29/01/2020
FISIOTERAPIA PEDIÁTRICA é aqui também, com o Igor B. Garcia
99961 8483
A palavra torcicolo vem do latim (tortum collum) e define a alteração, congênita ou adquirida, caracterizada pela inclinação lateral da cabeça para o ombro homolateral (mesmo lado ao afetado) e rotação da cabeça para o lado contralateral (lado contrário ao afetado). O Torcicolo Muscular Congênito (TMC) é uma alteração do pescoço envolvendo primariamente um encurtamento do músculo esternocleidomastoideo que é detectada ao nascimento ou logo após o nascimento.
A sua incidência varia de 0,3% a 1,9% dos recém nascidos e a patogenese exata é ainda desconhecida, embora existam várias explicações etiológicas.
As hipóteses relativas à etiologia da condição se relacionam ao tocotraumatismo cervical (traumas durante o parto próximo a região cervical), à isquemia arterial (redução do fluxo sanguíneo ao tecido) com hipofluxo (baixo fluxo) sanguíneo para o esternocleidomastoideo, à
obstrução venosa do esternocleidomastoideo, ou mal posicionamento intrauterino e à hereditariedade.
O diagnóstico é feito clinicamente, observando-se as limitações nos movimentos do pescoço, a elevação do ombro no lado do músculo contraturado e a posição da cabeça em inclinação ipsilateral (mesmo lado ao afetado) e rotação contralateral. Um nódulo pode estar presente na porção média do músculo esternocleidomastoideo em aproximadamente 20% dos pacientes. Com muita frequência, este nódulo é detectado entre 10 e 14 dias de vida e pode crescer durante duas a quatro semanas, até atingir o tamanho aproximado de uma amêndoa, quando então começa a regredir e pode desaparecer completamente
até o oitavo mês de vida.
Devido ao encurtamento muscular unilateral, a criança com TMC prefere dormir na posição prona (barriga para baixo), com o lado afetado para baixo. Tal posição provoca pressão assimétrica no crânio e nos ossos faciais em desenvolvimento. Esta pressão constante na cabeça pode levar a um remodelamento nos ossos da face e resultar em hemihipoplasia facial (diminuição da atividade formadora dos tecidos orgânicos como pele, músculos e etc.) ou em plagiocefalia (aparência assimétrica da cabeça).
Com o tratamento fisioterapêutico, 90% a 95% das crianças melhoram antes do primeiro ano de vida e 97% dos pacientes melhoram se o tratamento for iniciado antes dos primeiros seis meses. Quando o tratamento fisioterapêutico é tardio, os pacientes podem apresentar complicações como escolioses cervicais e/ou torácicas compensatórias e dores crônicas.
Uma vez feito o diagnóstico e iniciado o programa fisioterapêutico, existe a necessidade de complementar o tratamento com cuidados domiciliares, pois a realização diária e constante dos exercícios melhora o TMC. Os pais devem ser orientados e encorajados a participar, realizando os exercícios propostos, e a quantidade de sessões pode influenciar o tempo de resolução da doença. Assim, o tratamento intensivo pode ter melhor resolução e durar menos tempo.
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