31/12/2025
A dor muscular não é apenas um sinal de fadiga, mas um indicador de processos inflamatórios e microlesões nas fibras. Esta revisão sistemática sobre a suplementação de magnésio demonstra que este mineral desempenha um papel fundamental na redução da creatina quinase (CK), um marcador biológico de dano muscular. O magnésio atua como um antagonista natural do cálcio, impedindo a hipercontração muscular e facilitando o relaxamento e a síntese proteica.
Os pesquisadores observaram que os efeitos variam conforme o tipo de atividade, mas a constante é clara: o magnésio reduz a percepção subjetiva de dor e acelera o retorno à performance máxima. Ele atua diretamente na regulação dos receptores NMDA, que estão envolvidos na transmissão dos sinais de dor, servindo como um “filtro” neuroquímico que impede a hipersensibilidade dolorosa após o exercício exaustivo.
Com o passar dos dias de treinamento contínuo, a manutenção dos níveis de magnésio torna-se um preditor de resiliência física. Esses resultados mostram que a suplementação é mais do que um suporte dietético; é uma ferramenta para otimizar a homeostase muscular. A capacidade do magnésio de mitigar o estresse oxidativo revela que a recuperação eficiente é um indicador de competências metabólicas complexas.