27/03/2026
O engajamento que tivemos por aqui na postagem sobre o cérebro na menopausa confirmou uma suspeita clínica: existe um alívio profundo quando a ciência substitui a autocrítica.
Como a Dra. Lisa Mosconi demonstra em sua obra, a saúde mental nesta fase não é sobre “perda de faculdades”, mas sobre uma recalibragem biológica.
Muitas mulheres chegam aos 50 anos sentindo-se falhas, mas o que elas estão a experienciar é o impacto da queda do estrogénio no metabolismo cerebral.
Esta informação é o que chamo de “Antes da Tempestade” — tema do capítulo que lancei esta quarta-feira. Quando mapeamos estas variáveis biológicas e emocionais com antecedência, deixamos de ser reféns da “névoa mental” e passamos a ter agência.
Entender o seu cérebro é o primeiro passo para silenciar a culpa. Se o “ruído” biológico aumenta nesta fase (tal como o Food Noise que discuti na Folha de S.Paulo), a nossa resposta deve ser estratégica, baseada em evidências e, acima de tudo, acolhedora.
O autoconhecimento técnico é a ferramenta mais potente para a saúde mental. Como tem cuidado da sua “atualização de sistema” nesta fase?
🧠 Psicóloga.
📚 Mestre e Doutora pela PUC-Campinas.
⭐ Especialista em T. Comportamental e Cognitivo pela USP-SP e em Psicologia Positiva pela PUC-RS.
📍 CRP 08/7292