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AmoFarma “Fazendo Diferença A Cada Dose.” ©AmoFarma

𝐋í𝐭𝐢𝐨: 𝐨 𝐟á𝐫𝐦𝐚𝐜𝐨 𝐩𝐬𝐢𝐪𝐮𝐢á𝐭𝐫𝐢𝐜𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐦𝐚𝐢𝐨𝐫 𝐞𝐯𝐢𝐝ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐝𝐮çã𝐨 𝐝𝐞 𝐬𝐮𝐢𝐜í𝐝𝐢𝐨.‎O Carbonato de Lítio é um dos fármacos mais si...
21/01/2026

𝐋í𝐭𝐢𝐨: 𝐨 𝐟á𝐫𝐦𝐚𝐜𝐨 𝐩𝐬𝐢𝐪𝐮𝐢á𝐭𝐫𝐢𝐜𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐦𝐚𝐢𝐨𝐫 𝐞𝐯𝐢𝐝ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐝𝐮çã𝐨 𝐝𝐞 𝐬𝐮𝐢𝐜í𝐝𝐢𝐨.

‎O Carbonato de Lítio é um dos fármacos mais singulares da farmacopeia. Além de sua eficácia no humor, estudos epidemiológicos de larga escala confirmam suas propriedades antisuicidárias específicas, independentes do efeito antidepressivo. Ele modula a via da GSK-3 e promove a síntese de BDNF. Lítio é um elemento químico que corrige falhas profundas na sinalização celular e preserva a integridade da vida.

𝐑𝐞𝐟𝐞𝐫ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐀𝐜𝐚𝐝ê𝐦𝐢𝐜𝐚:
British Journal of Psychiatry. "Lithium and su***de prevention".

‎Artigo: Lithium's mechanism of action (ACS Chemical Neuroscience).

‎Links: https://www.cambridge.org/core/journals/the-british-journal-of-psychiatry/article/lithium-in-drinking-water-and-su***de-rates-across-the-east-ofengland/BC6643432106E7DB1AF4C05A1C888BE9

https://pubs.acs.org/doi/10.1021/cn5001183



𝐓𝐫𝐚𝐧𝐬𝐭𝐨𝐫𝐧𝐨 𝐁𝐢𝐩𝐨𝐥𝐚𝐫: 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐛𝐢𝐥𝐢𝐳𝐚𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐡𝐮𝐦𝐨𝐫 𝐬𝐚𝐥𝐯𝐚𝐦 𝐨𝐮 𝐞𝐯𝐢𝐭𝐚𝐦 𝐜𝐫𝐢𝐬𝐞𝐬?‎‎Estabilizadores de humor: muito além da contenção...
19/01/2026

𝐓𝐫𝐚𝐧𝐬𝐭𝐨𝐫𝐧𝐨 𝐁𝐢𝐩𝐨𝐥𝐚𝐫: 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐛𝐢𝐥𝐢𝐳𝐚𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐡𝐮𝐦𝐨𝐫 𝐬𝐚𝐥𝐯𝐚𝐦 𝐨𝐮 𝐞𝐯𝐢𝐭𝐚𝐦 𝐜𝐫𝐢𝐬𝐞𝐬?

‎Estabilizadores de humor: muito além da contenção de crises.
‎No Transtorno Bipolar, episódios de mania e depressão são neurotóxicos. Medicamentos como o Valproato e a Carbamazepina não servem apenas para "frear" o comportamento; eles atuam na modulação de canais iônicos e no aumento da expressão de proteínas citoprotetoras. A estabilização farmacológica previne o chamado kindling (neuroprogressão), onde cada crise facilita a ocorrência da próxima. Tratar é, fundamentalmente, proteger o parênquima cerebral de danos cumulativos.

𝐑𝐞𝐟𝐞𝐫ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐀𝐜𝐚𝐝ê𝐦𝐢𝐜𝐚:
‎Link: https://repositorio.uniceub.br/jspui/handle/123456789/2770



𝐀𝐧𝐬𝐢𝐞𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐭𝐨𝐥ó𝐠𝐢𝐜𝐚: 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐨 𝐞𝐢𝐱𝐨 𝐚𝐦í𝐠𝐝𝐚𝐥𝐚-𝐜ó𝐫𝐭𝐞𝐱 𝐩𝐫é-𝐟𝐫𝐨𝐧𝐭𝐚𝐥 𝐟𝐚𝐥𝐡𝐚.‎‎Ansiedade Patológica: Quando o córtex perde o co...
16/01/2026

𝐀𝐧𝐬𝐢𝐞𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐭𝐨𝐥ó𝐠𝐢𝐜𝐚: 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐨 𝐞𝐢𝐱𝐨 𝐚𝐦í𝐠𝐝𝐚𝐥𝐚-𝐜ó𝐫𝐭𝐞𝐱 𝐩𝐫é-𝐟𝐫𝐨𝐧𝐭𝐚𝐥 𝐟𝐚𝐥𝐡𝐚.

‎Ansiedade Patológica: Quando o córtex perde o controle sobre a amígdala.
‎Evolutivamente, a amígdala é o nosso radar de perigo. Na ansiedade patológica, ocorre uma hiperatividade desta estrutura e uma falha na inibição pelo Córtex Pré-Frontal (CPF). É uma "falha no freio" biológico.
‎Entender a ansiedade como um desequilíbrio funcional entre o sistema límbico e as funções executivas retira o peso da "fraqueza de caráter" e coloca o foco na intervenção clínica necessária. O tratamento visa fortalecer o controle top-down. Sua biologia está em alerta constante sem necessidade?

𝐑𝐞𝐟𝐞𝐫ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐀𝐜𝐚𝐝ê𝐦𝐢𝐜𝐚:
Kandel, E. R. (Principles of Neural Science).

‎Artigo: The Amygdala and Prefrontal Cortex in Anxiety (Biological Psychiatry).

‎Links: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3684250/?hl=en-GB

https://www.scielo.br/j/rbp/a/dz9nS7gtB9pZFY6rkh48CLt/?lang=pt&formathtml

𝐃𝐞𝐩𝐫𝐞𝐬𝐬ã𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐨𝐫: 𝐩𝐨𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐧𝐭𝐢𝐝𝐞𝐩𝐫𝐞𝐬𝐬𝐢𝐯𝐨𝐬 𝐧ã𝐨 𝐬ã𝐨 𝐚𝐧𝐚𝐥𝐠é𝐬𝐢𝐜𝐨𝐬 𝐞𝐦𝐨𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬?‎‎‎Desmistificando a "anestesia emocional": a fa...
14/01/2026

𝐃𝐞𝐩𝐫𝐞𝐬𝐬ã𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐨𝐫: 𝐩𝐨𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐧𝐭𝐢𝐝𝐞𝐩𝐫𝐞𝐬𝐬𝐢𝐯𝐨𝐬 𝐧ã𝐨 𝐬ã𝐨 𝐚𝐧𝐚𝐥𝐠é𝐬𝐢𝐜𝐨𝐬 𝐞𝐦𝐨𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬?‎

‎Desmistificando a "anestesia emocional": a farmacodinâmica da resiliência.
‎Um equívoco comum no senso comum é categorizar os antidepressivos (como os ISRS) como "analgésicos emocionais". Na farmacologia, analgésicos e sedativos atuam via supressão aguda do Sistema Nervoso Central. Contudo, os antidepressivos operam através de uma reconfiguração do processamento afetivo.

𝐀 𝐂𝐢ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐏𝐫𝐨𝐜𝐞𝐬𝐬𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨:
‎A Depressão Maior caracteriza-se por um "viés cognitivo negativo" persistente. Estudos de neuroimagem funcional demonstram que os antidepressivos não bloqueiam as emoções (como faria um anestésico), mas reduzem a hiperatividade da amígdala a estímulos negativos e aumentam o recrutamento do córtex pré-frontal. O fármaco não "apaga" a tristeza; ele permite que o cérebro processe estímulos positivos que antes eram ignorados pela patologia.

‎Enquanto a analgesia retira a sensibilidade, a terapêutica antidepressiva restaura a flexibilidade cognitiva. O objetivo clínico não é o entorpecimento afetivo (um possível efeito colateral conhecido como blunting, que deve ser evitado), mas a recuperação da capacidade de regulação emocional do paciente.

‎ 𝐑𝐄𝐅𝐋𝐄𝐗Ã𝐎: Se o fármaco fosse um simples analgésico, seu efeito seria imediato e universal. Por que, então, a melhora clínica depende de uma reaprendizagem emocional guiada pela neuroplasticidade?

𝐑𝐞𝐟𝐞𝐫ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐀𝐜𝐚𝐝ê𝐦𝐢𝐜𝐚:
‎Harmer, C. J., et al. (2017). "How do antidepressants work? New perspectives for refining future treatment". The Lancet Psychiatry.

‎Link: https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1808-56872016000100007&script=sci_arttext

𝐏𝐬𝐢𝐜𝐨𝐟á𝐫𝐦𝐚𝐜𝐨𝐬 𝐧ã𝐨 "𝐌𝐮𝐝𝐚𝐦 𝐏𝐞𝐫𝐬𝐨𝐧𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞": 𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐥𝐞𝐬 𝐫𝐞𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐦 𝐧𝐨 𝐂é𝐫𝐞𝐛𝐫𝐨?‎Psicofármacos não alteram quem você é; e...
12/01/2026

𝐏𝐬𝐢𝐜𝐨𝐟á𝐫𝐦𝐚𝐜𝐨𝐬 𝐧ã𝐨 "𝐌𝐮𝐝𝐚𝐦 𝐏𝐞𝐫𝐬𝐨𝐧𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞": 𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐥𝐞𝐬 𝐫𝐞𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐦 𝐧𝐨 𝐂é𝐫𝐞𝐛𝐫𝐨?

‎Psicofármacos não alteram quem você é; eles restauram a sinalização neuronal.
‎Um erro comum do senso comum é acreditar que a medicação psiquiátrica "muda a personalidade". Do ponto de vista neurobiológico, transtornos mentais causam alterações na arquitetura sináptica e na expressão gênica. Os fármacos atuam na modulação de neurotransmissores e, mais importante, na indução de fatores neurotróficos como o BDNF (Brain-Derived Neurotrophic Factor).

𝐑𝐄𝐅𝐋𝐄𝐗Ã𝐎:‎ A medicação não cria uma "nova pessoa", ela busca recuperar a homeostase perdida para que a personalidade do indivíduo possa se manifestar livre do ruído patológico. 𝘊𝘰𝘮𝘰 𝘢 𝘤𝘪ê𝘯𝘤𝘪𝘢 𝘱𝘰𝘥𝘦 𝘢𝘫𝘶𝘥𝘢𝘳 𝘢 𝘴𝘦𝘱𝘢𝘳𝘢𝘳 𝘰 "𝘦𝘶" 𝘥𝘢 "𝘥𝘰𝘦𝘯ç𝘢"?

‎ 𝐑𝐞𝐟𝐞𝐫ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐀𝐜𝐚𝐝ê𝐦𝐢𝐜𝐚:
Stahl, S. M. (2021). Stahl's Essential Psychopharmacology.

‎Artigo: Neuroplasticity and Antidepressants (Nature).

‎Link: https://repositorium.uminho.pt/entities/publication/b5f9fd84-68b1-4c46-93a8-84865cbd3a93

Durante anos, a clozapina foi vista apenas como opção para esquizofrenia resistente, mas dados de longo prazo mostram qu...
07/01/2026

Durante anos, a clozapina foi vista apenas como opção para esquizofrenia resistente, mas dados de longo prazo mostram que seu impacto vai além do controlo de sintomas.

Segundo 𝐕𝐞𝐫𝐦𝐞𝐮𝐥𝐞𝐧 𝐞𝐭 𝐚𝐥. (meta-análise, Schizophrenia Bulletin), 𝟐𝟒 𝐞𝐬𝐭𝐮𝐝𝐨𝐬 𝐥𝐨𝐧𝐠𝐢𝐭𝐮𝐝𝐢𝐧𝐚𝐢𝐬 com mais de 𝟐𝟏𝟕 𝟎𝟎𝟎 𝐩𝐚𝐜𝐢𝐞𝐧𝐭𝐞s e registraram 𝟏 𝟑𝟐𝟕 𝐦𝐨𝐫𝐭𝐞𝐬, indicando que o 𝐮𝐬𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐭í𝐧𝐮𝐨 𝐝𝐞 𝐜𝐥𝐨𝐳𝐚𝐩𝐢𝐧𝐚 𝐫𝐞𝐝𝐮𝐳 𝐞𝐦 ~𝟒𝟒 % 𝐨 𝐫𝐢𝐬𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐦𝐨𝐫𝐭𝐞 em comparação a outros antipsicóticos (razão de taxas = 0,56; IC 95 %: 0,36–0,85), mesmo entre pacientes com perfil clínico mais grave.

Esses achados são reforçados por um 𝐞𝐬𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐨𝐛𝐬𝐞𝐫𝐯𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝟏𝟔 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐧𝐨 𝐁𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥 (𝐔𝐅𝐌𝐆), que mostrou menor mortalidade em pacientes tratados com clozapina versus 𝐫𝐢𝐬𝐩𝐞𝐫𝐢𝐝𝐨𝐧𝐚, 𝐨𝐥𝐚𝐧𝐳𝐚𝐩𝐢𝐧𝐚 ou 𝐪𝐮𝐞𝐭𝐢𝐚𝐩𝐢𝐧𝐚. O efeito foi mais expressivo em grupos de risco: 𝐢𝐝𝐨𝐬𝐨𝐬 sem clozapina apresentaram 𝟓𝟒 % 𝐦𝐚𝐢𝐨𝐫 𝐫𝐢𝐬𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐦𝐨𝐫𝐭𝐞, enquanto 𝐚𝐝𝐮𝐥𝐭𝐨𝐬 𝐣𝐨𝐯𝐞𝐧𝐬 𝐭𝐢𝐯𝐞𝐫𝐚𝐦 𝟐𝟏 % 𝐦𝐚𝐢𝐨𝐫 𝐫𝐢𝐬𝐜𝐨.

Os autores são claros: a clozapina exige 𝐦𝐨𝐧𝐢𝐭𝐨𝐫𝐢𝐳𝐚çã𝐨 𝐫𝐢𝐠𝐨𝐫𝐨𝐬𝐚, devido a 𝐞𝐟𝐞𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐡𝐞𝐦𝐚𝐭𝐨𝐥ó𝐠𝐢𝐜𝐨𝐬, e não foi possível estabelecer uma relação causal direta única entre o fármaco e a redução da mortalidade. A associação provavelmente reflete melhor 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨𝐥𝐨 𝐝𝐞 𝐬𝐢𝐧𝐭𝐨𝐦𝐚𝐬 𝐠𝐫𝐚𝐯𝐞𝐬, 𝐫𝐞𝐝𝐮çã𝐨 de 𝐫𝐞𝐜𝐚í𝐝𝐚𝐬, 𝐝𝐢𝐦𝐢𝐧𝐮𝐢çã𝐨 de 𝐚𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬𝐢𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 e 𝐢𝐦𝐩𝐮𝐥𝐬𝐢𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞, 𝐦𝐚𝐢𝐨𝐫 𝐚𝐝𝐞𝐬ã𝐨 ao 𝐭𝐫𝐚𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 e 𝐩𝐞𝐫𝐟𝐢𝐥 𝐟𝐚𝐫𝐦𝐚𝐜𝐨𝐥ó𝐠𝐢𝐜𝐨 ú𝐧𝐢𝐜𝐨, resultando em 𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐟𝐞𝐜𝐡𝐨𝐬 de 𝐥𝐨𝐧𝐠𝐨 𝐩𝐫𝐚𝐳𝐨.

Estes dados reforçam um princípio fundamental da farmacoterapia em saúde mental: a escolha do psicofármaco influencia não apenas sintomas, mas também desfechos críticos ao longo da vida.

ℹ - 𝐂𝐫é𝐝𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐞ú𝐝𝐨:

• Vermeulen JM, et al. Clozapine and Long-Term Mortality Risk in Patients With Schizophrenia: A Systematic Review and Meta-analysis. Schizophrenia Bulletin, 2018.
- https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29697804/
- https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6403051/

• Gerais (UFMG), Conselho Federal de Farmácia, Estado de Minas.
- https://abre.ai/ufmg-clozapina

𝐄𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐑𝐞𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐞 𝐈𝐥𝐮𝐬ã𝐨?A esquizofrenia é um 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐭𝐨𝐫𝐧𝐨 𝐜𝐞𝐫𝐞𝐛𝐫𝐚𝐥 𝐜𝐫ó𝐧𝐢𝐜𝐨, caracterizado por alterações na  𝐩𝐞𝐫𝐜𝐞𝐩çã𝐨 𝐝𝐚...
05/01/2026

𝐄𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐑𝐞𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐞 𝐈𝐥𝐮𝐬ã𝐨?

A esquizofrenia é um 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐭𝐨𝐫𝐧𝐨 𝐜𝐞𝐫𝐞𝐛𝐫𝐚𝐥 𝐜𝐫ó𝐧𝐢𝐜𝐨, caracterizado por alterações na 𝐩𝐞𝐫𝐜𝐞𝐩çã𝐨 𝐝𝐚 𝐫𝐞𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞, 𝐧𝐨 𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐞 𝐧𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐜𝐞𝐬𝐬𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐞𝐬𝐭í𝐦𝐮𝐥𝐨𝐬. Não é dupla personalidade, não é falha moral e não é perda voluntária de controlo.

Globalmente, estudos epidemiológicos estimam que 𝟎,𝟐𝟖% 𝐚 𝟎,𝟑𝟎% 𝐝𝐚 𝐩𝐨𝐩𝐮𝐥𝐚çã𝐨 𝐦𝐮𝐧𝐝𝐢𝐚𝐥 𝐯𝐢𝐯𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐞𝐬𝐪𝐮𝐢𝐳𝐨𝐟𝐫𝐞𝐧𝐢𝐚 — 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐞 𝟐𝟎 𝐦𝐢𝐥𝐡õ𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬. Apesar da menor prevalência, o impacto funcional e social é elevado quando o diagnóstico é tardio.

Do ponto de vista fisiopatológico, a doença 𝐞𝐧𝐯𝐨𝐥𝐯𝐞 𝐝𝐢𝐬𝐟𝐮𝐧çã𝐨 𝐧𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜𝐚çã𝐨 entre o 𝐜ó𝐫𝐭𝐞𝐱 𝐩𝐫é-𝐟𝐫𝐨𝐧𝐭𝐚𝐥, o 𝐬𝐢𝐬𝐭𝐞𝐦𝐚 𝐥í𝐦𝐛𝐢𝐜𝐨 e os 𝐠â𝐧𝐠𝐥𝐢𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐛𝐚𝐬𝐞. Observa-se 𝐡𝐢𝐩𝐞𝐫𝐚𝐭𝐢𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐨𝐩𝐚𝐦𝐢𝐧é𝐫𝐠𝐢𝐜𝐚 𝐧𝐚 𝐯𝐢𝐚 𝐦𝐞𝐬𝐨𝐥í𝐦𝐛𝐢𝐜𝐚, levando o cérebro a atribuir significado excessivo a estímulos neutros, o que explica 𝐝𝐞𝐥í𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐞 𝐚𝐥𝐮𝐜𝐢𝐧𝐚çõ𝐞𝐬. Em paralelo, há𝐫𝐞𝐝𝐮çã𝐨 𝐝𝐚 𝐚𝐭𝐢𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐨𝐩𝐚𝐦𝐢𝐧é𝐫𝐠𝐢𝐜𝐚 𝐧𝐨 𝐜ó𝐫𝐭𝐞𝐱 𝐩𝐫é-𝐟𝐫𝐨𝐧𝐭𝐚𝐥, comprometendo o juízo crítico e a função executiva.

Evidências adicionais demonstram 𝐝𝐢𝐬𝐟𝐮𝐧çã𝐨 𝐝𝐨 𝐬𝐢𝐬𝐭𝐞𝐦𝐚 𝐠𝐥𝐮𝐭𝐚𝐦𝐚𝐭é𝐫𝐠𝐢𝐜𝐨, sobretudo dos recetores NMDA, reduzindo a capacidade cerebral de filtrar estímulos irrelevantes. O resultado é uma experiência perceptiva fragmentada e desorganizada da realidade.

Por isso, 𝐚 𝐞𝐬𝐪𝐮𝐢𝐳𝐨𝐟𝐫𝐞𝐧𝐢𝐚 𝐧ã𝐨 é 𝐟𝐚𝐥𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨𝐥𝐨. Os sintomas refletem alterações mensuráveis nos circuitos cerebrais. O estigma, ao confundir doença com comportamento, 𝐫𝐞𝐭𝐚𝐫𝐝𝐚 𝐨 𝐝𝐢𝐚𝐠𝐧ó𝐬𝐭𝐢𝐜𝐨 𝐞 𝐨 𝐢𝐧í𝐜𝐢𝐨 𝐝𝐨 𝐭𝐫𝐚𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨, 𝐩𝐢𝐨𝐫𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐠𝐧ó𝐬𝐭𝐢𝐜𝐨.

ℹ 𝐂𝐫é𝐝𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐞ú𝐝𝐨
• Global Burden of Disease – Schizophrenia
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6192504/

• Oxford Academic – Epidemiology and neurobiology of schizophrenia
https://academic.oup.com/epirev/article/30/1/67/621138/

• Dopamine and glutamate dysfunction
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3181762/

𝟏𝟕% 𝐝𝐚 𝐏𝐨𝐩𝐮𝐥𝐚çã𝐨 𝐭𝐞𝐫á 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐭𝐨𝐫𝐧𝐨 𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐥: 𝐞 𝐚𝐠𝐨𝐫𝐚?𝐀 𝐎𝐫𝐠𝐚𝐧𝐢𝐳𝐚çã𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐝𝐢𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐒𝐚ú𝐝𝐞 (𝐎𝐌𝐒) alerta que quase 𝟏 𝐞𝐦 𝐜𝐚𝐝𝐚 𝟕 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨...
03/01/2026

𝟏𝟕% 𝐝𝐚 𝐏𝐨𝐩𝐮𝐥𝐚çã𝐨 𝐭𝐞𝐫á 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐭𝐨𝐫𝐧𝐨 𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐥: 𝐞 𝐚𝐠𝐨𝐫𝐚?

𝐀 𝐎𝐫𝐠𝐚𝐧𝐢𝐳𝐚çã𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐝𝐢𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐒𝐚ú𝐝𝐞 (𝐎𝐌𝐒) alerta que quase 𝟏 𝐞𝐦 𝐜𝐚𝐝𝐚 𝟕 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬 𝐧𝐨 𝐦𝐮𝐧𝐝𝐨 𝐯𝐢𝐯𝐞 𝐚𝐭𝐮𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐮𝐦 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐭𝐨𝐫𝐧𝐨 𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐥, um desafio real e crescente de saúde pública.

Depressão, ansiedade e transtornos do sono 𝐧ã𝐨 𝐬ã𝐨 “𝐩𝐫𝐨𝐛𝐥𝐞𝐦𝐚𝐬 𝐝𝐨 𝐝𝐢𝐚 𝐚 𝐝𝐢𝐚 𝐨𝐮 𝐟𝐫𝐚𝐠𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐚”. São condições médicas reconhecidas, com impacto funcional e risco de agravamento quando não tratadas.

Estudos epidemiológicos internacionais mostram que, 𝐚𝐨 𝐥𝐨𝐧𝐠𝐨 𝐝𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚, 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝟏𝟖,𝟏% 𝐞 𝟑𝟔,𝟏% 𝐝𝐚𝐬 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬 das pessoas poderão desenvolver algum transtorno mental, reforçando que o cuidado com a saúde mental não é exceção — é necessidade.

Os 𝐩𝐬𝐢𝐜𝐨𝐟á𝐫𝐦𝐚𝐜𝐨𝐬, quando utilizados de forma adequada e com acompanhamento profissional, 𝐫𝐞𝐬𝐭𝐚𝐛𝐞𝐥𝐞𝐜𝐞𝐦 𝐨 𝐞𝐪𝐮𝐢𝐥í𝐛𝐫𝐢𝐨 𝐧𝐞𝐮𝐫𝐨𝐪𝐮í𝐦𝐢𝐜𝐨 𝐞 𝐫𝐞𝐝𝐮𝐳𝐞𝐦 𝐨 𝐫𝐢𝐬𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐝𝐞𝐬𝐟𝐞𝐜𝐡𝐨𝐬 𝐠𝐫𝐚𝐯𝐞𝐬. Informação correta salva-vidas.

ℹ -Neste Janeiro Branco, o alerta é claro:
𝐈𝐠𝐧𝐨𝐫𝐚𝐫 𝐚 𝐬𝐚ú𝐝𝐞 𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐥 𝐧ã𝐨 é 𝐧𝐨𝐫𝐦𝐚𝐥.

𝐂𝐫é𝐝𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐞ú𝐝𝐨:
• World Mental Health Report
https://iris.who.int/handle/10665/382343

• World Mental Health Survey Initiative – Kessler RC et al.
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2174588/

𝐅𝐄𝐋𝐈𝐙 𝐀𝐍𝐎 𝐍𝐎𝐕𝐎! Que 2026 chegue trazendo mais saúde, esperança, cuidado e muitos momentos felizes ao lado de quem amamos...
31/12/2025

𝐅𝐄𝐋𝐈𝐙 𝐀𝐍𝐎 𝐍𝐎𝐕𝐎!

Que 2026 chegue trazendo mais saúde, esperança, cuidado e muitos momentos felizes ao lado de quem amamos.

Que seja um ano de novas conquistas, bem-estar e realizações!

💚❤️🤍𝚂𝚎𝚐𝚞𝚒𝚖𝚘𝚜 𝚓𝚞𝚗𝚝𝚘𝚜 𝚎𝚖 𝟸𝟶𝟸𝟼!


🎄✨ 𝐅𝐄𝐋𝐈𝐙 𝐍𝐀𝐓𝐀𝐋 ✨🎄Que esta data especial seja um convite para desacelerar, respirar fundo e valorizar o que realmente imp...
25/12/2025

🎄✨ 𝐅𝐄𝐋𝐈𝐙 𝐍𝐀𝐓𝐀𝐋 ✨🎄

Que esta data especial seja um convite para desacelerar, respirar fundo e valorizar o que realmente importa. O Natal nos lembra da importância do amor, da empatia e da união, mesmo em meio aos desafios do dia a dia.

É tempo de agradecer pelas conquistas, aprendizados e pelas pessoas que caminham ao nosso lado. Que possamos levar para o novo ano tudo aquilo que nos faz crescer e deixar para trás o que não nos acrescenta mais.

𝙳𝚎𝚜𝚎𝚓𝚊𝚖𝚘𝚜 𝚞𝚖 𝙽𝚊𝚝𝚊𝚕 𝚛𝚎𝚙𝚕𝚎𝚝𝚘 𝚍𝚎 𝚕𝚞𝚣, 𝚑𝚊𝚛𝚖𝚘𝚗𝚒𝚊 𝚎 𝚋𝚘𝚊𝚜 𝚎𝚗𝚎𝚛𝚐𝚒𝚊𝚜. 𝚀𝚞𝚎 𝚘 𝚎𝚜𝚙í𝚛𝚒𝚝𝚘 𝚗𝚊𝚝𝚊𝚕𝚒𝚗𝚘 𝚒𝚗𝚜𝚙𝚒𝚛𝚎 𝚗𝚘𝚟𝚘𝚜 𝚌𝚘𝚖𝚎ç𝚘𝚜 𝚎 𝚛𝚎𝚗𝚘𝚟𝚎 𝚊 𝚏é 𝚎𝚖 𝚍𝚒𝚊𝚜 𝚖𝚎𝚕𝚑𝚘𝚛𝚎𝚜. 🎁🌟



Sigam a página Farmacêutica Virtuosa
20/12/2025

Sigam a página
Farmacêutica Virtuosa

10/12/2025

Julianah Lumbo, Ilda dos Santos, Ruth Renilda Colombo Pisa Terra, Felipe Francisco Bolongongo, Ana Gama Quissama.

Estes são os vencedores que estarão com a equipe da AmoFarma amanhã!

Para mais informações, usem o contacto: ++244943574878.

Nos vemos amanhã!

Endereço

Avenida Pedro Castro Van Dúnem-Loy
Luanda
AO

Horário de Funcionamento

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Terça-feira 08:00 - 18:00
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