31/12/2025
🧠✨ Quando a psicoterapia encontra a neurociência
Por muitos anos, minha prática clínica foi baseada exclusivamente na terapia cognitivo-comportamental.
E ela funciona. A psicoterapia transforma, dá sentido, organiza a história.
Mas, com o tempo, algo começou a me inquietar.
Eu atendia pacientes extremamente conscientes, engajados, que entendiam suas dores, seus gatilhos, suas crenças…
A ciência já demonstra que muitos transtornos mentais estão associados a padrões disfuncionais de atividade cerebral, dificuldades de autorregulação do sistema nervoso e alterações na conectividade neural.
Foi nesse contexto que conheci a neuromodulação e o neurofeedback associados à psicoterapia — e minha prática clínica nunca mais foi a mesma.
📚 Estudos científicos mostram que a neuromodulação favorece a plasticidade cerebral, auxiliando o cérebro a reorganizar padrões de funcionamento. Quando associada à psicoterapia, os resultados tendem a ser mais profundos, rápidos e duradouros, especialmente em casos de:
• Ansiedade
• Depressão
• TDAH
• Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
• Transtornos do humor
O neurofeedback permite que o paciente aprenda, em tempo real, a autorregular sua atividade cerebral, promovendo:
✔️ redução da hiperativação
✔️ maior equilíbrio emocional
✔️ melhora da atenção e do foco
✔️ mais sensação de controle interno
Na clínica, vejo algo muito bonito acontecer:
✨ a psicoterapia avança porque o cérebro não está mais em modo de sobrevivência
✨ o corpo começa a acompanhar aquilo que a mente já entende
Hoje, não vejo a neuromodulação como substituta da psicoterapia —
mas como uma aliada poderosa, baseada em ciência, ética e cuidado.
Cuidar da saúde mental é mais do que falar sobre a dor.
É ajudar o cérebro a criar novas possibilidades de funcionamento 🤍 neuromodulação