06/01/2026
Quando falamos em desacelerar, a pergunta que surge não é “eu preciso?”, mas “eu posso?”.
Em uma rotina cheia, a culpa aparece rápido: culpa por fazer menos, por dizer não, por precisar de pausa. Aprendemos que estar sempre ocupados é sinônimo de valor e descansar passa a incomodar.
Mas o corpo e a mente não funcionam em aceleração constante. Esse ritmo mantém o organismo em alerta e cobra um preço: ansiedade, irritabilidade, cansaço emocional e dificuldade de se conectar com o outro.
Desacelerar não é parar a vida, é sair do automático e reorganizar a energia. A pausa também é produtiva: regula emoções, organiza pensamentos e traz mais clareza.
Hoje, quase não nos permitimos sentir tédio. Quando não há nada para fazer, logo buscamos a tela. O silêncio incomoda. Mas o tédio é necessário. Ele é espaço psíquico. É nele que a mente desacelera, elabora e cria.
Cuidar da saúde mental é, muitas vezes, autorizar-se a diminuir o ritmo.
Janeiro branco: uma reflexão que vale a pena!!
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