16/03/2026
Onde a essência repousa: Um retorno ao Ginásio Santana
“Querido e gentil leitor” (com a voz da Lady Whistledown),
Diz o ditado que “o homem é o seu passado”, mas eu prefiro acreditar, como ensina a boa filosofia, que somos o que fazemos com o que o passado fez de nós. Hoje, ao cruzar os portões do Ginásio Santana de Independência, não trouxe apenas meu filho pela mão; trouxe o menino que fui e que ainda habita em mim. No fundo, eu sentia que devia este momento àquele garoto (fora tocar o sino rsrsrs).
Vivemos a era do espetáculo, onde subcelebridades ostentam o efêmero como se fosse eterno e vendem uma felicidade plastificada por filtros. Mas a verdadeira realização, aquela que não cabe em um feed de vaidades, reside no reconhecimento das nossas raízes.
Neste colégio, entre os quadros-negros, as paredes rebocadas e os pátios de Independência, construí mais do que amizades; ergui os pilares do meu caráter e a força de vontade que me guia até hoje. Estar aqui com meu filho é um exercício de gratidão e uma lição silenciosa: a de que o sucesso sem memória é uma casa sem alicerce.
Há uma felicidade que não se compra, não se posta com hashtags vazias, mas se sente no peito ao saber exatamente de onde viemos. Realizar esse “pequeno” grande sonho vale mais do que qualquer luxo de prateleira.
Obrigado, Ginásio Santana, por ter sido o solo fértil da minha jornada. E um agradecimento especial aos meus amigos, em particular à minha turma, que me acompanharam e ajudaram a pavimentar esse caminho.