Paula Ribeiro - Psicóloga Clínica e da Saúde

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Entre o que foie o que ainda não é,existe um espaço que quase ninguém valida.O intervalo.Não é o auge.Não é o colapso.Nã...
11/02/2026

Entre o que foi
e o que ainda não é,
existe um espaço que quase ninguém valida.

O intervalo.

Não é o auge.
Não é o colapso.
Não é a resposta.

É o tempo em que vais vivendo enquanto esperas por ti.

É aí que muitas pessoas se criticam:
“Devia já saber.”
“Já devia ter passado.”
“Isto já devia estar resolvido.”

Mas a vida não se constrói só nos grandes momentos.
Constrói-se também nos dias em suspenso.

O intervalo não é desperdício.
É integração.

E respeitar esse tempo é uma forma profunda de autocuidado psicológico.

Nem tudo precisa de nome agora.
Nem tudo precisa de decisão hoje.
Algumas coisas só pedem presença.

E isso… já é muito.

P.S. Se este texto te encontrou, não foi por acaso

Há fases da vida em que nada está claro.Não sabes se f**as ou se vais.Se continuas ou se mudas.Se aquilo é o fim… ou ape...
07/02/2026

Há fases da vida em que nada está claro.
Não sabes se f**as ou se vais.
Se continuas ou se mudas.
Se aquilo é o fim… ou apenas um intervalo.

E isso cansa.

Vivemos numa cultura que idolatra decisões rápidas, certezas firmes e respostas prontas.
Mas a nossa mente não funciona assim.

O “entre” não é um erro do caminho.
É um lugar legítimo do processo.

É onde o corpo ainda está a tentar sentir segurança.
Onde a mente precisa de tempo para integrar.
Onde a alma ainda não sabe o nome do próximo passo.

Forçar clareza antes do tempo pode parecer coragem,
mas muitas vezes é só medo de sentir a incerteza.

Nem tudo o que demora está bloqueado.
Algumas coisas estão apenas a amadurecer.

E tu não estás atrasada.
Estás no tempo possível.

💫 Se este texto tocou em ti, deixa um 🤍 nos comentários.

As imagens do temporal que assolou Leiria, Castelo Branco e outras regiões do país são um lembrete duro e inevitável da ...
04/02/2026

As imagens do temporal que assolou Leiria, Castelo Branco e outras regiões do país são um lembrete duro e inevitável da nossa fragilidade enquanto seres humanos.

Perante a força da natureza, não há estatutos, crenças, contas bancárias ou certezas que nos protejam.
Basta estar no lugar errado, à hora errada, para que tudo o que era seguro deixe de o ser — num instante.
A casa, o chão, a sensação de controlo.

E, ainda assim, é nestes momentos que algo profundamente bonito emerge.
A solidariedade.
A capacidade que nós, portugueses, temos de nos mobilizar quando o outro precisa.
Mãos que ajudam, portas que se abrem, pessoas que dão sem perguntar “a quem”.

Do ponto de vista psicológico, estas crises coletivas recordam-nos algo essencial:
somos interdependentes.
Precisamos uns dos outros mais do que gostamos de admitir.

Talvez a verdadeira reflexão seja esta:
como seria se esta atenção ao outro não surgisse apenas na tragédia?
Se, no dia a dia, estivéssemos mais disponíveis para ver, escutar e cuidar?
Se ajudássemos mais sem esperar retorno, se nos uníssemos mais e nos dividíssemos menos?

Porque a vulnerabilidade que hoje é deles… amanhã pode ser nossa.
E a rede que hoje sustenta alguém, pode ser a que nos ampara no futuro.

Que estas imagens não fiquem apenas como choque momentâneo,
mas como convite à empatia contínua.
À humanidade que não depende de catástrofes para existir.

🤍
Um abraço sentido a todos os que estão a atravessar este momento difícil.
Que não se sintam sós — porque ninguém deveria estar.

Fonte foto: LUSA

Nem todos os lugares são neutros.Alguns fazem-te crescer.Outros mantêm-te sempre em estado de defesa.Há espaços — e rela...
01/02/2026

Nem todos os lugares são neutros.
Alguns fazem-te crescer.
Outros mantêm-te sempre em estado de defesa.

Há espaços — e relações — onde passas mais tempo a explicar-te, a proteger-te, a adaptar-te…
E há outros onde podes simplesmente ser.

Quando estás num ambiente que só ativa os teus gatilhos, o teu sistema nervoso não descansa.
Vive em alerta.
Confunde sobrevivência com personalidade.

Mas tu não és os teus gatilhos.
Eles contam histórias de feridas, não definem quem tu és.

Mereces estar onde as tuas qualidades são vistas, nutridas e ampliadas.
Onde a tua sensibilidade não é um problema.
Onde a tua presença não é tolerada — é bem-vinda.

Às vezes, o trabalho terapêutico não é “aguentar mais”.
É reconhecer que certos lugares não te ajudam a florescer…
e ter a coragem de escolher outros.

Porque crescer também é aprender onde f**ar.
E onde já não faz sentido permanecer.

🤍

Pergunta para quem lê:
👉 Em que espaços da tua vida sentes que precisas de te defender… em vez de te expandires?

Há quem passe a vida a tentar rasgar a própria história.Apagar capítulos.Arrancar páginas.Fingir que certos aconteciment...
29/01/2026

Há quem passe a vida a tentar rasgar a própria história.
Apagar capítulos.
Arrancar páginas.
Fingir que certos acontecimentos nunca existiram.

Mas a dor não se cura assim.

Na terapia, percebemos que o sofrimento não vem tanto do que aconteceu,
mas da forma como ficámos sozinhos com isso.
Sem sentido.
Sem amparo.
Sem palavras.

Curar não é destruir o passado.
É costurar melhor o presente.

É aprender a segurar a agulha com mais delicadeza.
É dar novos signif**ados às cicatrizes,
sem negar que elas doeram.
É transformar rasgões em pontos de apoio.

Não precisamos de uma história perfeita para viver em paz.
Precisamos de um presente mais consciente,
mais gentil connosco,
mais alinhado com quem nos estamos a tornar.

✨ Às vezes, o que cura não é apagar o que foi…
é cuidar de como estás hoje.

O que estás pronta(o) para cuidar, em vez de apagar?

Curar não é linear.Há dias em que sentes que avançaste mundos e outros em que uma emoção antiga regressa como se nada ti...
25/01/2026

Curar não é linear.

Há dias em que sentes que avançaste mundos e outros em que uma emoção antiga regressa como se nada tivesse mudado.

E isso não é fracasso.
É processo.

Na terapia — e na vida — avançar não é seguir sempre em frente.
Às vezes é voltar atrás para olhar com outros olhos, com mais recursos, mais consciência, mais compaixão.

É revisitar dores que antes só doíam
e que agora também podem ser compreendidas.
É tropeçar no mesmo ponto,
mas cair de forma diferente.

Curar não é apagar o passado.
É integrá-lo.

Por isso, se hoje sentes que recuaste,
lembra-te:
talvez estejas apenas a aprofundar.

Porque crescer não é uma linha reta.
É um caminho vivo, humano, imperfeito — e ainda assim, profundamente transformador.

✨ Avançar também inclui voltar atrás.

Há um cansaço que não se vê.Aquele que se aprende a engolir, a disfarçar, a carregar em silêncio.Foste ensinada/o a ague...
21/01/2026

Há um cansaço que não se vê.
Aquele que se aprende a engolir, a disfarçar, a carregar em silêncio.

Foste ensinada/o a aguentar.
A ser forte.
A não incomodar.
A resolver sozinha/o.

Mas o corpo sente.
A mente pesa.
E a alma pede pausa.

Permitir-te dizer “estou cansada/o” não é desistir.
Permitir-te pedir apoio não é fraqueza.
É maturidade emocional.
É autocuidado.
É humanidade.

Nem tudo precisa de ser suportado em silêncio.
Nem tudo precisa de ser carregado sozinha/o.

Às vezes, o passo mais terapêutico não é resistir mais…
é deixar cair a armadura.

🌱 Se sentes que estás a aguentar mais do que consegues, talvez este seja o momento de te ouvires com mais gentileza.

📌 Cuidar da saúde mental também é aprender a pedir ajuda.

(Estou aqui.)

Nem sempre dá para ter tudo no lugar.E talvez o problema seja termos acreditado que devia dar.A vida raramente se organi...
18/01/2026

Nem sempre dá para ter tudo no lugar.
E talvez o problema seja termos acreditado que devia dar.

A vida raramente se organiza em linhas direitas.
Há dias confusos, emoções misturadas, decisões adiadas, partes de nós ainda por entender.
E isso não é falha — é condição humana.

Vivemos muitas vezes à espera de que tudo se alinhe para então respirar.
Mas a calma não nasce da perfeição.
Nasce da permissão.

Permissão para não saber tudo.
Para não controlar tudo.
Para caminhar mesmo com o coração desalinhado.

A verdadeira regulação emocional acontece quando deixamos de lutar contra o processo
e começamos a habitar o caminho.
Um passo de cada vez.
Um dia de cada vez.
Um sentir de cada vez.

Encontrar calma não é chegar a um lugar onde nada dói.
É aprender a caminhar com mais gentileza
mesmo quando nem tudo está resolvido.

E talvez hoje a pergunta não seja
“como faço para ter tudo no lugar?”
mas sim:
“como posso cuidar de mim enquanto avanço?”

🌿 A calma também se aprende em movimento.

O teu sistema nervoso também faz planos.Nem todos os planos vivem na cabeça.Alguns vivem no corpo.Enquanto fazes listas ...
14/01/2026

O teu sistema nervoso também faz planos.

Nem todos os planos vivem na cabeça.
Alguns vivem no corpo.

Enquanto fazes listas de objetivos, o teu sistema nervoso pergunta outra coisa:
O que é que eu quero sentir mais vezes?
Mais calma?
Mais segurança?
Mais leveza ao acordar?
Menos sobressalto?
Mais presença nos momentos simples?

A forma como vives os dias não depende apenas do que conquistas,
mas de como o teu corpo se sente enquanto caminhas em direção a isso.

Quando passamos demasiado tempo em alerta, em esforço, em sobrevivência,
o corpo aprende a antecipar perigo — mesmo quando já não existe.
E então reagimos, em vez de escolher.
Fechamo-nos, em vez de sentir.
Aceleramos, mesmo quando precisamos de pausa.

Regular emoções não é controlá-las.
É criar condições internas para que o corpo se sinta seguro o suficiente para sentir.

Talvez este seja um bom momento para perguntar:
Que ambientes me acalmam?
Que relações me regulam?
Que hábitos me deixam mais inteiro/a — e não apenas mais produtivo/a?
Porque o teu sistema nervoso não quer mais exigência.
Quer previsibilidade, cuidado, gentileza.

E talvez o verdadeiro plano deste ano não seja fazer mais, mas sentir melhor.

🌿 Quando escolhes o que queres sentir mais vezes, estás a ensinar o teu corpo que a vida pode ser um lugar seguro.

📌Escolhe apenas uma sensação para ser a tua "âncora" esta semana.
- Âncora: Calma (sempre que sentires o batimento acelerar, faz três respirações profundas)

- Âncora: Presença (larga o telemóvel enquanto tomas o pequeno almoço)

- Âncora: Segurança (faz por teres um momento de pausa no final do dia para reconheceres que naquele instante estás protegida/o e em paz.

Janeiro chega carregado de promessas.Metas, planos, listas, resoluções.Uma pressão subtil — e às vezes esmagadora —de qu...
11/01/2026

Janeiro chega carregado de promessas.
Metas, planos, listas, resoluções.
Uma pressão subtil — e às vezes esmagadora —
de que agora é que tem de ser.

Como se o novo ano fosse uma prova.
Como se falhar não fosse opção.
Como se descansar fosse sinónimo de f**ar para trás.

Mas a verdade é que nem todos começam o ano com energia.
Alguns começam cansados.
Outros, tristes.
Outros ainda, apenas a tentar sobreviver ao que ficou por digerir do ano anterior.

E está tudo bem.

A ansiedade de recomeço nasce muitas vezes desta ideia perigosa:
a de que precisamos de compensar, recuperar, acelerar.
Quando, na realidade, o que mais precisamos é escutar.

Talvez este ano não venha para te exigir mais.
Talvez venha para te ensinar limites.
Talvez não seja o ano das grandes conquistas,
mas o ano em que aprendes a não te abandonar.

Não precisas de fazer deste o melhor ano da tua vida.
Às vezes, fazer dele um ano habitável já é um enorme avanço.

Um ano onde cabes.
Onde respiras.
Onde não te medes o tempo todo.

Recomeçar também pode ser suave.
Evoluir também pode ser silencioso.

E se, em vez de expetativas pesadas,
este ano te pedisse apenas uma coisa:
que sejas mais humano/a contigo?

🌱 A saúde mental também se constrói assim — sem pressa, sem comparação, sem culpa.

08/01/2026

Estamos a sair de um tempo de festas.
De listas, compras, embrulhos.
De muitos pais a fazerem um esforço enorme para dar aos filhos
o presente da moda,
o brinquedo do momento,
aquilo que “não podia faltar” no Natal.

E tudo isso é feito, quase sempre, por amor.

Mas agora que o papel de embrulho ficou no lixo
e os brinquedos começam a perder o brilho,
f**a uma pergunta silenciosa:

o que é que realmente permanece?

Vivemos rodeados de estímulos, notif**ações e urgências inventadas.
E, sem perceber, vamos adiando aquilo que mais marca uma infância:
a presença real.

O maior presente que uma criança pode receber
não se embrulha,
não faz barulho,
não cabe numa caixa.

Cabe no tempo.
No olhar que se demora.
Na escuta que não apressa.
Na atenção que não se divide.

Para uma criança, ser vista, ouvida e sentida
é a base da sua segurança emocional.
É assim que se constroem vínculos, autoestima
e memórias que aquecem por dentro.

Não são os objetos que f**am.
Ficam as gargalhadas sem pressa.
O colo disponível.
A sensação profunda de: “eu importo”.

Um dia, quando crescerem,
não se vão lembrar dos brinquedos da moda.

Vão lembrar-se de quem estava lá.

E talvez a pergunta mais importante, neste pós-festas, seja mesmo esta:
daqui a alguns anos, o que queres que o teu filho recorde de ti?

Presença também é cuidado psicológico 🤍

Talvez este novo ano não venha com a exigência de te reinventares.Talvez não te peça uma versão melhor, mais produtiva o...
04/01/2026

Talvez este novo ano não venha com a exigência de te reinventares.
Talvez não te peça uma versão melhor, mais produtiva ou mais forte de ti.

Talvez te peça apenas isto:
que pares de lutar contra quem és.

Recomeços realistas não acontecem quando nos anulamos,
mas quando nos escutamos.
Quando deixamos de prometer excessos
e começamos a oferecer presença.

Não precisas de ser outra pessoa para começar de novo.
Precisas de reconhecer os teus limites,
honrar o teu cansaço,
e respeitar o ritmo que o teu corpo e a tua mente pedem.

Recomeçar pode ser mais simples do que parece:
é continuar… mas com mais verdade.

Que 2026 seja menos sobre transformação forçada
e mais sobre coerência interna.
Menos sobre provar
e mais sobre cuidar.

Porque o verdadeiro começo acontece
quando deixas de te abandonar. 🌿

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