07/03/2026
CASO PRÁTICO PARA PSICÓLOGOS E ESTUDANTES DE PSICOLOGIA.
A professora Maria (nome fictício) tem 42 anos, leciona há 15 anos em uma escola secundária de grande porte e recentemente assumiu uma turma com alto nível de dificuldades comportamentais e acadêmicas. Ela é reconhecida por sua dedicação, mas nos últimos meses tem apresentado mudanças marcantes em seu comportamento.
Queixas Apresentadas:
Fadiga persistente e sensação de exaustão ao final do dia;
Dificuldade de concentração durante planeamento de aulas e correção de provas;
Perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas, como encontros com colegas e hobbies;
Alterações no sono, incluindo insônia e despertares precoces;
Irritabilidade frequente, com episódios de choro inesperados;
Sensação de incompetência e culpa excessiva, acredita que não está a fazer diferença na vida dos alunos;
Isolamento social e recusa em participar de reuniões pedagógicas ou eventos escolares.
Histórico Clínico e Social:
Sem uso de álcool ou dr**as;
Histórico familiar de depressão em parentes de primeiro grau;
Sem diagnóstico prévio de transtorno mental;
Relata aumento de stress ocupacional após mudanças recentes no quadro de alunos e carga horária elevada.
Avaliação Psicológica Realizada:
Entrevista clínica estruturada (SCID-5);
Inventário de Depressão de Beck (BDI-II) — pontuação: 31 (indicativo de depressão moderada a grave);
Escala de Burnout de Maslach (MBI) — elevada exaustão emocional e baixa realização profissional;
Te**es cognitivos breves — dificuldades em atenção sustentada e memória de trabalho, provavelmente relacionadas ao stress crônico.
1. QUAIS SERIAM OS PRÓXIMOS PASSOS EM TERMOS DE AVALIAÇÃO COMPLEMENTAR, ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO E INTERVENÇÃO TERAPÊUTICA?
2. COMO A ESCOLA E A EQUIPA PEDAGÓGICA PODEM APOIAR MARIA SEM COMPROMETER SUA AUTONOMIA E CONFIDENCIALIDADE?