Sobramid Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor. www.sobramid.org

A espondilolistese lombar, caracterizada pelo escorregamento das vértebras na região inferior da coluna, é uma causa fre...
27/02/2026

A espondilolistese lombar, caracterizada pelo escorregamento das vértebras na região inferior da coluna, é uma causa frequente de dor lombar crônica no Brasil e no mundo. No entanto, nem sempre o grau radiológico determina a gravidade clínica.

Muitos pacientes com espondilolistese grau 1 apresentam dor intensa, enquanto casos grau 3 ou 4 podem ser pouco sintomáticos. Por isso, na medicina da dor, a decisão terapêutica deve considerar principalmente o exame físico e os sintomas e não apenas a ressonância magnética ou a tomografia.

O tratamento costuma iniciar de forma conservadora, com fisioterapia especializada e reabilitação. Quando há falha terapêutica, os bloqueios lombares guiados por fluoroscopia podem oferecer controle ef**az da dor. Já a cirurgia (artrodese lombar) f**a reservada para casos com déficit motor progressivo ou instabilidade signif**ativa.

A pergunta que f**a é: estamos tratando a imagem ou o paciente?

Na sua prática clínica, você já observou discrepância entre o grau da espondilolistese e a intensidade da dor?
Comente e compartilhe com colegas da medicina da dor.

O número de pacientes paraplégicos que voltaram a apresentar movimentos após o uso de um medicamento 100% brasileiro des...
26/02/2026

O número de pacientes paraplégicos que voltaram a apresentar movimentos após o uso de um medicamento 100% brasileiro desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) subiu para quatro, segundo dados recentes.

O avanço representa um marco relevante para a medicina regenerativa, a neurologia e o tratamento da dor, especialmente no contexto das lesões da medula espinhal.

O fármaco experimental, resultado de anos de pesquisa básica e translacional no Brasil, atua sobre mecanismos fundamentais da regeneração neural, promovendo proteção dos neurônios lesionados e estímulo à reorganização das conexões nervosas.

Diferentemente de abordagens tradicionais, como o uso de células-tronco, a proposta brasileira apresenta um modelo mais acessível, com potencial de aplicação em larga escala no sistema de saúde.

Para os médicos que lidam diariamente com dor neuropática associada à lesão medular, os resultados despertam especial interesse. A perda de função motora está frequentemente acompanhada de dor crônica complexa, de difícil controle, que impacta de forma signif**ativa a qualidade de vida e a funcionalidade dos pacientes. Estratégias terapêuticas capazes de modif**ar o ambiente neural e favorecer a recuperação funcional podem, no futuro, também alterar o curso dessa dor.

Os casos observados até o momento reforçam a importância da intervenção precoce, do acompanhamento multidisciplinar e da integração entre pesquisa científ**a e prática clínica. Embora o medicamento ainda esteja em fase experimental, a evolução motora registrada em pacientes antes considerados sem perspectiva de recuperação funcional representa um sinal consistente de avanço.

Além do impacto clínico, o feito destaca o papel estratégico do investimento em ciência, inovação e saúde pública no Brasil. Pesquisas conduzidas em instituições nacionais, como a UFRJ, demonstram que é possível gerar conhecimento de alto nível, com reconhecimento internacional e potencial real de transformação na assistência aos pacientes com dor e lesões neurológicas.

O I Congresso da SOBRAMID Goiás promete marcar um novo capítulo na difusão do conhecimento científico sobre dor no Centr...
24/02/2026

O I Congresso da SOBRAMID Goiás promete marcar um novo capítulo na difusão do conhecimento científico sobre dor no Centro-Oeste brasileiro.

O evento acontecerá nos dias 05, 06 e 07 de março, na cidade de Goiânia (GO), reunindo médicos, especialistas e estudantes de medicina interessados em atualização científ**a e troca de experiências na área da dor.

Durante os três dias de evento, os participantes terão acesso a conteúdos voltados para:

✔Abordagem moderna da dor crônica
✔Atualização científ**a baseada em evidências
✔Integração entre diferentes especialidades médicas
✔Discussão de casos clínicos e condutas terapêuticas

Tudo isso em um ambiente propício ao aprendizado e à troca de conhecimento entre profissionais que atuam diretamente no cuidado de pacientes com dor.

Se você é médico ou estudante de medicina e atua ou deseja atuar na área da dor, não perca essa oportunidade.
Inscreva-se (https://sobramid.com.br/i-congresso-da-sobramid-goias/) e participe desse importante encontro científico.

O cisto paralabral do ombro, também chamado de cisto sinovial ou cisto espinoglenoidal, é uma bolsa formada a partir do ...
13/02/2026

O cisto paralabral do ombro, também chamado de cisto sinovial ou cisto espinoglenoidal, é uma bolsa formada a partir do extravasamento do líquido sinovial da articulação. Na maioria das vezes, ele é um achado incidental em exames de imagem.

O que merece atenção clínica é o contexto em que ele aparece. Esses cistos geralmente estão associados a lesões do lábio glenoidal, sejam degenerativas (relacionadas ao envelhecimento) ou traumáticas. Quando o paciente sente dor, muitas vezes ela está ligada à lesão labral de base, e não diretamente ao cisto.

Quando o cisto é volumoso e se localiza próximo a estruturas nobres, como o nervo supraescapular, pode ocorrer compressão neural, levando a:
• Perda progressiva de força no braço
• Atrofia muscular
• Déficits funcionais sem dor signif**ativa inicial

Nesses casos, o sintoma dominante pode não ser dor, mas fraqueza, o que exige um olhar atento do médico. A ressonância magnética do ombro é o exame de escolha para identif**ar o cisto paralabral e avaliar possíveis lesões labrais associadas.

Conduta:
• Cistos pequenos, assintomáticos e associados a alterações degenerativas → não exigem tratamento
• Quando o cisto funciona como sinal indireto de uma lesão labral clinicamente relevante, a correção da lesão pode ser indicada
• Em casos de compressão nervosa, está indicada a drenagem do cisto e o reparo da lesão labral, geralmente por artroscopia

Para quem trata dor, a mensagem é clara: nem todo achado explica o sintoma, mas alguns achados exigem investigação cuidadosa para evitar perda funcional progressiva.

Na sua prática, você já encontrou cistos paralabrais associados a déficit neurológico mais do que dor? Compartilhe sua experiência nos comentários.

Por muito tempo, o tramadol foi visto como uma opção “mais leve” e segura no tratamento da dor. Em consultórios e emergê...
11/02/2026

Por muito tempo, o tramadol foi visto como uma opção “mais leve” e segura no tratamento da dor. Em consultórios e emergências, ele costuma aparecer como uma alternativa rápida quando a dor se intensif**a. Mas a ciência recente tem colocado essa percepção em xeque.

Revisões de estudos e análises de segurança mostram que, apesar de ser classif**ado como um opioide fraco, o tramadol atua diretamente no sistema nervoso central e interfere em neurotransmissores como serotonina e noradrenalina.

Na prática clínica, isso ajuda a explicar um fenômeno comum:
• Alívio analgésico limitado ou inconsistente
• Efeitos colaterais relevantes, como náusea, tontura e confusão mental
• Aumento do risco de quedas, especialmente em idosos
• Potencial de dependência e síndrome de abstinência, principalmente no uso prolongado

Quando falamos de dor crônica, os dados são ainda mais preocupantes. A eficácia do tramadol é menor do que se imaginava, e ele não atua nos mecanismos centrais que sustentam a cronif**ação da dor.

Com o tempo, o organismo se adapta, o efeito analgésico diminui e a dose tende a aumentar, elevando riscos e, muitas vezes, gerando mais prejuízo funcional do que benefício real para o paciente.

A abordagem moderna da dor já deixou claro: dor não se trata apenas com medicação. O manejo ef**az passa por uma estratégia individualizada e multidisciplinar, que inclui educação em dor, reabilitação, movimento, sono, manejo do estresse e uso criterioso de fármacos, sempre com acompanhamento adequado.

Para quem trata a dor, o desafio não é apenas aliviar sintomas, mas evitar intervenções que perpetuem o sofrimento.

Na sua prática, em quais situações o tramadol ainda faz sentido e em quais você evita? Compartilhe sua visão nos comentários.

Nos últimos dias, viralizou nas redes e em grandes portais como CNN e O Globo a notícia de uma suposta “técnica brasilei...
09/02/2026

Nos últimos dias, viralizou nas redes e em grandes portais como CNN e O Globo a notícia de uma suposta “técnica brasileira” capaz de tratar a dor da hérnia de disco sem cirurgia. Mas afinal, do que realmente estamos falando do ponto de vista científico?

O procedimento citado não é uma técnica inédita, tampouco exclusiva do Brasil. Trata-se das infiltrações ou bloqueios guiados por imagem, amplamente utilizados há décadas, na prática da medicina da dor em todo o mundo.

O que chamou atenção foi a publicação de um estudo retrospectivo, que analisou dados de pacientes já tratados com esse tipo de intervenção. Os resultados mostraram que cerca de 80% dos pacientes conseguiram evitar a cirurgia, dado que reforça achados já descritos em outros estudos internacionais.

Importante esclarecer: estudos retrospectivos não criam uma nova técnica, mas fortalecem o corpo de evidências a favor de abordagens já consolidadas, ajudando a refinar indicações e expectativas de resultado.

Vale lembrar que a reabsorção espontânea da hérnia de disco ocorre em aproximadamente 60% a 70% dos casos, e o controle adequado da dor, com fisioterapia associada ou não às infiltrações, permite atravessar esse período com melhor qualidade de vida.

Para o médico que atua no tratamento da dor, o papel central é desmistif**ar informações virais, alinhar expectativas do paciente e reforçar que decisões terapêuticas devem ser baseadas em evidência científ**a e indicação clínica individualizada.

Você costuma indicar infiltração guiada em quais cenários clínicos? Compartilhe sua experiência nos comentários.

O IX Congresso da SOBRAMID já tem data marcada e promete reunir os principais especialistas em medicina da dor do país.🗓...
05/02/2026

O IX Congresso da SOBRAMID já tem data marcada e promete reunir os principais especialistas em medicina da dor do país.

🗓 28 a 31 de julho
📍 São Paulo (SP) – Centro de Convenções Rebouças

Serão dias de atualização científ**a, troca de experiências e discussões baseadas em evidências sobre dor aguda e crônica, com foco na prática clínica moderna.

Se você é médico ou estudante de medicina e atua no cuidado do paciente com dor, este é um encontro imperdível.

🔔 Fique atento às inscrições e à programação completa estarão disponíveis em breve.

A dor crônica não afeta apenas a qualidade de vida do paciente, ela pode impactar diretamente o sistema cardiovascular. ...
03/02/2026

A dor crônica não afeta apenas a qualidade de vida do paciente, ela pode impactar diretamente o sistema cardiovascular. Estudos recentes mostram que pessoas que convivem com dor persistente apresentam maior risco de desenvolver hipertensão arterial ao longo do tempo.

Quando a dor se torna contínua, o organismo entra em um estado prolongado de alerta. Há ativação sustentada do sistema nervoso autônomo e do eixo do estresse, com aumento de adrenalina, cortisol e outras catecolaminas. Esse processo favorece vasoconstrição, elevação da pressão arterial e sobrecarga cardiovascular.

Além disso, a inflamação crônica de baixo grau, frequentemente presente em síndromes dolorosas persistentes, contribui para a disfunção endotelial. Soma-se a isso a redução da atividade física, a piora do sono e o impacto emocional fatores que, juntos, aumentam signif**ativamente o risco de infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares.

Por isso, o manejo da dor crônica deve ser visto como uma estratégia de prevenção sistêmica, e não apenas como controle de sintomas. Tratar a dor, melhorar o sono, reduzir inflamação e cuidar da saúde mental é também proteger o coração do paciente.

Na sua prática clínica, você costuma monitorar pressão arterial em pacientes com dor crônica? Conte nos comentários como integra esse cuidado no tratamento.

O IX Congresso da Sobramid já tem data marcada e promete ser um dos principais encontros científicos do ano para profiss...
29/01/2026

O IX Congresso da Sobramid já tem data marcada e promete ser um dos principais encontros científicos do ano para profissionais que atuam no diagnóstico e tratamento da dor. O evento acontecerá de 28 a 31 de julho, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo (SP).

O Congresso da Sobramid se consolidou como um espaço estratégico para:

✔ Atualização científ**a em dor crônica, dor neuropática, dor oncológica e dor musculoesquelética

✔ Discussão de novas terapias, intervenções minimamente invasivas e avanços farmacológicos

✔ Integração entre especialidades como anestesiologia, ortopedia, neurologia, reabilitação e clínica médica

✔ Troca de experiências clínicas e networking qualif**ado

As inscrições para o IX Congresso da Sobramid já estão abertas.
👉 Médicos e estudantes interessados devem garantir sua vaga o quanto antes.
Link na bio.

Psilocibina e dor crônica: a ciência começa a mostrar que modular o cérebro pode ser tão importante quanto tratar o loca...
26/01/2026

Psilocibina e dor crônica: a ciência começa a mostrar que modular o cérebro pode ser tão importante quanto tratar o local da dor.

Estudos indicam efeitos analgésicos e antidepressivos prolongados, sem o mecanismo de dependência dos opioides.

⚠️ Ainda em investigação, mas com potencial para transformar a medicina da dor.

Você acredita que terapias psicodélicas podem fazer parte do futuro do tratamento da dor?

A relação entre ácido úrico elevado e dor articular é um tema central, na prática da medicina da dor. O ácido úrico é um...
23/01/2026

A relação entre ácido úrico elevado e dor articular é um tema central, na prática da medicina da dor. O ácido úrico é um subproduto do metabolismo das purinas, presentes em alimentos como carnes vermelhas, frutos-do-mar e bebidas alcoólicas.

Quando ocorre hiperuricemia, há risco de formação de cristais de urato monossódico, que se depositam nas articulações e tecidos periarticulares, desencadeando uma resposta inflamatória intensa, quadro classicamente conhecido como gota.

A dor associada à gota é uma das mais intensas na prática clínica, com impacto signif**ativo na mobilidade e na qualidade de vida do paciente.

As principais manifestações clínicas da dor por ácido úrico elevado são: dor articular súbita e intensa, frequentemente noturna, edema, hiperemia e calor local, sensação de queimação ou pressão intra-articular e limitação funcional importante

O tratamento adequado envolve controle da inflamação, redução dos níveis séricos de ácido úrico e orientação nutricional individualizada, além do acompanhamento contínuo para prevenção de crises recorrentes e cronif**ação da dor.

Para o médico que atua no tratamento da dor, reconhecer precocemente a relação entre hiperuricemia, inflamação articular e dor crônica é fundamental para um plano terapêutico ef**az e seguro.

Agonistas de GLP-1 despontam como uma alternativa promissora para dor crônica, neuropática, articular e até dependência,...
15/01/2026

Agonistas de GLP-1 despontam como uma alternativa promissora para dor crônica, neuropática, articular e até dependência, com menor risco que opioides.

A ciência avança e a prática clínica também.

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