14/01/2026
A violência mais perigosa é aquela que vira rotina, a que acontece todo dia em pequenas doses... Uma frase atravessada, um olhar que diminui, uma ironia, um silêncio punitivo, uma distorção dos fatos, uma culpa que nunca é de quem machuca.
No começo incomoda, depois confunde, depois vira “normal”.
Às vezes, é visível apenas para quem sente. Aparece quando alguém te faz duvidar da própria memória, da própria sanidade, quando você começa a pedir desculpa sem saber exatamente por quê, quando tudo vira culpa sua, você se encolhe para não incomodar e aprende a viver em alerta.
Isso é violência, machuca e adoece.
É assim que a tortura psicológica funciona… bagunçando a sua percepção da realidade, até que você já não confia mais no que sente, no que pensa, no que lembra.
O mais cruel é que, muitas vezes, quem está vivendo isso nem percebe, só sente ansiedade, confusão, medo, cansaço emocional, culpa excessiva e, aos poucos, vai perdendo a própria identidade, a alegria vai indo embora.
Quando o seu corpo vive em alerta, não é amor. Quando você vive com medo de errar, não é cuidado. Quando você sai de uma conversa menor do que entrou, não é normal.
E aqui vem a parte mais importante!! Falar é o começo da saída, nomear o que acontece organiza a mente, dividir o peso interrompe o ciclo, ser escutado devolve partes de você que foram sendo roubadas. Entender que o normal é ter uma relação saudável, que te faça evoluir e sentir que a vida vale a pena todos os dias. Ainda existem encontros que não machucam, vínculos que não adoecem, presenças que não exigem que você se apague. O normal é caber inteiro dentro de uma relação, não em pedaços. Afinal, se para estar com alguém você precisa se perder, talvez a solitude seja, por enquanto, o lugar mais seguro. Nem toda solidão dói. Às vezes, ela protege.
Se algo dentro de você está dizendo “isso não é normal”, escute. Cuidado emocional também é sobrevivência.
📱 18 99808-2411