11/02/2026
Quem acompanhava a Luísa em 2011, fazendo covers no YouTube, já via potencial. Mas a evolução que ela apresenta em 2025/2026 é simplesmente impressionante.
A transição daquela voz mais infantilizada e linear, com um timbre suave e leve, para a voz que vemos hoje é resultado direto de técnica, maturidade e escolhas muito bem construídas ao longo do tempo.
No começo, a ressonância dela era predominantemente frontal, algo bem comum no amadurecimento vocal pós-muda. Hoje, a voz está muito mais encorpada e escura. No vídeo “Um Pouco de Mim”, com Roberto Menescal, dá para perceber com clareza como ela aprendeu a usar os espaços de ressonância para entregar um timbre aveludado, sofisticado e, ao mesmo tempo, extremamente controlado. E o mais bonito é o domínio das sub-dinâmicas, aqueles volumes baixos que só funcionam quando existe suporte respiratório impecável.
O contraste entre os trabalhos atuais é o que mais impressiona. Em “Tarde em Itapoã”, ela flutua com leveza, com uma emissão limpa e elegante. Já no dueto “Onde É Que Deu Errado?”, com Simone Mendes, ela mostra um domínio de mix (voz mista) absurdo. Ela sustenta agudos com firmeza e potência, encarando o peso do sertanejo sem perder a agilidade.
E, tecnicamente, dá para ver um refinamento que não é só vocal, é artístico. Hoje ela domina melismas, apogiaturas e glissandos com intenção. Não é enfeite. É linguagem.
E tem um ponto que, para mim, coroa toda essa evolução: presença e conexão. A mudança no olhar e no corpo é evidente. De uma postura mais contida, ela passou para uma presença de palco madura e poderosa. O corpo virou aliado. Ela canta com relaxamento, e isso permite que a emoção flua sem travas, entregando uma performance que realmente chega.
A Luísa trocou a execução protocolar por uma liberdade artística em que a técnica refinada sustenta a identidade dela em qualquer gênero, da bossa nova ao pop.
Quer desenvolver essa evolução na sua voz também?
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