Dra Elisa Ferrari

Dra Elisa Ferrari ▪️ Clínica Médica CRM/PR: 31.744 RQE: 24029
🌟 Medicina que integra
🩺 Consulta on-line e presencial

Você pode estar com os exames “normais” e, ainda assim, apresentar sinais de inflamação de baixo grau no organismo.📌 Saú...
27/02/2026

Você pode estar com os exames “normais” e, ainda assim, apresentar sinais de inflamação de baixo grau no organismo.

📌 Saúde não é apenas ausência de alteração laboratorial.

É equilíbrio funcional.

E muitas vezes, o primeiro passo não é remédio — é reorganizar rotina, sono, alimentação e movimento.

Perder peso costuma ser a fase mais motivadora do processo. A balança desce, as roupas mudam, os elogios aparecem. Mas p...
25/02/2026

Perder peso costuma ser a fase mais motivadora do processo. A balança desce, as roupas mudam, os elogios aparecem. Mas poucas pessoas falam sobre o verdadeiro desafio: manter o resultado ao longo do tempo.

📌 Manutenção não é continuação da dieta.

É construção de um estilo de vida.

Manter o resultado exige ajustes contínuos, consciência e estratégia.

Não é sobre restrição eterna — é sobre equilíbrio inteligente.

Quando falamos em saúde metabólica, muita gente pensa apenas em gordura corporal. Mas existe um tecido que funciona como...
23/02/2026

Quando falamos em saúde metabólica, muita gente pensa apenas em gordura corporal. Mas existe um tecido que funciona como verdadeiro protetor do seu metabolismo: a massa muscular.

O músculo é altamente ativo do ponto de vista metabólico. Ele participa diretamente do controle da glicose, da sensibilidade à insulina e do gasto energético basal. Quanto mais massa muscular funcional você tem, maior é a sua capacidade de utilizar glicose de forma eficiente — reduzindo risco de resistência à insulina, diabetes tipo 2 e acúmulo de gordura visceral.

📌 Pense no músculo como um “reservatório metabólico”.

Após as refeições, ele ajuda a captar glicose do sangue. Durante períodos de maior demanda energética, ele fornece substrato para manter o equilíbrio do organismo. Além disso, preserva mobilidade, força, autonomia e reduz risco de quedas e fraturas com o envelhecimento.

Com o passar dos anos, a perda progressiva de massa muscular (sarcopenia) é um dos principais fatores associados a declínio funcional, piora metabólica e maior inflamação sistêmica. Por isso, construir e preservar músculo não é estética — é estratégia de longevidade.

✔️ Treino de força regular

✔️ Ingestão adequada de proteína

✔️ Sono de qualidade

✔️ Controle inflamatório

Massa muscular é investimento.

É proteção contra doenças metabólicas.

É independência no futuro.

Construir músculo hoje é proteger sua saúde amanhã.

Existe uma ideia muito comum: “Eu posso comer o que quiser, porque eu treino pesado.”Mas, fisiologicamente, isso não fun...
20/02/2026

Existe uma ideia muito comum: “Eu posso comer o que quiser, porque eu treino pesado.”

Mas, fisiologicamente, isso não funciona assim.

O exercício é uma ferramenta poderosa para saúde metabólica, preservação de massa muscular e melhora da sensibilidade à insulina. Porém, ele não anula excessos frequentes, principalmente quando a alimentação é rica em ultraprocessados, álcool, excesso calórico e baixa densidade nutricional.

📌 O que acontece na prática?

Mesmo treinando intensamente, se a ingestão calórica ultrapassa de forma consistente o gasto energético, o corpo continuará armazenando energia — principalmente na forma de gordura. Além disso, uma alimentação desorganizada:

- Prejudica a recuperação muscular
- Aumenta inflamação
- Desregula hormônios da fome
- Compromete qualidade do sono
- Reduz desempenho nos treinos seguintes

Outro ponto importante: treino não é apenas sobre “queimar calorias”. Ele é um estímulo fisiológico. Para que o corpo responda com ganho de força, melhora de composição corporal e desempenho, ele precisa de substrato adequado — proteínas suficientes, carboidratos estratégicos, micronutrientes e hidratação.

⚖️ Exercício e alimentação não competem. Eles se complementam.

Treinar muito e comer mal gera frustração.

Treinar bem e comer com estratégia gera resultado sustentável.

Se o seu objetivo é saúde, performance ou emagrecimento real, a base é consistência — não compensação.

Sentir mais fome no fim do dia não é, necessariamente, falta de força de vontade. Existe um componente biológico e hormo...
18/02/2026

Sentir mais fome no fim do dia não é, necessariamente, falta de força de vontade. Existe um componente biológico e hormonal envolvido nesse processo.

Fome noturna não é “fraqueza”. É um sinal de que sua rotina, seus hormônios ou seu padrão alimentar precisam de ajuste — não de culpa.

O inchaço que aparece no Carnaval não é “ganho real de gordura” em poucos dias. Na maioria das vezes, é retenção hídrica...
16/02/2026

O inchaço que aparece no Carnaval não é “ganho real de gordura” em poucos dias. Na maioria das vezes, é retenção hídrica, resultado de álcool, excesso de sódio, privação de sono e desidratação.

Carnaval não precisa ser sinônimo de inchaço.

Com estratégia, você aproveita — e mantém o equilíbrio metabólico.

O Carnaval, por si só, não “estraga” seu emagrecimento. O que compromete resultados não são quatro dias diferentes — é a...
14/02/2026

O Carnaval, por si só, não “estraga” seu emagrecimento. O que compromete resultados não são quatro dias diferentes — é a soma de excessos sem consciência e a dificuldade de retomar a rotina depois.

Carnaval não é o problema.

O exagero sem estratégia é.

Curta com consciência — e volte para sua rotina com maturidade metabólica.

🍷 Álcool e emagrecimento: vilão ou apenas um detalhe?Se o seu objetivo é emagrecer, o álcool precisa entrar na conta. Nã...
13/02/2026

🍷 Álcool e emagrecimento: vilão ou apenas um detalhe?

Se o seu objetivo é emagrecer, o álcool precisa entrar na conta. Não porque ele seja “proibido”, mas porque ele impacta o metabolismo de forma direta — e muitas vezes silenciosa.

Primeiro ponto: o álcool tem 7 kcal por grama. Ou seja, é altamente calórico e praticamente não

Se o consumo é frequente, ele pode estar sabotando seus resultados — mesmo que sua alimentação esteja “correta”.

A pergunta não é “posso beber?”.

➡️ A pergunta é: isso está alinhado com o seu objetivo?

Muita gente acredita que o metabolismo é algo “determinado pela genética” e que não há muito o que fazer. Mas isso não é...
12/02/2026

Muita gente acredita que o metabolismo é algo “determinado pela genética” e que não há muito o que fazer. Mas isso não é verdade. O metabolismo é dinâmico. Ele se adapta constantemente ao que você come, ao quanto você se movimenta, ao quanto dorme e até ao seu nível de estresse.

Quando você dorme mal, reduz massa muscular, passa longos períodos sedentário ou faz dietas muito restritivas, o corpo entende que precisa economizar energia. O resultado? Redução do gasto energético, mais fome, mais dificuldade para emagrecer. Isso não é “metabolismo lento” — é um metabolismo adaptado à sua rotina.

Por outro lado, quando você treina força, preserva massa muscular, consome proteína adequada, organiza o sono e controla o estresse, o corpo responde. A sensibilidade à insulina melhora, a eficiência mitocondrial aumenta e o gasto energético se torna mais favorável.

Metabolismo não é sentença. É consequência.

Ele não trabalha contra você — ele responde ao ambiente que você cria diariamente.

📌 Se o resultado não está vindo, talvez o problema não seja genética. Talvez seja ajuste de estratégia.

E estratégia se constrói com constância.

Food noise é o termo usado para descrever pensamentos repetitivos, insistentes e muitas vezes invasivos sobre comida, qu...
06/02/2026

Food noise é o termo usado para descrever pensamentos repetitivos, insistentes e muitas vezes invasivos sobre comida, que surgem mesmo quando não há fome física real. Não é falta de força de vontade — é um fenômeno neurobiológico e comportamental cada vez mais reconhecido.

Esses pensamentos podem aparecer como vontade constante de beliscar, dificuldade de se concentrar sem pensar em comida, antecipação exagerada da próxima refeição ou sensação de perda de controle diante de certos alimentos. Para muitas pessoas, o food noise ocupa um espaço mental significativo ao longo do dia, gerando cansaço, culpa e frustração.

O food noise está frequentemente associado a desequilíbrios hormonais e metabólicos, como resistência à insulina, alterações nos hormônios da saciedade (leptina e grelina), privação de sono, estresse crônico e dietas muito restritivas. Além disso, o ambiente alimentar moderno — altamente palatável e estimulante — amplifica esse ruído mental.

Quando o cérebro recebe sinais constantes de recompensa ligados à comida, ele passa a “pedir” alimento não por necessidade energética, mas por estímulo, emoção ou hábito. Isso explica por que comer nem sempre traz alívio duradouro.

Reduzir o food noise não é sobre “fechar a boca”, e sim sobre organizar o metabolismo, regular hormônios, melhorar sono, reduzir estresse e construir uma relação mais consciente com a alimentação.

✨ Silenciar o food noise é libertador — e possível com a abordagem correta.

Sim — e esse é um hábito simples, subestimado e com forte respaldo científico. Caminhar por alguns minutos após as refei...
04/02/2026

Sim — e esse é um hábito simples, subestimado e com forte respaldo científico. Caminhar por alguns minutos após as refeições pode ter um impacto direto no controle da glicemia, especialmente em pessoas com resistência à insulina, pré-diabetes ou diabetes tipo 2.

Após a alimentação, ocorre naturalmente uma elevação da glicose no sangue. Quando você caminha, mesmo em ritmo leve a moderado, os músculos passam a captar glicose de forma independente da insulina. Isso significa que o açúcar circulante é utilizado como fonte de energia, reduzindo os picos glicêmicos pós-prandiais.

Estudos mostram que 10 a 15 minutos de caminhada após as refeições já são suficientes para diminuir significativamente a glicemia quando comparados a permanecer sentado. Esse efeito é ainda mais relevante após refeições ricas em carboidratos, quando os picos costumam ser maiores.

Além do controle do açúcar, esse hábito contribui para:

- melhor sensibilidade à insulina
- menor sobrecarga do pâncreas
- redução do risco cardiovascular
- auxílio no processo de emagrecimento metabólico

Não se trata de “queimar calorias”, mas de organizar a resposta metabólica do corpo. Pequenas ações, feitas de forma consistente, geram grandes efeitos ao longo do tempo.

Caminhar após comer não é obrigação nem castigo — é uma estratégia inteligente de saúde metabólica.

Quando o emagrecimento não acontece, mesmo com dieta e esforço, o problema nem sempre está na força de vontade. Muitas v...
02/02/2026

Quando o emagrecimento não acontece, mesmo com dieta e esforço, o problema nem sempre está na força de vontade. Muitas vezes, está em um nível mais profundo: na função das mitocôndrias, as estruturas responsáveis por produzir energia dentro das células.

As mitocôndrias têm um papel central no metabolismo da glicose e da gordura. Quando funcionam bem, conseguem oxidar ácidos graxos, gerar ATP de forma eficiente e responder adequadamente à ação da insulina. Já na disfunção mitocondrial, esse processo se torna ineficiente: a célula passa a “queimar menos” energia e acumular mais substratos, principalmente gordura.

Esse acúmulo de gordura dentro das células musculares e hepáticas interfere diretamente na sinalização da insulina. O resultado é a resistência à insulina, um estado em que o hormônio até está presente, mas não consegue agir corretamente. O corpo precisa produzir cada vez mais insulina para obter o mesmo efeito — o que favorece o armazenamento de gordura e dificulta a perda de peso.

Além disso, mitocôndrias disfuncionais geram mais espécies reativas de oxigênio (estresse oxidativo), ativando processos inflamatórios crônicos de baixo grau. Inflamação e resistência à insulina caminham juntas e criam um ambiente metabólico desfavorável ao emagrecimento, mesmo com restrição calórica.

Por isso, emagrecer não é apenas “comer menos”. É restaurar a eficiência metabólica. Estratégias como exercício físico bem orientado (especialmente treino de força e aeróbico), sono adequado, alimentação rica em micronutrientes, controle do estresse e, em alguns casos, intervenções clínicas específicas ajudam a melhorar a função mitocondrial e a sensibilidade à insulina.

Quando as mitocôndrias voltam a funcionar melhor, o metabolismo responde. E o emagrecimento deixa de ser uma luta constante para se tornar uma consequência do equilíbrio metabólico.

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