26/03/2026
Me entendo como uma pessoa com "manchinhas" desde os vinte e poucos anos. Porém, foi somente aos 31 anos, após uma semana de praia, que o meu melasma realmente despertou e começou a dar sinal. Eu convivi a vida inteira vendo a minha mãe se preocupar com o melasma, e via de perto o quanto aquilo a machucava e abalava a sua autoestima. Quando percebi as manchas no meu próprio rosto, uma tristeza profunda tomou conta de mim.
Isso afetou, e confesso que ainda afeta, muito a minha autoestima. Houve momentos escuros em que eu simplesmente não conseguia sair de casa sem maquiagem. Sendo muito sincera, até hoje acabo abusando um pouquinho delas para tentar camuflar as manchas que insistem em dar sinais — principalmente naqueles dias em que o meu emocional não está bem. A pele acaba sendo um reflexo de como me sinto por dentro.
Levei muito tempo para aceitar e entender que o melasma é uma doença crônica e multifatorial. Demorei a perceber que tudo o que eu faço, ou o que acontece no meu dia a dia, está intimamente ligado a como a minha pele vai reagir num futuro muito próximo. O sol, o calor, o estresse emocional, o cansaço acumulado, a alimentação, a falta de rotina... Tudo isso pesa.
Hoje, após um ano de tratamento muito mais intensivo, com a skincare adequada e otimizada (pois é, eu fui a "primeira cobaia" do Protocolo Éclat), mudança real de hábitos de vida, uso de suplementações, procedimentos estéticos e terapia, eu ainda posso dizer que sim: o melasma me afeta e, de vez em quando, balança a minha segurança.
Mas também posso dizer, com toda a certeza, que hoje ele me dá forças. Força para continuar estudando incansavelmente e procurando os melhores tratamentos com os melhores resultados. Força para manter e tentar sempre melhorar os meus hábitos. E, principalmente, força para ajudar mais mulheres (e homens também) que, assim como eu, sentem na pele o peso dessa condição.
Se o melasma também é algo que abala você e rouba a sua paz, vem comigo. Quero te ajudar a melhorar não somente a sua pele, mas a sua saúde, a sua autoestima e a sua qualidade de vida como um todo.
Dra. Rafaela C. Zeni - CRMPR 50974