17/01/2026
A manicure que vira podóloga é diferente da podóloga que nunca foi manicure. Por quê?
Essa diferença existe, sim — e não é crítica, é formação e visão profissional.
A manicure vem de uma base estética, voltada para embelezamento, corte, lixamento e esmaltação.
Quando ela migra para a podologia, muitas vezes precisa desconstruir hábitos antigos para atuar com segurança na área da saúde.
Já a podóloga que nunca foi manicure inicia sua trajetória com um olhar clínico desde o começo. Ela aprende anatomia, fisiopatologia, biomecânica, avaliação de risco, biossegurança e raciocínio em saúde antes mesmo de executar qualquer técnica.
Outro ponto importante é que muitas manicures buscam a podologia com foco específico em desencravar unhas, resolvendo uma queixa pontual. Enquanto isso, quem começa direto na podologia tende a evoluir continuamente para estudos mais profundos, como biomecânica, pisada, sobrecarga, postura, ortopodologia e prevenção de recidivas, tratando não só o sintoma, mas a causa do problema.
Isso se reflete na prática clínica:
• melhor avaliação da unha encravada
• identificação de onicopatias
• condutas seguras em casos infeccionados
• limites claros entre estética e saúde
• decisão correta entre tratar ou encaminhar
E é importante deixar claro: isso não desmerece a manicure que vira podóloga. Existem profissionais excelentes que vieram da manicure e buscaram formação séria, atualização constante e mudança real de mentalidade. Assim como em qualquer profissão, nem todos são iguais. O que faz a diferença não é de onde a pessoa veio, mas o quanto ela evoluiu para atuar com responsabilidade na área da saúde.
Podologia não é uma evolução da manicure.
É uma outra profissão, com outra responsabilidade.
E, acima de tudo, é saúde.
E para quem procura um podólogo esperando que ele exerça a função de esmaltar unhas, é importante entender: podólogo não esmalta porque sua atuação é em saúde.