02/01/2026
Carta aberta para um vascaíno inesquecível
Seu Adair,
sua passagem e sua presença impactaram profundamente a minha vida. Nossa conexão era gigante; nosso elo parecia de outras vidas tenho certeza disso.
Nesse reencontro, pudemos brincar, nos divertir, contar piadas, cantar músicas e comer coisas boas, afinal, o senhor sabia reconhecer o que há de melhor na culinária.
Desde o momento em que o senhor chegou ao residencial, meu coração o escolheu. Cuidei do senhor incansavelmente, com carinho e dedicação. Em muitos momentos, o senhor me lembrava o meu pai, e isso só fortalecia ainda mais nossa conexão.
Hoje, ao entrar no residencial após a sua partida, o silêncio tomou conta e o vazio ecoou.
Como será daqui pra frente?
Quem vai me chamar de Bruna um trilhão de vezes durante o dia?
Com quem vou compartilhar a pizza Califórnia?
Como serão as partidas de Flamengo e Vasco?
E as terças-feiras, na aula do paraguaio, com quem vou cantar?
E a quinta-feira na missa do Santuário… não será a mesma sem o pastel de queijo.
Fico aqui, entre a saudade e as boas lembranças, guardando cada momento vivido.
Cuide de mim aí de cima e continue abençoando o residencial, como o senhor fazia todas as noites, rezando por nós.
Com carinho e eterna gratidão,
Bruna