19/11/2025
“Você já parou pra pensar como é, de verdade, o atendimento psicológico infantil?
Porque, olha… tem muita coisa que não aparece nos stories, mas que faz TODA a diferença na construção de um vínculo.
Por exemplo:
Nem sempre a sessão começa na sala.
Às vezes começa no corredor, no tapete da recepção ou naquele espacinho onde a criança se sentiu segura primeiro.
E tem dias que o brinquedo escolhido diz mais do que qualquer frase.
Dias em que uma massinha vira expressão.
Um carrinho vira história.
Um desenho vira pedido.
E a gente precisa estar ali inteira:
de joelhos, de cócoras, no chão, no mesmo nível, na mesma altura emocional.
Outra curiosidade?
O ‘não quero entrar’ nem sempre é resistência.
Às vezes é cansaço.
Às vezes é saudade.
Às vezes é só um pedido de “me espera um pouquinho”.
A psicologia infantil acontece nos detalhes.
Na adaptação.
Nos minutos antes da sessão começar.
No olhar que antecede a palavra.
No brincar que abre portas que a fala, sozinha, não abriria.
Atender crianças é mergulhar no mundo delas e voltar de lá trazendo signif**ados que, juntos, vamos organizando com delicadeza.
E talvez essa seja a maior curiosidade de todas:
a sessão nem sempre parece terapia… mas é.
E é justamente por isso que funciona.”