04/02/2026
A solidão pode contribuir para o desenvolvimento e manutenção de transtornos alimentares e comportamentos alimentares por meio de diversos mecanismos psicológicos e sociais.
Sentimentos de isolamento podem levar à desregulação emocional, onde indivíduos podem usar a comida como estratégia de enfrentamento para lidar com emoções negativas, resultando em padrões como alimentação emocional ou compulsão alimentar.
A solidão pode agravar a insatisfação corporal e a baixa autoestima, fatores de risco bem estabelecidos para o surgimento de transtornos alimentares.
A solidão é uma experiência humana abrangente e multifacetada, caracterizada por um sentimento subjetivo de isolamento social ou falta de conexões signif**ativas com os outros.
Diferente de simplesmente estar sozinho, a solidão diz respeito à percepção de estar desconectado, mesmo na presença de outro.
O modelo das necessidades sociais postula que os humanos têm uma necessidade inata de formar e manter relações interpessoais fortes e estáveis, e a falha em satisfazer essa necessidade resulta em solidão.
Ela surge de uma discrepância percebida entre os níveis desejados e reais de relacionamentos sociais do indivíduo, implicando um componente cognitivo que envolve a consciência de expectativas sociais não atendidas.
Teorias recentes ressaltam que a solidão não é apenas um estado emocional transitório, mas envolve uma complexa interação de fatores emocionais, cognitivos e sociais, com profundas implicações para o bem-estar psicológico e fisiológico.
Além disso, o pensamento irracional ou distorcido desempenha um papel fundamental na solidão ao levar a déficits de sociabilidade e interações sociais, já que os pensamentos e crenças de uma pessoa sobre si mesma e sobre os outros impactam diretamente sua capacidade de formar relacionamentos satisfatórios.