04/10/2018
Entrou pela porta do consultório uma moça com seus 35 anos.
Sua queixa era a dificuldade de manter um relacionamento afetivo.
Havia estado casada durante 8 anos e agora solteira, apenas se envolvia de forma superficial. .
Bert Hellinger conseguiu perceber em mais de 40 anos de observação, que casos semelhantes acontecem com muitas mulheres. Ele as denomina de “filhinhas do papai”. E por que isso?
Freud já disse que o primeiro grande amor de uma mulher é o seu pai, e o de um homem é a sua mãe, mas hoje estamos falando de um caso específico e nos atentaremos às mulheres. Mas serve também para o gênero oposto com consequências um pouco diferentes em alguns casos.
Algumas mulheres não conseguem se despedir deste primeiro amor e permanecem, de alguma forma, fiéis a seus pais para o resto da vida. O máximo que conseguem é estar um pouco num relacionamento afetivo adulto com o s**o oposto. Qualquer relação mais profunda é sentida inconscientemente como uma traição ao seu grande amor.
Com esta pessoa em questão, o que ela buscava naquele momento de vida, era mesmo apenas diversão. Ela ainda percebeu que buscar saber o motivo para sua dificuldade em se relacionar era apenas uma forma de justif**ar moralmente o seu desejo mais profundo de ainda estar com seu pai e disse rasgadamente que “a vida estava mesmo boa da forma que estava”.
Esta moça ainda não está preparada para deixar o amor infantil por seu papai. E está ciente que isto a prejudica em algum grau, mas agora segue consciente de sua escolha.
Em muitos casos a simples consciência de um fato já faz com que estejamos novamente alinhados.