23/09/2014
O Ministério da Saúde informou que foram registrados dois casos da febre Chikungunya em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre transmissão da doença. Os casos foram registrados no município de Oiapoque, no Amapá. Os pacientes apresentaram os primeiros sintomas nos dias 26 e 27 de agosto e os diagnósticos foram confirmados nesta semana. A febre por vírus Chikungunya é uma doença parecida com a dengue, sendo transmitida pelos mesmos mosquitos, entretanto a letalidade é rara e menos frequente do que a registrada nos casos de dengue.
A Chikungunya é causada por um vírus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes Aegypti e o Aedes Albopictus, que também podem transmitir a dengue, os principais vetores.
O tratamento da doença consiste no alívio dos sintomas, que são semelhantes aos da dengue – febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaleia e exantema – que costumam durar de três a 10 dias. A terapia utilizada é composta de analgésicos (paracetamol), hidratação e repouso.
Com o objetivo de fortalecer a necessidade de prevenção conjunta da dengue e Chikungunya, uma vez que os vetores são os mesmos, cujo maior risco ocorre entre os meses de janeiro e maio, o Ministério da Saúde definiu uma série de ações para as próximas semanas como a Organização de Seminário Internacional sobre Chikungunya nos dias 7 e 8 de outubro e a elaboração de campanha de mídia de mobilização para adoção de medidas preventivas contra dengue e chikungunya.
Será feita ainda um Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), em outubro, para identificação das áreas infestadas pelo Aedes aegypti e albopictus. O Ministério também promoverá reuniões macrorregionais de mobilização das secretarias estaduais e municipais de saúde para o combate à dengue e Chikungunya, no período de 24 a 28 de novembro.