11/04/2026
A Doença de Parkinson vai muito além dos sintomas motores. Um dos aspectos menos visíveis — mas profundamente impactantes — é a qualidade do sono.
Estudos mostram que entre 20% e 66% dos pacientes com Parkinson apresentam algum tipo de distúrbio do sono, com destaque para a Apneia do Sono.
Mas essa relação é mais complexa do que parece.
No Parkinson, alterações neurológicas afetam diretamente o controle das vias aéreas superiores. A redução de neurônios dopaminérgicos e a piora da coordenação da musculatura da faringe e laringe contribuem para o colapso das vias respiratórias durante o sono.
Além disso, a apneia provoca:
• Hipóxia intermitente (queda repetida de oxigênio)
• Fragmentação do sono
• Alterações na resposta inflamatória do organismo
Esses fatores não apenas prejudicam o descanso — eles podem intensificar processos neurodegenerativos e agravar o quadro clínico.
Outro ponto importante destacado na literatura é que a sonolência excessiva diurna, muito comum no Parkinson, nem sempre é atribuída corretamente. Ela pode estar relacionada a:
• Apneia do sono não diagnosticada
• Efeitos colaterais de medicamentos
• Alterações neuroquímicas, como a deficiência de hipocretina
• Distúrbios como o comportamento do sono REM — considerado, inclusive, um marcador de gravidade da doença
Ou seja: o sono deixa de ser apenas consequência e passa a ser parte ativa da evolução da doença.
Por isso, investigar e tratar distúrbios respiratórios do sono é essencial no cuidado ao paciente com Parkinson. Quando bem conduzido, esse cuidado pode contribuir para:
✔ Melhor qualidade de vida
✔ Redução da sonolência e da fadiga
✔ Melhor resposta às terapias
✔ Possível impacto na progressão dos sintomas
Neste Dia de Conscientização sobre o Parkinson, a Amazon FisioCare reforça: olhar para o sono é olhar para o paciente de forma completa.