11/02/2026
Entre o que foi
e o que ainda não é,
existe um espaço que quase ninguém valida.
O intervalo.
Não é o auge.
Não é o colapso.
Não é a resposta.
É o tempo em que vais vivendo enquanto esperas por ti.
É aí que muitas pessoas se criticam:
“Devia já saber.”
“Já devia ter passado.”
“Isto já devia estar resolvido.”
Mas a vida não se constrói só nos grandes momentos.
Constrói-se também nos dias em suspenso.
O intervalo não é desperdício.
É integração.
E respeitar esse tempo é uma forma profunda de autocuidado psicológico.
Nem tudo precisa de nome agora.
Nem tudo precisa de decisão hoje.
Algumas coisas só pedem presença.
E isso… já é muito.
P.S. Se este texto te encontrou, não foi por acaso