06/01/2026
Nesse vídeo, minha filha canta uma musiquinha linda
“Quando você está com raiva, você tem que conversar.”
E a conversa que surge depois é um retrato fiel do desenvolvimento emocional infantil.
🪷 Alguns comportamentos naturais da infância que aparecem aqui:
🪷 A acusação imediata do outro
Diante de uma tensão, a criança ainda não olha para si primeiro. Ela aponta para fora.
“Você grita.”
Isso não é maldade. É imaturidade emocional.
🪷 A regra vale para todos, menos para mim
Na lógica infantil, o mundo ainda gira em torno do próprio impulso.
“Eu posso gritar, você não.”
Esse pensamento é esperado na infância, não na vida adulta.
🪷 A desregulação emocional
A criança sente a emoção, mas ainda não sabe o que fazer com ela.
Sente raiva e grita.
Não porque quer, mas porque ainda não consegue se autorregular sozinha.
E é aqui que entra o papel do adulto.
Crianças precisam de adultos com mais recursos emocionais do que elas.
Adultos que consigam conter, nomear, sustentar e ensinar.
Isso não signif**a reprimir sentimentos.
Signif**a oferecer contorno e segurança.
A mensagem não é
“Não sinta raiva.”
Mas sim
“Você pode sentir. E eu estou aqui para te ajudar a lidar com isso.”
Esse vídeo é sobre infância, sim.
Mas ele é principalmente um convite para nós, adultos, olharmos para nós mesmos.
Será que, diante da frustração, você acusa o outro?
Será que você acha que regras emocionais valem para todos, menos para você?
Será que você se desregula e espera que o mundo se adapte à sua emoção?
Como mães, pais e adultos de referência, o nosso trabalho é esse
Desenvolver recursos emocionais suficientes para regular a nós mesmos
E, assim, ajudar nossos filhos a se regularem também.
Crianças emocionalmente seguras não são as que não sentem.
São as que aprendem, pouco a pouco, a sentir, nomear, conversar e elaborar.
É assim que criamos filhos preparados para o mundo
Com permissão para sentir
E com adultos emocionalmente disponíveis para ensinar o caminho.
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