31/03/2026
Iniciamos esta semana abrindo espaço para algo essencial: a escuta, o diálogo e a construção de um olhar mais sensível sobre o outro.
Com a chegada do dia 2 de abril, data que nos convida a dar visibilidade ao autismo, vivemos um momento muito especial no . Mais do que marcar um dia no calendário, escolhemos viver uma experiência que reforça um compromisso que é de todos os dias.
Uma parte da nossa equipe de Pedagogia (.infantil ) esteve com os alunos do 4º e 5º ano em uma roda de conversa sobre autismo, inclusão e convivência. E foi exatamente isso que aconteceu: uma conversa viva, verdadeira, cheia de perguntas, histórias e significados.
Em cada relato, ficou evidente o quanto o autismo está presente nas relações, nas famílias, no cotidiano. E, principalmente, o quanto as crianças estão abertas a compreender.
Perguntas como “tem cura?”, “a pessoa pode mudar?”, “por que algumas crianças precisam de mais ajuda?” surgiram com curiosidade genuína. Perguntas que, muitas vezes, ainda não são compreendidas nem por adultos, mas que, ali, encontraram espaço para serem acolhidas com respeito e verdade.
Momentos assim nos mostram algo muito importante: o preconceito não nasce com a criança. Ele é aprendido. E, por isso mesmo, também pode, e deve, ser transformado desde cedo.
Quando oferecemos informação, escuta e convivência, ajudamos a construir um olhar mais empático, mais humano, mais consciente. Um olhar que não apenas aceita as diferenças, mas aprende com elas.
No Centro Educacional Piaget, também é um espaço que acredita que aprender vai muito além dos conteúdos. É também sobre aprender a conviver, a respeitar e a se colocar no lugar do outro, sempre que possível, com leveza, pertencimento e alegria.
Sabemos que nem todos os dias são fáceis. Mas seguimos comprometidos em fazer com que, em muitos deles, nossas crianças possam estar aqui sendo quem são, aprendendo, convivendo e, principalmente, sendo felizes.
Gratidão por podermos construir, juntos, espaços como esse.
Que essa conversa não se limite a um dia, mas siga viva, todos os dias, nas atitudes, nas palavras e no olhar de cada criança.