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O Núcleo de Terapia Nutricional Enteral e Parenteral, é uma empresa médica prestadora de serviços e consultorias em Nutrologia e Terapia Nutricional hospitalar, ambulatorial e domiciliar, em Brasília e região.

13/03/2026

No ambiente de terapia intensiva, o organismo está sob intenso estresse fisiológico. Sepse, trauma, pós-operatório complexo ou insuficiências orgânicas desencadeiam uma resposta inflamatória importante, com aumento do gasto energético, resistência à insulina, maior catabolismo proteico e alterações no uso de substratos.

Por isso, estimar necessidades apenas por fórmulas pode ser insuficiente. Sempre que possível, a calorimetria indireta é considerada o padrão-ouro para avaliar o gasto energético real. Quando não disponível, utilizam-se equações preditivas com cautela, reavaliando frequentemente a resposta clínica.

Além do gasto energético, a monitorização envolve:

• Controle glicêmico;
• Avaliação de balanço nitrogenado e oferta proteica;
• Análise de eletrólitos e risco de síndrome de realimentação;
• Acompanhamento de triglicerídeos em uso de nutrição parenteral;
• Evolução do peso, balanço hídrico e presença de edema…

Outro ponto essencial é entender a fase da doença: fase aguda precoce não é o momento de superalimentar. Estratégias mais conservadoras podem ser indicadas inicialmente, com progressão conforme estabilidade hemodinâmica e metabólica.

Monitorar é ajustar. Ajustar é individualizar.
E, no paciente crítico, individualização significa impacto direto em desfechos clínicos, tempo de internação e prognóstico. 💙



Refs 📑

Compher, C. et al. Guidelines for the provision of nutrition support therapy in the adult critically ill patient: Society of Critical Care Medicine (SCCM) and ASPEN. JPEN Journal of Parenteral and Enteral Nutrition, v. 46, n. 1, p. 12–41, 2022.

Singer, P. et al. ESPEN practical guideline: Clinical nutrition in the intensive care unit. Clinical Nutrition, v. 40, n. 2, p. 388–404, 2021.

11/03/2026

Caquexia e desnutrição não são sinônimos, embora muitas vezes apareçam juntas.

A desnutrição é resultado de ingestão ou absorção inadequada de nutrientes. Pode ocorrer por baixa oferta alimentar, dificuldades mecânicas, alterações gastrointestinais ou aumento das necessidades metabólicas. Em geral, responde de forma mais direta à intervenção nutricional adequada.

Já a caquexia é uma síndrome metabólica complexa, associada a doenças crônicas como câncer, insuficiência cardíaca, DPOC ou doença renal. Ela é marcada por perda involuntária de massa muscular (com ou sem perda de gordura), inflamação sistêmica e resistência anabólica. Aqui, não se trata apenas de “comer pouco”: há uma alteração profunda no metabolismo, com aumento do catabolismo e redução da síntese proteica.

Um ponto-chave: nem todo paciente desnutrido está em caquexia, mas todo paciente caquético apresenta perda muscular significativa e risco nutricional elevado.

Na prática clínica, diferenciar os dois quadros é essencial porque a abordagem muda. Enquanto a desnutrição pode melhorar substancialmente com ajuste calórico-proteico, a caquexia exige manejo multiprofissional, controle da doença de base, intervenção inflamatória e estratégias nutricionais individualizadas, muitas vezes com foco em preservar função e qualidade de vida.

Entender essa diferença impacta diretamente prognóstico, resposta ao tratamento e conduta terapêutica. 💙



Refs 📑

FEARON, K. et al. Definition and classification of cancer cachexia: an international consensus. The Lancet Oncology, v. 12, n. 5, p. 489–495, 2011.

Cederholm, T. et al. GLIM criteria for the diagnosis of malnutrition – A consensus report from the global clinical nutrition community. Clinical Nutrition, v. 38, n. 1, p. 1–9, 2019.

ARAUJO, I. C.; SILVA, R. M.; WAITZBERG, D. L. Caquexia: fisiopatologia e tratamento nutricional. Revista Brasileira de Nutrição Clínica, v. 34, n. 2, p. 105–112, 2019.

O edema é o acúmulo de líquido no espaço intersticial e pode ocorrer por alterações inflamatórias, insuficiência cardíac...
10/03/2026

O edema é o acúmulo de líquido no espaço intersticial e pode ocorrer por alterações inflamatórias, insuficiência cardíaca, disfunção renal, hipoalbuminemia ou instabilidade hemodinâmica.

Nesses casos, o peso corporal pode aumentar ou se manter estável, mesmo quando o paciente está perdendo massa muscular e reduzindo ingestão alimentar. Isso acontece porque o excesso de líquido “mascara” a perda de tecido magro.

Por isso, na prática clínica, avaliar estado nutricional vai muito além da balança. É necessário considerar exame físico, composição corporal, evolução clínica e contexto metabólico. Peso isolado não traduz prognóstico.



Refs 📑

WHITE, J. V. et al. Consensus statement: Academy of Nutrition and Dietetics and American Society for Parenteral and Enteral Nutrition – Characteristics recommended for the identification and documentation of adult malnutrition (undernutrition). Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, v. 112, n. 5, p. 730–738, 2012.

JENSEN, G. L. et al. GLIM criteria for the diagnosis of malnutrition: a consensus report from the global clinical nutrition community. Clinical Nutrition, v. 38, n. 1, p. 1–9, 2019.

09/03/2026

Na teoria parece simples… 😂

Na prática, a terapia nutricional hospitalar exige avaliação clínica constante, cálculo preciso e tomada de decisão baseada em evidência.

Da escolha da via de alimentação ao manejo de complicações, cada detalhe impacta diretamente na evolução do paciente. 💙

A sarcopenia é uma condição clínica caracterizada pela perda de massa e força muscular, com impacto direto na funcionali...
06/03/2026

A sarcopenia é uma condição clínica caracterizada pela perda de massa e força muscular, com impacto direto na funcionalidade e na recuperação do paciente. Embora seja mais comum com o envelhecimento, também pode estar associada a doenças crônicas, inflamação e períodos de hospitalização.

Identificar precocemente e intervir de forma adequada é essencial para preservar autonomia, reduzir complicações e melhorar desfechos clínicos. 💙



Refs 📑

CRUZ-JENTOFT, A. J. et al. Sarcopenia: revised European consensus on definition and diagnosis. Age and Ageing, v. 48, n. 1, p. 16–31, 2019.

DEUTZ, N. E. P. et al. Protein intake and exercise for optimal muscle function with aging: recommendations from the ESPEN Expert Group. Clinical Nutrition, v. 33, n. 6, p. 929–936, 2014.

04/03/2026

O paciente idoso hospitalizado exige uma abordagem diferenciada e mais criteriosa. O envelhecimento está associado a alterações fisiológicas que impactam diretamente a resposta ao estresse metabólico, à doença aguda e à recuperação clínica.

A redução da reserva funcional, a maior prevalência de sarcopenia, o risco aumentado de desnutrição e a presença frequente de múltiplas comorbidades tornam esse paciente mais vulnerável a complicações como infecções, delirium, perda de massa muscular, declínio funcional e desnutrição durante a internação.

Além disso, a resposta inflamatória costuma ser mais intensa e a recuperação mais lenta. Por isso, o acompanhamento nutricional precoce é essencial. A triagem e avaliação nutricional devem ser realizadas logo na admissão hospitalar, com monitoramento contínuo da ingestão alimentar, aceitação da dieta, funcionalidade e risco de disfagia.

A terapia nutricional adequada, seja por via oral, enteral ou parenteral, tem papel fundamental na preservação da massa magra, na modulação da resposta imunológica e na redução de tempo de internação e complicações clínicas.

Cuidar do paciente idoso hospitalizado é ir além do tratamento da doença de base. É atuar de forma integrada, individualizada e multiprofissional, com foco na manutenção da funcionalidade, autonomia e qualidade de vida.



VOLKERT, D. et al. ESPEN guideline on clinical nutrition and hydration in geriatrics. Clinical Nutrition, v. 38, n. 1, p. 10–47, 2019.

MORLEY, J. E. et al. Sarcopenia with limited mobility: an international consensus. Journal of the American Medical Directors Association, v. 12, n. 6, p. 403–409, 2011. 💙

A hospitalização é um momento de grande vulnerabilidade, especialmente para pacientes idosos ou com doenças crônicas. Al...
03/03/2026

A hospitalização é um momento de grande vulnerabilidade, especialmente para pacientes idosos ou com doenças crônicas. Além do motivo que levou à internação, existe um risco silencioso que precisa de atenção: a perda funcional.

A redução da ingestão alimentar, o jejum prolongado para exames, a inflamação associada à doença e o repouso no leito favorecem a perda de massa muscular e força. Esse processo pode acontecer de forma rápida e impactar diretamente na autonomia do paciente, prolongando o tempo de internação e dificultando a recuperação após a alta.

A terapia nutricional tem papel fundamental na prevenção desse cenário. A avaliação precoce do risco nutricional, o cálculo adequado das necessidades energéticas e proteicas e a escolha da via mais adequada (oral, enteral ou parenteral) são estratégias essenciais para preservar massa magra e funcionalidade.

Além disso, o uso de suplementos nutricionais, quando indicado, pode auxiliar no aporte proteico e calórico, especialmente em pacientes com baixa aceitação alimentar. A integração entre equipe médica, nutrição, enfermagem e fisioterapia também é indispensável para alinhar condutas e estimular mobilização precoce.

Prevenir a perda funcional é ir além de tratar a doença de base. É garantir que o paciente mantenha o máximo possível de independência, qualidade de vida e segurança no processo de recuperação. 💙



Refs 📑

BRASPEN. Diretrizes BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente Hospitalizado. São Paulo: BRASPEN, edições mais recentes.

ESPEN. ESPEN guideline on clinical nutrition in hospitalized patients. Clinical Nutrition, edições atualizadas.

Nem sempre conseguimos manter apenas uma via de alimentação no paciente internado.Neste caso, uma paciente idosa, com mú...
27/02/2026

Nem sempre conseguimos manter apenas uma via de alimentação no paciente internado.

Neste caso, uma paciente idosa, com múltiplas comorbidades e instabilidade clínica, evoluiu de via oral para enteral, depois enteral + parenteral e, por intolerância gastrointestinal importante, precisou de nutrição parenteral exclusiva.

Na prática hospitalar, a escolha da via não é fixa. ela acompanha a condição clínica e a tolerância do paciente. 💙

No ambiente hospitalar, o estado nutricional influencia diretamente a resposta imunológica e a evolução clínica.Avaliar ...
25/02/2026

No ambiente hospitalar, o estado nutricional influencia diretamente a resposta imunológica e a evolução clínica.

Avaliar precocemente e intervir de forma individualizada não é apenas suporte, é estratégia terapêutica baseada em evidência, com impacto real na recuperação do paciente. 💙



Refs 📑

CEREDA, E. et al. Disease-related malnutrition and clinical outcomes: a systematic review and meta-analysis. Clinical Nutrition, v. 35, n. 3, p. 731–742, 2016.

WAITZBERG, D. L. (org.). Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. 5. ed. São Paulo: Atheneu, 2017.

Na terapia nutricional, a identificação correta da dieta enteral e parenteral é uma etapa crítica de segurança do pacien...
24/02/2026

Na terapia nutricional, a identificação correta da dieta enteral e parenteral é uma etapa crítica de segurança do paciente.

Estamos falando de fórmulas individualizadas, calculadas de acordo com peso, condição clínica, exames laboratoriais, função renal e hepática, controle glicêmico e objetivo terapêutico, e são parte ativa do tratamento.

Por isso, antes de iniciar ou manter a infusão, é indispensável checar: nome completo do paciente, número do leito, prescrição atualizada, tipo de fórmula, via de administração (enteral ou parenteral), velocidade de infusão e volume prescrito. Essa conferência reduz o risco de trocas entre pacientes, administração de fórmula inadequada ou infusão em via incorreta.

Um erro nesse processo pode gerar consequências importantes: distúrbios hidroeletrolíticos, hiperglicemia ou hipoglicemia, sobrecarga ou déficit calórico-proteico, complicações infecciosas e atraso na recuperação clínica.

A identificação correta da dieta é uma barreira essencial contra eventos adversos. Garantir que o paciente receba exatamente a terapia nutricional que foi planejada para ele é assegurar aporte adequado, cuidado individualizado e mais segurança durante todo o tratamento. 💙



Refs 📑

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE.
Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). Portaria nº 529, de 1º de abril de 2013. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 2013.

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA).
Brasil. Resolução RDC nº 63, de 6 de julho de 2000. Dispõe sobre os requisitos mínimos exigidos para a Terapia de Nutrição Enteral. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 2000.

18/02/2026

No processo de desmame da terapia nutricional, cada detalhe importa.

O recordatório alimentar de 24 horas é uma ferramenta simples, mas extremamente estratégica nessa fase.

Ele permite avaliar, de forma objetiva, quanto o paciente está realmente ingerindo por via oral, não apenas o que foi prescrito ou ofertado.

Durante a transição da nutrição enteral ou parenteral para a alimentação oral, é fundamental entender:

• Se a ingestão calórica está próxima das necessidades estimadas;
• Se a oferta proteica é suficiente para manutenção ou recuperação do estado nutricional;
• Se há limitações relacionadas a apetite, sintomas gastrointestinais ou aceitação alimentar.

Sem essa avaliação, o risco é reduzir ou suspender a terapia nutricional precocemente, favorecendo perda ponderal, piora do estado nutricional e aumento do tempo de internação.

O recordatório de 24 horas traz dados concretos para uma tomada de decisão mais segura, individualizada e baseada em consumo real.

Desmamar não é apenas retirar a terapia.
É garantir que o paciente esteja pronto para sustentar suas necessidades por via oral com segurança.

A transição bem conduzida faz parte da qualidade assistencial. 💙

17/02/2026

O bloquinho da Terapia Nutricional não para 😂😅

Endereço

Vitrium Centro Médico, SGAS 613/614, L2 Sul, Salas 75, 77 E 79
Brasília, DF
70.200-730

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Terça-feira 08:00 - 19:00
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