08/01/2026
Você sabia que exames de sangue podem ser capazes de identificar quantidades mínimas de DNA tumoral? Conhecidos como doença residual mínima (MRD), eles despontam como uma das inovações mais promissoras.
Apresentados recentemente no SABCS 2025, dados de pesquisas conduzidas por equipes internacionais, como a da Universidade de Stanford, demonstram que te**es ultrassensíveis de MRD podem oferecer informações precoces sobre a resposta ao tratamento e sobre a presença, ou não, de doença residual após a terapia.
E por que isso importa tanto?
Porque compreender, com maior clareza, o que permanece no organismo após o tratamento nos ajuda a encontrar um ponto de equilíbrio: evitar tratamentos insuficientes, mas também reduzir excessos quando eles não são necessários.
Estudos mostram que a negativação da MRD após a quimioterapia está associada a melhores prognósticos, enquanto a persistência do ctDNA se relaciona a maior risco de recorrência.
Esses te**es vêm sendo estudados não apenas no câncer de mama, mas também em outros tumores sólidos, como potenciais biomarcadores de alerta precoce.
Em ambientes de pesquisa, já demonstraram a capacidade de sinalizar uma possível recidiva antes dos exames tradicionais.
Se confirmados, esses achados abrem caminho para um tratamento mais personalizado, um acompanhamento mais atento e decisões terapêuticas mais alinhadas à real necessidade de cada paciente. 👏🏼
Dra. Fernanda Proa
Oncologista
Medicina do Estilo de Vida
Cuidados Paliativos
CRM151-882
📍Radium Instituto Oncologia
☎ (19) 3753 4100
Este conteúdo foi baseado na referência “Liquid Biopsy in Breast Cancer, Bridging Technology and Clinical Practice”