12/09/2025
RELACIONAMENTOS ABUSIVOS não se resumem apenas à violência física. Muitas vezes, o abuso se manifesta de forma sutil: nas palavras, no controle, nas humilhações silenciosas e nas manipulações emocionais.
Na psicologia, sabemos que esse tipo de relação corrói a autoestima, aprisiona em ciclos de medo e dependência, tornando difícil reconhecer e sair da situação.
Na psicanálise, Freud (1920), em Além do princípio do prazer, introduziu o conceito de compulsão à repetição: a tendência inconsciente de reviver situações dolorosas, como se o sujeito estivesse preso a um circuito que retorna sempre ao sofrimento. Isso nos ajuda a compreender porque, tantas vezes, é difícil romper com vínculos abusivos.
Já Winnicott (1950–60) destacou a importância de um ambiente suficientemente bom para o desenvolvimento emocional saudável. Quando esse ambiente falha e, em vez de cuidado e acolhimento, há medo, controle e destrutividade, o sujeito pode se sentir fragmentado, vivendo relações marcadas pela dor.
Reconhecer o abuso é o primeiro passo. A partir daí, torna-se possível romper o ciclo, ressignificar a dor e reconstruir relações mais saudáveis, baseadas no respeito e no cuidado.