06/02/2026
Quando a paciente usa probiótico, melhora por um tempo e depois os sintomas voltam, o problema não é o produto em si. É que a disbiose raramente está ligada apenas à “falta de bactéria boa”.
Na maioria das vezes, ela é consequência de um ambiente intestinal desfavorável, que continua ali mesmo com a suplementação.
Inflamação de baixo grau, excesso de fermentação, permeabilidade intestinal aumentada, trânsito intestinal desregulado, estresse crônico e até sobrecarga hepática mantêm o intestino em desequilíbrio.
Nesse cenário, o probiótico entra, mas não se sustenta. É como tentar organizar uma casa sem arrumar a bagunça que continua sendo feita todos os dias.
Tratar disbiose de forma eficiente passa por olhar a alimentação como base, ajustar estímulos inflamatórios, organizar o ritmo intestinal, avaliar fatores hormonais e metabólicos e só então usar o probiótico como parte de uma estratégia maior, e não como solução isolada.
Quando você muda esse olhar, a condução f**a mais coerente, a resposta clínica melhora e a paciente finalmente entende por que antes nada parecia funcionar por muito tempo.
Qual solução você considera indispensável no tratamento da disbiose e eu não citei aqui? Me conta nos comentários.