Paula Ribeiro - Psicóloga Clínica e da Saúde

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Há um luto de que quase não se fala.O luto pela pessoa que poderíamos ter sido.Pelos caminhos que não seguimos.Pelo curs...
04/03/2026

Há um luto de que quase não se fala.

O luto pela pessoa que poderíamos ter sido.

Pelos caminhos que não seguimos.
Pelo curso que não escolhemos.
Pela cidade onde nunca vivemos.
Pela relação que não arriscámos.
Pelo sonho que ficou na gaveta porque “não era o momento certo”.

Crescer implica escolher.
E escolher implica renunciar.

Mas ninguém nos prepara para a saudade das versões que não chegaram a existir.

Às vezes ela aparece de forma silenciosa.
Num reencontro de amigos.
Num scroll distraído nas redes sociais.
Numa conversa em que alguém conta a vida que tu imaginaste para ti.

E de repente há um aperto.
Não é inveja.
Não é arrependimento puro.

É luto.

Luto por possibilidades.
Por futuros alternativos.
Por partes de nós que ficaram por explorar.

E sabes o mais humano disto tudo?

Podemos amar a vida que temos… e ainda assim sentir tristeza pelo que não vivemos.

As duas coisas podem coexistir.

Reconhecer este luto não significa que fizeste escolhas erradas.
Significa apenas que és consciente da complexidade de existir.

Nenhuma vida contém todas as versões de nós.
Mas cada escolha constrói a pessoa que somos hoje.

Talvez maturidade emocional também seja isto.
Olhar para o que não foi… agradecer-lhe o lugar na nossa história… e continuar a caminhar sem culpa.

Porque a versão que não foste ajudou a moldar a que és.

E essa merece respeito.

Nos últimos dias vi a divulgação de um encontro de “therians” em Vila Real.Adolescentes e jovens que se identificam como...
01/03/2026

Nos últimos dias vi a divulgação de um encontro de “therians” em Vila Real.

Adolescentes e jovens que se identificam como animais, que se vestem, comportam e apresentam dessa forma em grupo.

Mais do que polémica, isto precisa de reflexão.

Não escrevo este texto para ridicularizar. Nem para atacar.
Escrevo porque me preocupa a facilidade com que estamos a normalizar sinais que podem esconder sofrimento.

A adolescência é uma fase de procura intensa de identidade. É o tempo das perguntas grandes. Quem sou eu. Onde pertenço. Como me sinto aceite.

Quando a necessidade de pertença é tão forte que a identidade começa a fragmentar-se, precisamos de parar e olhar com seriedade.

Nem tudo o que ganha visibilidade nas redes é saudável só porque é partilhado.
Nem tudo o que é tendência é inofensivo só porque é coletivo.

Por trás de muitos destes movimentos podem existir jovens que se sentem deslocados, incompreendidos, sozinhos. Jovens que encontram numa identidade alternativa uma forma de aliviar dor, de sentir comunidade, de escapar a uma realidade interna difícil.

O problema não é o encontro em si.
O problema é a falta de investimento sério e consistente na saúde mental dos nossos jovens.

Faltam psicólogos nas escolas.
Faltam espaços seguros de escuta.
Faltam adultos emocionalmente disponíveis.
Falta prevenção.

Entre normalizar tudo e patologizar tudo existe um caminho mais responsável. Chama-se avaliar. Chama-se acompanhar. Chama-se não ignorar sinais.

Os jovens não precisam de julgamento.
Precisam de orientação.
Precisam de adultos firmes e presentes.

A pergunta não é se devemos aceitar ou rejeitar.
A pergunta é: estamos realmente a cuidar da saúde mental desta geração?

Porque quando a identidade se constrói a partir da fuga, algo merece atenção.

E fechar os olhos nunca foi solução.

Se és pai, educador ou trabalhas com jovens, este é um tema que não deve ser tratado como curiosidade de internet. Deve ser tratado como prioridade de saúde pública.

Cuidar da mente dos nossos jovens não é exagero. É responsabilidade.

Há um desafio a circular nas redes sociais que está a preocupar muitos profissionais de saúde.Adolescentes estão a compe...
24/02/2026

Há um desafio a circular nas redes sociais que está a preocupar muitos profissionais de saúde.

Adolescentes estão a competir para ver quem toma mais comprimidos de paracetamol em menos tempo.

Sim, leste bem.

Aquilo que temos em casa para uma dor de cabeça pode, em excesso, provocar lesões graves no fígado e colocar a vida em risco.

Antes de entrares em pânico, respira.

Mais importante do que o medo é a presença.

Os desafios nas redes não começam por causa do medicamento. Começam por causa da necessidade de pertença. De validação. De provar coragem. De sentir que se faz parte de algo.

A adolescência é um território onde o risco muitas vezes parece menos assustador do que a exclusão.

Por isso, mais do que vigiar, é preciso aproximar.

Perguntar sem acusar.
Ouvir sem dramatizar.
Explicar sem moralizar.

Falar abertamente sobre o que anda a circular online. Perguntar se já ouviram falar. Partilhar informação clara sobre os perigos reais. Mostrar que em casa há espaço para conversas difíceis.

E sim, vale a pena guardar medicamentos fora do alcance e estar atento às quantidades disponíveis.

Mas acima de tudo, vale a pena fortalecer o vínculo.

Um adolescente que se sente visto, ouvido e validado tem menos necessidade de procurar validação em desafios perigosos.

Se tens filhos adolescentes, não ignores este tema. Não assumas que “o meu nunca faria isso”.

Fala. Hoje.

A prevenção começa na relação.

❗𝙎𝙚 𝙘𝙤𝙣𝙝𝙚𝙘𝙚𝙨 𝙤𝙪𝙩𝙧𝙤𝙨 𝙥𝙖𝙞𝙨, 𝙥𝙖𝙧𝙩𝙞𝙡𝙝𝙖 𝙚𝙨𝙩𝙖 𝙞𝙣𝙛𝙤𝙧𝙢𝙖𝙘𝙖𝙤. 𝘼𝙨 𝙫𝙚𝙯𝙚𝙨 𝙪𝙢𝙖 𝙘𝙤𝙣𝙫𝙚𝙧𝙨𝙖 𝙥𝙤𝙙𝙚 𝙢𝙚𝙨𝙢𝙤 𝙨𝙖𝙡𝙫𝙖𝙧 𝙪𝙢𝙖 𝙫𝙞𝙙𝙖. 🤍

Há culpas que nunca foram tuas, mas aprendeste a carregá-las.Crescemos dentro de histórias que começaram antes de nós.Me...
22/02/2026

Há culpas que nunca foram tuas, mas aprendeste a carregá-las.

Crescemos dentro de histórias que começaram antes de nós.

Medos que já habitavam a casa.
Silêncios que ninguém explicava.
Responsabilidades que não tinham o nosso nome — mas que acabámos por assumir.

Há quem tenha aprendido a ser forte demasiado cedo.
Há quem tenha sentido que precisava de compensar a tristeza de alguém.
Há quem tenha carregado conflitos que nunca criou.

E, sem perceber, começamos a viver emoções que não nasceram em nós.

Culpa por querer diferente.
Medo de desiludir.
Ansiedade por não corresponder a expetativas invisíveis.
Lealdades silenciosas que nos prendem a padrões antigos.

Do ponto de vista psicológico, isto não é fraqueza.
É adaptação.

Uma criança faz o que for preciso para pertencer.
Mesmo que isso implique calar a própria verdade.

Mas crescer também é isto:
reconhecer o que é nosso… e o que apenas aprendemos a sustentar.

Nem toda a tristeza te pertence.
Nem toda a responsabilidade é tua.
Nem toda a culpa tem origem nas tuas escolhas.

Há emoções que foram herdadas.
E há um momento na vida em que podemos escolher devolvê-las — com respeito, mas com consciência.

Porque honrar a tua família não significa repetir a sua dor.
Significa interromper o que te impede de ser inteiro(a).

E isso não é deslealdade.
É maturidade emocional.

Qual destas 'mochilas' sentes que já estás pronto(a) para pousar?

E se o que te assusta não for o fracasso… mas a possibilidade real de seres feliz?Falamos muito sobre o medo de falhar.S...
19/02/2026

E se o que te assusta não for o fracasso… mas a possibilidade real de seres feliz?

Falamos muito sobre o medo de falhar.
Sobre o medo de perder.
Sobre o medo de não ser suficiente.

Mas quase nunca falamos sobre o medo de ficar melhor.

Porque melhorar implica deixar para trás a identidade que construíste à volta da dor.
Implica desapegares-te da narrativa de “eu sou assim”.
Implica abdicar das desculpas que te protegiam do risco.

Ficar melhor significa seres visto.
Significa teres algo a perder.
Significa assumires responsabilidade pelo que sabes que mereces.

E isso assusta.

Às vezes, permanecer no desconforto conhecido parece mais seguro do que entrar numa felicidade que ainda não sabes sustentar.
Às vezes, sabotar o avanço é uma forma de continuar fiel à versão de ti que aprendeu a sobreviver — mesmo que já não precise de sobreviver.

Mas cresceres não é traires quem foste.
É honrares tudo o que atravessaste… e permitires-te ir além.

Talvez o próximo passo não seja provares que consegues aguentar mais.
Talvez seja provares que consegues receber mais.

E se o medo não for de cair…
mas de finalmente voares?

Alguma vez sentiste que estavas mais assustado(a) com a possibilidade de dar certo do que de dar errado?

Ontem celebrou-se o Dia de São Valentim.As flores, os jantares, as declarações, as fotografias partilhadas.Mas hoje…hoje...
15/02/2026

Ontem celebrou-se o Dia de São Valentim.
As flores, os jantares, as declarações, as fotografias partilhadas.

Mas hoje…
hoje gostava de celebrar algo menos visível — e talvez mais transformador.

Gostava de celebrar cada pessoa que aprendeu a amar-se.

Não de forma perfeita.
Não todos os dias.
Mas de forma consciente.

Amar-se não é vaidade.
É responsabilidade emocional.

É aprender a dizer “isto magoa-me” sem se envergonhar.
É escolher relações que não exigem que te encolhas.
É deixar de aceitar migalhas porque já conheces o teu valor.

Amar-se é, muitas vezes, um processo solitário.
Implica desaprender padrões antigos.
Implica rever crenças que nos ensinaram que amar era aguentar, ceder, silenciar.

E talvez o amor mais desafiante não seja o romântico.
É o amor que constróis contigo quando ninguém está a ver.

Por isso, se ontem celebraste alguém…
hoje celebra-te a ti.

P.s. Se te tratasses como tratas quem amas… o que mudava?

Entre o que foie o que ainda não é,existe um espaço que quase ninguém valida.O intervalo.Não é o auge.Não é o colapso.Nã...
11/02/2026

Entre o que foi
e o que ainda não é,
existe um espaço que quase ninguém valida.

O intervalo.

Não é o auge.
Não é o colapso.
Não é a resposta.

É o tempo em que vais vivendo enquanto esperas por ti.

É aí que muitas pessoas se criticam:
“Devia já saber.”
“Já devia ter passado.”
“Isto já devia estar resolvido.”

Mas a vida não se constrói só nos grandes momentos.
Constrói-se também nos dias em suspenso.

O intervalo não é desperdício.
É integração.

E respeitar esse tempo é uma forma profunda de autocuidado psicológico.

Nem tudo precisa de nome agora.
Nem tudo precisa de decisão hoje.
Algumas coisas só pedem presença.

E isso… já é muito.

P.S. Se este texto te encontrou, não foi por acaso

Há fases da vida em que nada está claro.Não sabes se ficas ou se vais.Se continuas ou se mudas.Se aquilo é o fim… ou ape...
07/02/2026

Há fases da vida em que nada está claro.
Não sabes se ficas ou se vais.
Se continuas ou se mudas.
Se aquilo é o fim… ou apenas um intervalo.

E isso cansa.

Vivemos numa cultura que idolatra decisões rápidas, certezas firmes e respostas prontas.
Mas a nossa mente não funciona assim.

O “entre” não é um erro do caminho.
É um lugar legítimo do processo.

É onde o corpo ainda está a tentar sentir segurança.
Onde a mente precisa de tempo para integrar.
Onde a alma ainda não sabe o nome do próximo passo.

Forçar clareza antes do tempo pode parecer coragem,
mas muitas vezes é só medo de sentir a incerteza.

Nem tudo o que demora está bloqueado.
Algumas coisas estão apenas a amadurecer.

E tu não estás atrasada.
Estás no tempo possível.

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As imagens do temporal que assolou Leiria, Castelo Branco e outras regiões do país são um lembrete duro e inevitável da ...
04/02/2026

As imagens do temporal que assolou Leiria, Castelo Branco e outras regiões do país são um lembrete duro e inevitável da nossa fragilidade enquanto seres humanos.

Perante a força da natureza, não há estatutos, crenças, contas bancárias ou certezas que nos protejam.
Basta estar no lugar errado, à hora errada, para que tudo o que era seguro deixe de o ser — num instante.
A casa, o chão, a sensação de controlo.

E, ainda assim, é nestes momentos que algo profundamente bonito emerge.
A solidariedade.
A capacidade que nós, portugueses, temos de nos mobilizar quando o outro precisa.
Mãos que ajudam, portas que se abrem, pessoas que dão sem perguntar “a quem”.

Do ponto de vista psicológico, estas crises coletivas recordam-nos algo essencial:
somos interdependentes.
Precisamos uns dos outros mais do que gostamos de admitir.

Talvez a verdadeira reflexão seja esta:
como seria se esta atenção ao outro não surgisse apenas na tragédia?
Se, no dia a dia, estivéssemos mais disponíveis para ver, escutar e cuidar?
Se ajudássemos mais sem esperar retorno, se nos uníssemos mais e nos dividíssemos menos?

Porque a vulnerabilidade que hoje é deles… amanhã pode ser nossa.
E a rede que hoje sustenta alguém, pode ser a que nos ampara no futuro.

Que estas imagens não fiquem apenas como choque momentâneo,
mas como convite à empatia contínua.
À humanidade que não depende de catástrofes para existir.

🤍
Um abraço sentido a todos os que estão a atravessar este momento difícil.
Que não se sintam sós — porque ninguém deveria estar.

Fonte foto: LUSA

Nem todos os lugares são neutros.Alguns fazem-te crescer.Outros mantêm-te sempre em estado de defesa.Há espaços — e rela...
01/02/2026

Nem todos os lugares são neutros.
Alguns fazem-te crescer.
Outros mantêm-te sempre em estado de defesa.

Há espaços — e relações — onde passas mais tempo a explicar-te, a proteger-te, a adaptar-te…
E há outros onde podes simplesmente ser.

Quando estás num ambiente que só ativa os teus gatilhos, o teu sistema nervoso não descansa.
Vive em alerta.
Confunde sobrevivência com personalidade.

Mas tu não és os teus gatilhos.
Eles contam histórias de feridas, não definem quem tu és.

Mereces estar onde as tuas qualidades são vistas, nutridas e ampliadas.
Onde a tua sensibilidade não é um problema.
Onde a tua presença não é tolerada — é bem-vinda.

Às vezes, o trabalho terapêutico não é “aguentar mais”.
É reconhecer que certos lugares não te ajudam a florescer…
e ter a coragem de escolher outros.

Porque crescer também é aprender onde ficar.
E onde já não faz sentido permanecer.

🤍

Pergunta para quem lê:
👉 Em que espaços da tua vida sentes que precisas de te defender… em vez de te expandires?

Há quem passe a vida a tentar rasgar a própria história.Apagar capítulos.Arrancar páginas.Fingir que certos aconteciment...
29/01/2026

Há quem passe a vida a tentar rasgar a própria história.
Apagar capítulos.
Arrancar páginas.
Fingir que certos acontecimentos nunca existiram.

Mas a dor não se cura assim.

Na terapia, percebemos que o sofrimento não vem tanto do que aconteceu,
mas da forma como ficámos sozinhos com isso.
Sem sentido.
Sem amparo.
Sem palavras.

Curar não é destruir o passado.
É costurar melhor o presente.

É aprender a segurar a agulha com mais delicadeza.
É dar novos significados às cicatrizes,
sem negar que elas doeram.
É transformar rasgões em pontos de apoio.

Não precisamos de uma história perfeita para viver em paz.
Precisamos de um presente mais consciente,
mais gentil connosco,
mais alinhado com quem nos estamos a tornar.

✨ Às vezes, o que cura não é apagar o que foi…
é cuidar de como estás hoje.

O que estás pronta(o) para cuidar, em vez de apagar?

Curar não é linear.Há dias em que sentes que avançaste mundos e outros em que uma emoção antiga regressa como se nada ti...
25/01/2026

Curar não é linear.

Há dias em que sentes que avançaste mundos e outros em que uma emoção antiga regressa como se nada tivesse mudado.

E isso não é fracasso.
É processo.

Na terapia — e na vida — avançar não é seguir sempre em frente.
Às vezes é voltar atrás para olhar com outros olhos, com mais recursos, mais consciência, mais compaixão.

É revisitar dores que antes só doíam
e que agora também podem ser compreendidas.
É tropeçar no mesmo ponto,
mas cair de forma diferente.

Curar não é apagar o passado.
É integrá-lo.

Por isso, se hoje sentes que recuaste,
lembra-te:
talvez estejas apenas a aprofundar.

Porque crescer não é uma linha reta.
É um caminho vivo, humano, imperfeito — e ainda assim, profundamente transformador.

✨ Avançar também inclui voltar atrás.

Endereço

Online E Presencial (Gaia, Maia E Gondomar)
Vila Nova De Gaia

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