29/11/2025
Toda mulher é uma beleza em forma de vida
Na Bíblia, nós temos Maria, a mãe do nosso Senhor Jesus Cristo —
flor silenciosa do jardim de Deus,
vaso escolhido para trazer à terra o Verbo eterno.
Nela, o Céu não encontrou barulho, mas profundidade;
não encontrou brilho humano, mas transparência divina.
Maria é aquela que guardava tudo em segredo,
como quem esconde tesouros dentro do próprio peito,
e cuja alma, iluminada pela obediência,
pulsava no ritmo da vontade de Deus.
E hoje, pelos caminhos do mundo, caminham muitas Marias.
Mulheres que trazem na alma a espada profetizada —
não uma lâmina de ferro,
mas uma ferida que atravessa o espírito
e, ainda assim, não apaga a fé.
São mães solteiras, que tecem sozinhas
o manto da criação sobre os filhos.
São mulheres abandonadas por maridos vivos,
que se tornaram viúvas não da morte,
mas da ausência.
São guerreiras do invisível,
que carregam o peso de um lar nas costas
e a esperança de Deus no coração.
Essas mulheres, como Maria,
não aparecem nas manchetes,
mas aparecem diante do trono de Deus
como estrelas que brilham quando o mundo dorme.
O Senhor vê cada madrugada em que elas despertam
para alimentar corpos, sonhos e futuro.
Ele vê a fé que elas semeiam
nas pequenas orações sussurradas entre lágrimas,
quando o silêncio da casa é também o silêncio da alma.
A cada uma delas, o Espírito Santo repousa
como repousou sobre a Virgem,
trazendo co***lo suave, força secreta,
e uma luz que ninguém explica.
Porque Deus se debruça sobre essas mulheres
como quem contempla um altar vivo:
altar de renúncia, de amor, de coragem que não se gaba,
altar erguido com as próprias mãos
e consagrado pelo próprio pranto.
Que a bênção que envolveu Maria
desça como um orvalho sobre cada uma dessas mulheres.
Que o Deus que a sustentou na noite do Calvário
sustente também aquelas que passam por seus próprios calvários,
sozinhas, silenciosas, mas nunca invisíveis aos olhos do Pai.
Mulheres encantadoras, mulheres de alma vasta,
mulheres cuja fé tem perfume de eternidade.
Deus vos chama bem-aventuradas,
porque, mesmo feridas, continuais inteiras;
mesmo cansadas, continuais belas;
mesmo cruzadas por espadas, continuais santas.
E no Livro da Vida, escrito pelas mãos do Eterno,
há um capítulo silencioso e glorioso
dedicado a cada uma de vós.
Autor: Dr Oliveira