28/01/2026
A violência contra o cão Orelha nos choca e nos convoca a refletir sobre compaixão, a banalização da violência e o papel da família na construção do afeto.
A crueldade contra um animal não fala apenas de um ato isolado,
mas de vínculos frágeis, de uma empatia que não foi cultivada
e de limites que talvez nunca tenham sido ensinados com presença.
A compaixão não surge do nada.
Ela é aprendida no vínculo, no limite com afeto,
na forma como adultos reconhecem o sofrimento do outro.
Casos como esse não falam só de indivíduos,
mas de famílias e de uma sociedade que, muitas vezes, confunde privilégio com impunidade.
Cuidar dos jovens não é apenas vigiar comportamentos.
É oferecer referência emocional.
É conversar sobre limites, responsabilidade e respeito à toda vida.