Psic Na busca pela perfeição em cada boa energia.

O estresse não é apenas um excesso de tarefas ou de pressões externas. Ele se instala quando o sujeito é convocado repet...
04/02/2026

O estresse não é apenas um excesso de tarefas ou de pressões externas. Ele se instala quando o sujeito é convocado repetidamente a responder a demandas que ultrapassam sua capacidade simbólica de elaboração.

Na perspectiva da psicanálise, o corpo não é um simples organismo biológico. Ele é também um corpo atravessado pela linguagem, pela história e pelos afetos. Aquilo que não encontra palavra, limite ou escuta tende a se inscrever no corpo sob a forma de tensão, fadiga, dores, insônia ou sintomas difusos.

O acúmulo de estresse surge, muitas vezes, quando o sujeito sustenta por tempo prolongado uma posição de exigência, adaptação ou silenciamento de si. O corpo passa então a funcionar como lugar de descarga do que não pôde ser simbolizado. Não se trata de fraqueza, mas de um modo de expressão quando o psiquismo já não consegue conter.

A psicanálise compreende esse processo como um sinal. O sintoma corporal convoca o sujeito a interromper, a escutar o que vem sendo excessivo, a recolocar limites e a reconhecer o próprio desejo.

O trabalho analítico oferece um espaço onde aquilo que pesa no corpo pode, pouco a pouco, ganhar palavra, sentido e destino diferente.

Cuidar do estresse, nessa lógica, não é apenas relaxar o corpo, mas permitir que a experiência seja elaborada, que o sujeito deixe de carregar sozinho aquilo que nunca deveria ter sido sustentado em silêncio.

28/01/2026
27/01/2026

Hipnoterapia!
27/01/2026

Hipnoterapia!

Alegria em receber amigos na clínica e em celebrar a amizade que acompanha as conquistas profissionais. Um agradecimento...
25/01/2026

Alegria em receber amigos na clínica e em celebrar a amizade que acompanha as conquistas profissionais.

Um agradecimento especial ao .araujoelias pelo convite para a inauguração de sua clínica em Alphaville.

Que o .alphaville seja mais um capítulo de uma caminhada sólida e bem-sucedida. Não tenho dúvidas sobre o trabalho em medicina de referência, zelo e respeito ao corpo humano.

21/01/2026

O hipocampo é uma estrutura central do cérebro, profundamente ligada à memória, ao aprendizado e à orientação espacial. ...
16/01/2026

O hipocampo é uma estrutura central do cérebro, profundamente ligada à memória, ao aprendizado e à orientação espacial. É nele que as experiências vividas ganham organização simbólica, permitindo que o sujeito transforme acontecimentos em lembranças acessíveis e signif**ativas. Sem o adequado funcionamento do hipocampo, a memória recente se fragiliza e a capacidade de aprender novas informações f**a comprometida.

Do ponto de vista neurobiológico, trata-se de uma das regiões mais plásticas do cérebro, isto é, sensível às experiências do cotidiano. Há evidências consistentes de que hábitos simples, como a caminhada regular, favorecem a oxigenação cerebral, estimulam a neurogênese e contribuem para a preservação do volume do hipocampo ao longo do tempo. Esse cuidado contínuo dialoga com uma visão tradicional de saúde, na qual o corpo em movimento sustenta a vida psíquica.

Na clínica, memória não é apenas retenção de dados, mas também elaboração. O hipocampo participa desse trabalho silencioso de ligar passado e presente, permitindo que o sujeito se reconheça em sua própria história. Cuidar do cérebro, portanto, não é apenas uma questão biológica, mas também um gesto de respeito à própria trajetória e à possibilidade de seguir construindo sentido.

O dia em que o amor precisou ser nomeadoLembro-me de uma sessão específ**a que, embora simples em aparência, carrega até...
14/01/2026

O dia em que o amor precisou ser nomeado

Lembro-me de uma sessão específ**a que, embora simples em aparência, carrega até hoje um peso simbólico importante. A pessoa à minha frente não falava de agressões físicas, nem de cenas explícitas de violência. Falava de cansaço. Um cansaço profundo, silencioso, daqueles que não se resolvem com descanso.

Em determinado momento, após uma longa pausa, veio a frase:
“Ele diz que faz tudo isso porque me ama.”

Havia ali controle, havia humilhação sutil, havia exigências constantes. Nada era gritado, nada parecia excessivo aos olhos de fora. Ainda assim, algo naquela relação exigia que aquela pessoa fosse cada vez menos quem era. Menos opinião, menos desejo, menos presença.

Foi nesse ponto que o trabalho analítico se abriu.

Ao longo das sessões, não se tratou de convencer, nem de apontar culpados. Tratou-se de escutar. Escutar o que aquele amor estava pedindo como preço. Escutar o quanto, em nome de manter o vínculo, aquela pessoa havia aprendido a se calar, a se adaptar, a se anular.

Em algum momento do processo, surgiu uma constatação que não veio como ensinamento, mas como descoberta:
o amor não deveria machucar.
não deveria humilhar.
não deveria controlar.
e, sobretudo, não deveria exigir que alguém deixasse de existir para ser aceito.

Essa compreensão não aparece de forma imediata. Ela se constrói com tempo, com elaboração e, muitas vezes, com dor. Há relações que se sustentam mais pela culpa e pelo medo do abandono do que pelo desejo genuíno de estar junto. Há vínculos que se confundem com dependência, e dependência não é amor, ainda que se apresente com esse nome.

Na clínica, vejo repetidamente o quanto muitas pessoas aprenderam que amar é suportar. Suportar o incômodo, a diminuição, o silenciamento. Como se o sofrimento fosse uma prova de compromisso. Como se o amor verdadeiro precisasse do sacrifício do próprio sujeito.

Quando o amor exige a anulação do eu, já não estamos falando de amor, mas de uma relação que se organiza pela falta, pelo medo e pela repetição de feridas antigas.

13/01/2026

Muitas vezes, imaginamos o relacionamento abusivo apenas com as marcas roxas na pele. Mas as cicatrizes mais profundas s...
12/01/2026

Muitas vezes, imaginamos o relacionamento abusivo apenas com as marcas roxas na pele. Mas as cicatrizes mais profundas são aquelas que ninguém vê: as da alma.

O abuso psicológico é silencioso, gradual e extremamente confuso. Ele se esconde atrás de um "eu te amo" intenso, de um ciúme possessivo disfarçado de cuidado e de manipulações que fazem a vítima duvidar da própria sanidade.

Preparei este carrossel para lançar luz sobre os sinais que, muitas vezes, normalizamos em nome do "amor". Se você vive pisando em ovos, se sente constantemente culpado(a) e não reconhece mais quem você é, este post é para você.

E lembre-se: identif**ar o ciclo é o primeiro passo para quebrá-lo. Se você está passando por isso, buscar ajuda profissional não é fraqueza, é um ato de sobrevivência e amor próprio.

Compartilhe este post nos seus stories. Você pode estar ajudando alguém que precisa desesperadamente ler isso hoje, mas não sabe como pedir socorro.

12/01/2026

Endereço

Barueri, SP

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Psic posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram