16/11/2025
Nos últimos tempos, tenho vivido um turbilhão: gravidez, reforma, sujeira por todo lado, filho pequeno, trabalho, mudanças, cansaço… e ainda assim, no meio de tudo isso, tem existido um tipo de amor silencioso que me sustenta.
O amor de quem segura o caos junto comigo.
De quem percebe quando meu limite chega antes mesmo de eu admitir. De quem chega devagar, se aproxima com cuidado, e organiza o que pode (do lado de fora e do lado de dentro), sem precisar de grandes palavras. De quem se doa sem precisar aparecer, sem discursos, só presença.
Às vezes a gente fala tanto sobre autocuidado (e sim, ele é importante!), mas a verdade é que nem sempre a gente dá conta de tudo sozinha. Existem fases em que o cuidado vem do outro, e tudo bem.
Ter alguém que se faz porto, que oferece colo, que entende os silêncios e as lágrimas escondidas entre as tarefas, também é uma forma de saúde mental.
Eu, que passo o dia falando sobre vínculos e sobre como o afeto nos regula, tenho vivido isso na prática. E talvez seja essa a parte mais bonita de tudo: perceber que o amor, quando é maduro, não é feito de grandes gestos, mas de pequenas presenças: de quem entende que estar junto é também uma forma de cuidar.
Então esse post é um agradecimento, sim. Para esse super esposo, parceiro, companheiro e PAI.
Por todo o apoio, paciência e leveza que ele tem me oferecido. Por ser meu chão, mesmo quando o chão da casa está cheio de poeira. 😂💛