31/12/2025
2026 TALVEZ NÃO PRECISE DE NOVAS METAS,
MAS DE NOVAS PERGUNTAS
Em um tempo que confunde valor com desempenho e desejo com consumo, que estimula o excesso de exposição nas mídias e a ostentação como medidas de reconhecimento, o cuidado com a subjetividade torna-se um gesto ético.
Nem tudo o que é alcançado é elaborado; nem toda conquista produz sentido.
A psicanálise nos lembra que o sujeito não se mede pelo que acumula, mas pela forma como sustenta suas faltas, limites e desejos.
Que 2026 seja menos sobre resultados que silenciam e mais sobre escuta, elaboração e presença.
Porque viver não é corresponder a expectativas,
é habitar a própria experiência.