26/02/2026
Nosso apego a fases anteriores raramente é consciente.
Às vezes, não estamos presos a pessoas ou situações.
Estamos presos à versão de nós mesmos que existia ali.
Há fases que nos deram identidade.
Outras nos deram pertencimento.
Algumas, até mesmo dor — mas uma dor conhecida.
E o conhecido traz segurança.
Na visão sistêmica, permanecer em uma fase além do tempo pode ser uma forma de lealdade invisível: à família, à história, a uma narrativa que nos ensinou quem deveríamos ser.
Mas a vida é movimento.
Confiar nas fases posteriores não signif**a desvalorizar o que foi. Signif**a permitir que cada etapa ocupe seu lugar.
Quando o passado f**a no passado, o futuro deixa de parecer ameaça — e passa a ser possibilidade.
passado