14/02/2026
Tem um lado do carnaval que quase ninguém percebe. Enquanto o frevo toca alto e a rua vibra, para algumas crianças o som forte, os fogos e a multidão não são só animação podem ser demais. O que é festa para muitos, para elas pode virar confusão e cansaço rapidinho.
Quando uma criança chora, tampa os ouvidos ou pede para ir embora, não é birra. Às vezes é só o corpinho dizendo: “eu preciso de um tempo”. Nem toda criança consegue lidar com tantos estímulos ao mesmo tempo e isso merece respeito.
Adaptar não é tirar a graça do carnaval. É cuidar. É garantir que a alegria também seja segura e possível para elas. Porque inclusão de verdade começa na empatia.