30/12/2025
Em Stranger Things, a música abre uma fresta para a Max.
E isso sempre me lembra de todas as músicas que já me tiraram de alguma situação de sofrimento, mesmo que só por aqueles minutos em que eu estava ouvindo.
Elas me reconectam com outros momentos, outros sentimentos, outros pensamentos.
Funcionam como marcadores de memória, de vida, de quem eu já fui e do que já atravessei. Por isso me identifico tanto com a Max.
Claro que não é só a música que ajuda.
O que sustenta quando o sofrimento aparece é um conjunto de recursos: o corpo sente, a mente sente, as relações sentem. E é nesse atravessamento que vamos construindo combustível para suportar momentos de muita demanda.
Rever Stranger Things também é lembrar disso:
os recursos não vêm prontos.
Eles são construídos aos poucos e nos ajudam a criar distância do nosso próprio “Vecna”.