02/01/2026
Nos últimos anos, tenho observado na clínica, e isso também é amplamente descrito pela neurociência, um aspecto do TDAH que ainda é pouco falado: a raiva intensa e repentina. Pessoas com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade apresentam maior dificuldade na regulação emocional, especialmente diante de frustrações, críticas, interrupções e sobrecarga mental. Isso não é falta de esforço ou caráter, mas uma condição ligada ao funcionamento cerebral.
A ciência mostra que áreas responsáveis pelo controle dos impulsos e das emoções, como o córtex pré-frontal, funcionam de forma diferente no TDAH. Na prática, isso faz com que a emoção chegue antes da reflexão. A raiva não surge do nada: ela costuma ser ativada por gatilhos como sensação de injustiça, críticas em tom ríspido, comparações constantes e, principalmente, um histórico de invalidação emocional desde a infância. Frases como “se controla”, “isso é exagero” ou “para de drama” deixam marcas profundas no inconsciente.
Além disso, o excesso de estímulos, cobranças e demandas do dia a dia leva o sistema emocional à exaustão. Quando o cérebro entra em sobrecarga, a raiva aparece como uma reação de defesa. Pessoas com TDAH sentem as emoções com mais intensidade e têm menos tempo entre sentir e reagir. Por isso, muitas vezes são vistas como impulsivas, quando na verdade estão lidando com um desafio neurobiológico e emocional real.
Ao longo do acompanhamento psicológico, é possível identif**ar esses gatilhos, desenvolver consciência emocional e construir formas mais saudáveis de expressão. A raiva, quando compreendida, deixa de ser inimiga e passa a ser um sinal importante de cuidado, limite e autoconhecimento.
Com estima,
Psicólogo Rodrigo Alcantara 🌿🙌
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