09/02/2026
Sim! Eu também entrei na trend….
Quando eu vi a caricatura, num primeiro momento, eu me incomodei.
Talvez porque eu já tivesse visto muitas outras imagens parecidas, mulheres fazendo mil coisas ao mesmo tempo, multitarefas, ocupadas, produtivas, sempre correndo. Uma estética que parece dizer o tempo todo “olha como eu dou conta”.
E aí veio a minha imagem.
Uma mulher calma. Centrada. Presente.
Sem pressa. Sem excesso.
Isso mexeu comigo.
Mas quanto mais eu olhava, mais eu percebia que o incômodo não era com a imagem. Era com a permissão.
Por que não me ver assim?
Por que não me autorizar a ser plena, satisfeita, em paz com o meu próprio ritmo?
Essa caricatura me lembrou algo essencial sobre o meu trabalho.
Eu não acompanho pessoas para fazerem mais.
Eu acompanho para que façam com mais consciência.
Na constelação familiar, a gente aprende que quando cada um ocupa o seu lugar, a vida flui. Não é sobre esforço, é sobre ordem.
Na contoterapia, as histórias ajudam a criança interior a relaxar, porque ela finalmente se sente vista, incluída, acolhida.
O caminho que eu ofereço não é de aceleração.
É de centramento.
De fazer uma coisa de cada vez.
De sair do excesso e voltar para o essencial.
Essa imagem acabou me mostrando o lugar para onde eu vou e para onde eu conduzo.
Um lugar onde é possível brilhar sem se esgotar.
Cuidar sem se perder.
E viver com mais inteireza e menos ruído.
Talvez esse seja, hoje, o maior trabalho que eu faço.
E o maior convite que eu deixo.