06/07/2023
“Quando eu morrer, não quero choro nem vela! Só quero uma fita amarela!”🎶🎶🎶
O choro não pude evitar… Mas sua fitinha amarela seguiu em suas mãos mãe, cheia de signif**ados… sem nenhum nó amarrado.
Foi tão suave sua partida, como você merecia após uma vida longa e muitas vezes penosa.
Foi plena, e certamente a entrega serena neste momento se fez por ter, mais uma vez e pela última vez, resolvido o que era preciso aqui nesse mundo.
Internamente, tenho certeza por nossas inúmeras conversas amorosas, que não deixou nada por fazer.
Fez tudo o que esteve ao alcance do que partiria de você.
Usando suas sábias palavras: “O que depende e está no outro, não posso resolver. Então… resolvido está.”
Sempre atenta. Sempre lúcida. Sempre presente. Sempre íntegra. Sempre digna.
Nem sempre forte, mas sempre uma fortaleza e quem teve a oportunidade de conhecê-la (e porque não amá-la e respeitá-la) sabe o tanto que esta é uma verdade.
Sempre ela. E basta.
Bastou para ser a minha mãe.
Minha mãe esperta, ágil, resolutiva, divertida, engraçada sem querer ser, admirável e brava!
Cheia de pontuações precisas, nas horas certas.
Sabe aquela máxima: “Se a mãe falou, acredite!” Ela inteirinha.
Conectada, dava notícia de tudo, até daquilo que você nem imaginava que ela podia saber!
E é esse o legado maior que nunca partirá, pois segundo uma pessoa muito especial e querida me falou: “Mãe não parte nunca. Mãe f**a dentro de cada filho, pra sempre”.
Legado da integridade e da dignidade, da elegância (diga-se de passagem, até na hora de morrer), da resiliência e da sabedoria.
Ela soube viver na literalidade da palavra.
E soube amar, integralmente, à sua maneira, a todos que a circundavam.
Feliz que nossas últimas palavras foram:
Ana: Mãe, te amo tudo!
Aparecida: Te amo mais!
Ana: Benção mãe.
Aparecida: Deus te abençoe.
E nos demos, sem saber, nosso último afago, nosso último abraço.
Poderia escrever um tanto mais, mas por hoje, basta.