27/03/2026
Entre o que vemos e o que vivemos, existe um espaço que precisa de cuidado. 🤍
Neste vídeo, a Marília (Coren DF 387272), enfermeira obstetra da Luz, traz uma reflexão importante: ao mesmo tempo em que valorizamos e mostramos o parto fisiológico, precisamos ter atenção para não transformar isso em expectativa rígida, nem em medida de pertencimento por parte das mulheres.
Porque, na prática, muitas mulheres que passaram por uma cesariana acabam se sentindo fora desse lugar da “humanização”. E isso nos atravessa.
Não falamos a partir de julgamento. Falamos de um lugar real, de estudo, de escuta e também de vivência. Inclusive, entre nós, há quem já tenha passado por uma cesariana intraparto depois de muita preparação para um parto vaginal. Sabemos que podem existir frustrações, lutos e ressignificações e tudo isso merece acolhimento.
Ao mesmo tempo, informar também é cuidar.
Falar sobre benefícios e riscos só faz sentido quando há possibilidade de escolha. E quando a cesariana é o melhor caminho, não existe hierarquia: existe cuidado.
Mas também não podemos ignorar o cenário atual, com taxas de cesárea muito acima do recomendado. Precisamos seguir conversando: não para gerar culpa, mas para ampliar consciência e encontrarmos um caminho possível para melhorarmos esse cenário, sem gerar frustrações.
Seguimos acreditando: não existe parto ideal, existe o parto possível. E toda história de nascimento é legítima, potente e digna de respeito. ✨