23/02/2026
Vivemos em um tempo que valoriza certezas rápidas, respostas prontas e posicionamentos firmes.
Mas, na clínica e na vida, muitas vezes, o gesto mais ético não é afirmar, é duvidar.
Duvidar de si não é fraqueza.
É abertura para o outro.
É cuidado.
Quando Ferenczi fala da coragem de duvidar de si mesmo, ele nos convida a sair do lugar do saber rígido e entrar no campo da experiência viva.
Um lugar onde escutamos mais, interpretamos menos e sustentamos o não saber como espaço de encontro.
Talvez a verdadeira coragem não esteja em ter respostas prontas, mas em continuar perguntando.