dr.jean.fraiha

dr.jean.fraiha Cardiologia, esporte, viagem e além…
CRM-MS 4703
RQE 4848

10/02/2026

Não basta tomar o remédio e esperar que ele faça tudo sozinho.

Controlar a pressão vai muito além da receita: alimentação, atividade física, sono, redução do álcool e outras mudanças no estilo de vida fazem parte do tratamento.

Existe uma busca constante por soluções externas, rápidas e com pouco esforço. As pessoas querem ser emagrecidas pelas canetas, querem que a pressão seja controlada pelo comprimido, querem que o colesterol seja resolvido pela cápsula.

Os medicamentos são importantes e, muitas vezes, indispensáveis.
Mas eles não substituem a base do tratamento: hábitos consistentes ao longo do tempo.

Parabéns a quem já entendeu isso.
E que essa mensagem chegue a mais pessoas.

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04/02/2026

Pode haver uma convivência pacífica entre pressão alta e cerveja?

A resposta precisa ser brutalmente sincera: hoje não existe mais consumo seguro de bebida alcoólica. A dose segura é zero.

Isso não é moralismo nem terrorismo. É ciência. O álcool aumenta a pressão no longo prazo, desregula o sono e dificulta o controle da hipertensão, mesmo em quem usa medicação corretamente.

Ao mesmo tempo, eventos, festas, encontros com amigos fazem parte da rotina de muita gente. Por isso, o ponto central não é só “beber ou não beber”, mas quantificar.

Dentro do rótulo “consumo social” cabem realidades completamente diferentes:
— quem bebe 4 ou 5 vezes por semana, em grandes quantidades
— e quem bebe eventualmente, uma vez na semana ou menos, em pequenas doses

Essas duas situações não têm o mesmo impacto no coração.

Quando a quantidade é pequena e ocasional, os danos tendem a ser menores e pode existir, sim, uma convivência. Isso não é incentivo ao consumo. É reconhecimento da vida real.

Já quando o álcool está presente em muitos dias da semana e em volumes maiores, vale uma reflexão honesta: qual é o papel da bebida na sua rotina? O que ela está substituindo ou aliviando?

Hipertensão não combina com excesso. E o preço, mais cedo ou mais tarde, aparece.

👉 Compartilhe esse vídeo com a sua turma do bar.

03/02/2026

Pressão alta não se controla apenas em 3 dias — e isso não significa que o remédio tenha falhado.

Pressões a partir de 18 por 11 já configuram hipertensão grau 3 e, nesses casos, uma única medicação náo é suficiente desde o início. O tratamento costuma exigir combinação de remédios, porque um potencializa o efeito do outro.

Outro ponto essencial: três dias é muito pouco tempo para avaliar a resposta. Em média, a reavaliação acontece por volta de duas semanas. Em quadros mais graves, como o grau 3, pode-se revisar com uma semana, mas ainda assim não é imediato.

Persistir, ajustar e acompanhar com critério é parte do processo. O mais importante agora é conversar com o seu médico, revisar a estratégia e fazer os ajustes necessários — com calma, sem pânico.

Se ainda houver insegurança, se precisar de uma segunda opinião ou se não tiver um cardiologista para acompanhar, o atendimento presencial e online está disponível no link da bio.

01/02/2026

Colesterol controlado não é sinal para “tirar as mãos do volante”.

Suspender a estatina quando os exames estão bons é como soltar o volante numa estrada perfeita: basta um imprevisto para perder o controle.

O tratamento do colesterol funciona como dirigir em uma via livre, reta e sem obstáculos. Mesmo assim, as mãos continuam firmes no volante, porque a qualquer momento pode surgir um animal, um buraco no asfalto ou uma situação que exige reação rápida.

Com a estatina, o raciocínio é o mesmo.
Os níveis só permanecem controlados porque o medicamento está sendo usado. Ao interromper, o colesterol volta a subir.

A única situação em que se considera pausar ou trocar a medicação é na presença de efeitos colaterais, especialmente dores musculares. Nesses casos, ajusta-se a dose ou muda-se a estatina. Fora isso, o tratamento é contínuo.

Colesterol alto é uma condição crônica — e condições crônicas exigem constância, não pausas aleatórias.

💬 Ficou com dúvida sobre seu exame ou sua medicação? Deixe nos comentários.

30/01/2026

Me diverti demais nesse dia.
Créditos ao .treinador pelas filmagens.

27/01/2026

Placa de gordura não some do dia para a noite — mas pode reduzir e ficar menos ameaçadora.

Estatinas não “limpam” completamente as placas de aterosclerose já formadas. O que elas fazem é algo ainda mais importante: reduzem o conteúdo de gordura dentro da placa e fortalecem a capa que a envolve, deixando essa placa mais estável. Com isso, cai muito a chance de ela se romper, formar um coágulo e provocar um infarto.

Tratar do colesterol hoje muda o comportamento dessas placas ao longo do tempo e, infelizmente, não há um efeito mágico de desaparecimento.

Ficou alguma dúvida? Deixa nos comentários.

23/01/2026
21/01/2026

Cansaço aos pequenos esforços, falta de ar ao deitar e inchaço nas pernas não são “coisas da idade”.

São os sintomas mais comuns da insuficiência cardíaca — uma condição em que o coração não consegue bombear sangue na quantidade que o corpo precisa.

O diagnóstico começa pela história clínica e pelo exame físico, valorizando sinais como congestão pulmonar, edema e alteração da frequência cardíaca. Exames como o ecocardiograma, exames de sangue (como o BNP) e o eletrocardiograma ajudam a confirmar o quadro, identificar a causa e orientar o tratamento correto.

Insuficiência cardíaca não é um diagnóstico que se faz por um único sintoma isolado — é a soma do que o paciente sente, do que o exame fisico mostra e do que os exames complementares confirmam.

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16/01/2026

Simplicidade é o máximo da sofisticação.

A busca por suplementos, equipamentos caros e soluções complexas virou atalho para evitar o óbvio: comer melhor, se hidratar, se movimentar e dormir direito.

O básico exige constância, esforço mental e mudança de hábitos construídos ao longo dos anos — e sabemos que isso não é simples, mas é essencial.
Nada externo substitui a responsabilidade individual sobre a própria saúde.

Não há problema em usar recursos adicionais, desde que o fundamento esteja bem feito. Caso contrário, é como ter um carro moderno e cheio de tecnologia, abastecido com combustível adulterado e rodando com a troca de óleo atrasada.

Curta e compartilhe para levar essa reflexão a mais pessoas.

16/01/2026

O coração é um motor inteligente.

Em repouso, o normal é que bata entre 50 e 100 vezes por minuto. Abaixo disso, em quem está bem e sem sintomas, pode ser normal. Acima disso, em repouso, já não é esperado e merece atenção.

No exercício, o aumento dos batimentos é fisiológico. É como o motor de um carro: quando a demanda aumenta, ele precisa acelerar. Os músculos pedem mais oxigênio e energia, e a forma do coração atender a isso é batendo mais rápido.

O que preocupa é o contrário:
– Batimento sempre acima de 100 em repouso.
– Batimento que não sobe ao esforço.

Essas situações não são “normais” e podem ser sinal de que algo precisa ser investigado.

👉 Compartilhe esse vídeo com quem também gosta de entender melhor o próprio corpo.

12/01/2026

Pressão que não controla? Você não pode se conformar. Quase sempre há algo que precisa ser investigado e tratado.

O primeiro passo é confirmar se o tratamento está realmente adequado: combinações corretas, nas doses certas e tomadas da forma certa. Tratamento insuficiente é uma das causas mais comuns de pressão persistente elevada.

Se isso estiver ajustado e, ainda assim, a pressão não baixar, é hora de pensar em hipertensão secundária — quando a causa não está só no sistema cardiovascular. Apneia do sono, alterações hormonais, obesidade e outras condições podem manter a pressão alta e precisam ser investigadas.

Não se conforme. Pressão que não responde ao tratamento merece investigação adequada.

07/01/2026

“Natural” não é sinônimo de seguro.
Se foi manipulado em laboratório, não é natural — e não é isento de efeitos colaterais.

Esteroides anabolizantes aumentam colesterol, inflamam o sistema cardiovascular e elevam o risco de infarto, arritmia e insuficiência cardíaca.
Isso não é questão só de opinião. Já está bem estabelecido pela ciência.

Todo medicamento tem efeito colateral — inclusive os validados pelas sociedades científicas.
E é direito de quem usa saber exatamente quais são esses riscos antes de decidir.

Escolher usar, mesmo informado, é uma decisão individual.
Mas minimizar danos deixa de ser opcional.

Colesterol sobe? Precisa usar estatina.
Risco cardiovascular aumenta? Exercício aeróbio vira obrigatório — não só musculação.

Você tem direto de escolher usar.
Mas quem prescreve precisa assumir a responsabilidade sobre eventuais problemas.

Endereço

Campo Grande, MS

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