23/05/2018
“Perdoar não é apenas ser altruísta. É a melhor forma de interesse próprio. É também um processo que não exclui o ódio e a raiva. Estas emoções são partes do ser humano. Não se deve odiar a si próprio por odiar outros que fazem coisas terríveis: a profundidade do seu amor é dada pela extensão da sua raiva. Porém, quando eu falo de perdão, me refiro à crença de que se pode sair do outro lado como uma pessoa melhor. Uma pessoa melhor do que uma que seja consumida pela raiva e o ódio. Permanecer neste estado a prende em um estado de vítima, tornando-a quase dependente do algoz. Se se puder perdoar, não se estará mais acorrentado ao algoz. Pode-se ir para adiante e se pode, até mesmo, ajudar também o algoz a se tornar uma pessoa melhor.” (Arcebispo Desmond Tutu, sobre o trabalho da Comissão da Verdade e da Reconciliação, South Africa, 1995).