09/03/2026
Babaçu Livre já!
A pauta das quebradeiras de coco pelo direito à vida sem veneno e ao pleno acesso aos babaçuais chegou à Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, pelas mãos do vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Valcler Rangel.
O encontro aconteceu nesta segunda-feira, 9 de março, durante a aula magna da Escola de Governo da Fiocruz Brasília “Justiça Ambiental e Saúde: Desafios para o Presente”, que integra o Ciclo de Inspirações “O futuro é logo ali”.
“Hoje nós vivemos um período histórico de incertezas, não só pelo contexto geopolítico, mas sobretudo pela emergência climática. É preciso criar formas de gestão dessa crise para que a gente possa ter perspectiva de futuro”, defendeu a Ministra Marina Silva.
Rangel destacou o Plano Setorial da Saúde para Adaptação à Mudança do Clima (AdaptaSUS), lançado em 2025 pelo Ministério da Saúde, como ação estratégica para proteção dos territórios e populações mais vulneráveis.
“A Fiocruz esta totalmente implicada na execução do AdaptaSUS e o nosso compromisso é agir a partir dos territórios e dos conhecimentos e experiências de quem o habita, como as quebradeiras de coco babaçu, comunidade tradicional que vem reivindicando a proteção das palmeiras, da Floresta Amazônica e de seus modos de vida”, afirmou o vice-presidente da Fundação.
A “Carta de São Domingos do Araguaia: Grito das Quebradeiras de Coco pelo Babaçu Livre de Veneno”, entregue à Ministra Marina Silva, foi elaborada coletivamente em Oficina de Cartografia Social promovida pelo ArticulaFito, em 2025, e apresentada na .
No documento, as quebreiras e coco propõem:
• Proibição da pulverização aérea de agrotóxicos por drones e aviões;
• Proibição do cercamento ilegal das palmeiras babaçu;
• Suspensão da Hidrovia Araguaia–Tocantins até que comunidades tradicionais sejam consultadas;
• Proteção da saúde das quebradeiras, de seu território e modos de vida.
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