Quando a permanência é sustentada pelo medo, o custo psicológico raramente é imediato. Ele instala-se de forma cumulativa com micro-renúncias sucessivas da voz, do desejo, da autonomia e, por vezes, da identidade.

Anos depois, o sofrimento não se limita ao que foi vivido. Surge também o luto pelo que não foi possível viver.

Não se trata de romantizar a saída nem de patologizar a permanência.

Existem casamentos que atravessam crises, reorganizam padrões relacionais e se tornam espaços de maturidade e intimidade genuína. E existem contextos onde sair é objetivamente complexo, arriscado ou inviável naquele momento.

A questão central é outra:
Permaneço porque escolho ou porque não acredito que posso escolher?

A liberdade não é apenas uma condição externa. É uma experiência interna de agência.

Quando essa experiência nunca se consolidou, o luto torna-se duplo: pela pessoa que partiu e pela versão de si que ficou suspensa 🥲

Partilho esta reflexão com autorização da própria, que acolheu a ideia de transformar a sua experiência numa oportunidade de pensar sobre o tema.

Um abraço 🧡

Aquilo que evitamos sentir não desaparece.F**a no corpo.Sai em reacções, impulsos, cansaço, ansiedade.Quanto mais lutamo...
16/02/2026

Aquilo que evitamos sentir não desaparece.
F**a no corpo.
Sai em reacções, impulsos, cansaço, ansiedade.

Quanto mais lutamos contra, mais força ganha.

Aceitar não é desistir.
Não é concordar.
É olhar de frente e dizer: isto também faz parte de mim.

E é aí que começa a mudança.

Só se transforma o que se consegue acolher. 🧡

Parece que às vezes precisássemos de permissão para existir, não é?Muitas vezes vivemos em modo de defesa.A tentar prova...
15/02/2026

Parece que às vezes precisássemos de permissão para existir, não é?

Muitas vezes vivemos em modo de defesa.
A tentar provar valor.
Provar que merecemos amor.
Provar que somos suficientes.

Mas isso é exaustivo para o sistema nervoso.
Mantém o corpo em alerta constante.
Mantém a mente em luta.

A paz não vem de sermos reconhecidos por toda a gente.
Vem de deixarmos de nos abandonar para convencer alguém.

Quando a validação vem de dentro,
o mundo deixa de parecer um julgamento.

E, finalmente… descansamos 🧡

Nem tudo é para correr.Algumas coisas só acontecem no ritmo certo.A pressa ansiosa tropeça.A calma constrói.Respire.Não ...
14/02/2026

Nem tudo é para correr.
Algumas coisas só acontecem no ritmo certo.

A pressa ansiosa tropeça.
A calma constrói.

Respire.
Não está atrasada(o) só está a viver. 🤍

Nem tudo precisa de ajuste.Nem tudo precisa de esforço extra.Nem tudo merece que se diminua.Postura também é autocuidado...
13/02/2026

Nem tudo precisa de ajuste.
Nem tudo precisa de esforço extra.
Nem tudo merece que se diminua.

Postura também é autocuidado. 🤍

Nem toda a crítica é verdade.Nem toda a rejeição é falha sua.Nem toda a má interpretação é responsabilidade sua.As pesso...
11/02/2026

Nem toda a crítica é verdade.
Nem toda a rejeição é falha sua.
Nem toda a má interpretação é responsabilidade sua.

As pessoas veem o mundo a partir das suas histórias, das suas feridas, dos seus medos,
das suas crenças.

Elas não veem quem nós somos .
Veem através do filtro delas.

Às vezes, você não é “difícil”.
Só está a lidar com alguém que não sabe amar do jeito que precisa.

Às vezes, você não é “exagerado(a)”.
Só sente mais fundo.

E às vezes…
não é para corrigir nada em si.
É só para parar de tentar caber no olhar do outro.

Nem tudo é para carregar. 🤍

10/02/2026
Conexão não se implora.Não se puxa.Não se convence.Ela flui.Quando precisa insistir para ser ouvido (a),explicar demais ...
10/02/2026

Conexão não se implora.
Não se puxa.
Não se convence.

Ela flui.

Quando precisa insistir para ser ouvido (a),
explicar demais para ser entendido (a),
diminuir-se para caber,
ou lutar constantemente por atenção…

isso não é conexão.
É desgaste emocional.

Relações saudáveis têm reciprocidade natural.
Não perfeição ,mas troca.

Se está pesado demais, forçado demais, solitário demais…
talvez não seja falta de esforço seu.

Talvez seja só o lugar errado.

E sair também é autocuidado. 🤍

Se estás a atravessar um momento difícil, que este arco-íris te lembre:não estás sozinha(o), não estás atrasada(o), e is...
02/02/2026

Se estás a atravessar um momento difícil, que este arco-íris te lembre:
não estás sozinha(o), não estás atrasada(o), e isto não define quem tu és. 🧡

“❗Todos nós reagimos de forma diferente à experiência de uma situação traumática. E os seus efeitos podem sentir-se a cu...
30/01/2026

“❗Todos nós reagimos de forma diferente à experiência de uma situação traumática. E os seus efeitos podem sentir-se a curto, médio e/ou longo-prazo. Mas há estratégias que podem ajudar.

📄 O documento "Situações Traumáticas - O que são e como lidar com elas", está disponível no site da Ordem dos Psicólogos Portugueses: https://bit.ly/4altDGh “ OPP

❗Todos nós reagimos de forma diferente à experiência de uma situação traumática. E os seus efeitos podem sentir-se a curto, médio e/ou longo-prazo. Mas há estratégias que podem ajudar.

📄 O documento "Situações Traumáticas - O que são e como lidar com elas", está disponível no site da Ordem dos Psicólogos Portugueses: https://bit.ly/4altDGh

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