13/02/2026
A gente costuma brincar sobre a troca de saliva na folia, mas como infectologista, preciso alertar que o risco envolve o contato íntimo como um todo e as grandes aglomerações.
Um levantamento recente reforçou doenças que circulam nessa época. Fiz os ajustes para você entender exatamente como a transmissão acontece:
Mononucleose (Doença do Beijo): a clássica. Febre, dor de garganta e ínguas que podem durar semanas.
Herpes simples: a transmissão acontece pelo contato direto, mesmo sem a ferida estar visível (eliminador assintomático).
Sífilis: atenção aqui. A transmissão ocorre se houver o contato com a ferida infecciosa (cancro) na boca.
Gonorreia: a faringite gonocócica é real, mas a transmissão acontece através do s**o oral desprotegido com pessoa infectada.
Meningite viral e vírus respiratórios: aqui o vilão não é só o beijo, mas as gotículas de saliva (tosse, espirro, fala próxima). Na aglomeração do bloquinho, o risco dispara.
Hepatite A: transmissão fecal-oral. Pode acontecer por alimentos/água contaminados, mas também por contato íntimo e s**o anal/oral sem proteção.
Candidíase oral: o “sapinho” aparece oportunisticamente se a sua imunidade baixar (álcool em excesso + noites mal dormidas).
Meu conselho? Hidratação rigorosa (mucosa seca é porta aberta), imunidade em dia e s**o seguro sempre. Se depois do Carnaval aparecer febre, dor de garganta que não sara ou lesões, nada de automedicação. Vamos investigar.
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Dra. Lauren Zogbi
Médica Infectologista | CRM-MS 7405 | RQE 6481
O conteúdo desse post é de caráter informativo e não substitui a avaliação individualizada. Consulte um profissional de saúde sempre que necessário.
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