06/01/2026
Respondendo à questão da imagem, a fisiopatologia do melasma é complexa e multifatorial. Não existe uma única causa isolada, mas sim uma interação de fatores internos e externos que desencadeiam e agravam a hiperpigmentação.
Para um controle efetivo, é crucial compreender os principais pilares envolvidos:
🔸️Exposição à Radiação UV e Luz Visível: É o principal gatilho. A radiação solar e até mesmo a luz visível (de lâmpadas e telas) estimulam diretamente a atividade dos melanócitos (células produtoras de pigmento).
🔸️Influências Hormonais: Flutuações significativas, como as que ocorrem durante a gestação (cloasma), ou induzidas pelo uso de contraceptivos orais e terapias de reposição hormonal, são fatores clássicos de surgimento e piora.
🔸️Estresse Crônico e Saúde Mental: A ciência dermatológica tem elucidado o papel crucial do sistema neuroendócrino. O estresse psicológico ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA), resultando na liberação aumentada de cortisol e hormônio adrenocorticotrófico (ACTH). Estes mediadores estimulam a melanogênese, tornando as manchas mais resistentes ao tratamento.
🔸️Predisposição Genética e Fototipo: A história familiar e características da própria pele influenciam a suscetibilidade ao desenvolvimento do quadro.
🔸️Fatores Inflamatórios e Calor: Processos inflamatórios na pele e a exposição excessiva ao calor também contribuem para a ativação melanocítica.
Portanto, a abordagem terapêutica do melasma deve ser integrativa, unindo a fotoproteção rigorosa ao manejo do estado metabólico e emocional do paciente.
Dra. Rafaela C. Zeni - CRMPR 50974
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