14/02/2026
Não há jeito de viver sem ser marcada.
O corpo guarda. A pele registra. A memória cria raízes.
O umbigo é nossa primeira cicatriz. O primeiro sinal de que estivemos ligadas a alguém para sobreviver. A marca de que a vida começa em vínculo.
E talvez seja por isso que a gestação mexa tanto com mulheres que vivem em outro território.
Porque ela reabre memórias de dependência, de origem, de pertencimento. Ela nos lembra que fomos filhas antes de sermos mães. Que já estivemos conectadas a um corpo que nos sustentava.
O umbigo nos unif**a porque fala daquilo que é comum a todas nós: ninguém nasce sozinha.
Mas muitas mulheres gestam tentando parecer autossuficientes. Especialmente quando estão longe da família, da língua afetiva, dos rituais que as moldaram.
A verdade é que toda maternidade deixa marcas. E não falo apenas das estrias ou da cicatriz da cesárea. Falo das marcas invisíveis: do medo que amadurece, da saudade que ensina, da coragem que nasce no meio da vulnerabilidade.
Ser marcada pela vida não é sinal de fraqueza. É sinal de que você viveu. E está vivendo.
Aqui te deixo um convite: que tal olhar suas marcas com menos dureza e mais respeito?
Quais marcas a vida já deixou em você? Compartilha aqui nos comentários!